História - Artes & Imagem
Blog de História, Arte e Fotografia.
Segunda-feira, Março 19, 2012
Sábado, Março 17, 2012
Segunda-feira, Março 05, 2012
Domingo, Março 04, 2012
14. Uma cidade ao serviço da Pátria nos tempos da Guerra Colonial.
A praça Militar era de novo valorizada com a eclosão da Guerra Colonial
As madrinhas de guerras - o lado sentimental de uma ligação à Pátria
A antiga Sé - o último espaço de homanagem à memória dos heróis da guerra
As cerimónias militares e os desfiles militares mobilizavam o patrotismo da população.
Sexta-feira, Março 02, 2012
Terça-feira, Fevereiro 28, 2012
A Imperatriz Iasbel Eugénia (Sissi) e a sua presença em solo madeirense...
A imperatriz Sissi nos tempos das temporadas na Madeira
Quinta Vigia no tempo do Hotel Atlântico - um século antes era um lugar das vivências de Sissi
A família Imperial no Passeio Público em 1922
Segundo Silva Menezes, Isabel Amália Eugénia, vulgo Sisi passou duas temoradas na Ilha da Madeira, a primeira datada de 29 de Novembro de 1860 a 28 de Abril de 1861 e uma segunda entre 28 de Abril de 1861 e 23 de Dezembro de 1893. Era a segunda filha dos oito filhos de Maximiliano José. Segundo a documentação conhecida, a jovem imperatriz, era abalada frequentemente por crises nervosas e permanentes jejuns, o seu estado saúde agravara-se de forma preocupante por volta de 1860, de tal maneira que o seu médico particular o Dr. Skoda decidiu que a jovem germânica devia procurar com urgência um clima mais ameno. A Madeira poderá ter sido uma primeira hipótese nos meios próximos de Sissi, mas foi sem dúvida a passagem do Arquiduque Max, pela Madeira num regresso do Brasil, que influenciou a decisão de Isabel, já que o clima ameno e beleza da paisagem terão sido a razão da escolha da ilha atlântica. E em princípios de Novembro, quando circulava nas cortes europeias, a eminência da morte da imperatriz, a mesma partiu em direcção ao Funchal num iate da rainha da Inglaterra, Vitória uma vez que a corte austríaca não tinha nenhuma embarcação que possibilitasse tal viagem. De realçar também o seu comportamento invulgar, na viagem em direcção ao arquipélago madeirense, segundo os diários de bordo uma parte considerável da tripulação teria enjoado e passado mal, o que não aconteceu com a imperatriz que face ao seu estado conservava-se indiferente aos fortes temporais do golfe da Biscaia. Uma vez no Funchal, Sissi vivia em perfeita solidão nos primeiros meses, à beira mar, numa vivenda alugada junto à Quinta Vigia, o seu contacto com exterior fazia-se por cartas, na qual descrevia a sua vida sossegada e calma, traduzida pela saudade face á grande distância e à longa separação, da sua família nomeadamente dos seus filhos, Gisela e Rodolfo. Na opinião da históriador Brgitte Harmann, a partida de Sissi para à Madeira, justifica-se na necessidade de se afastar do seu esposo, segundo a mesma, as melhoras na sua saúde foram evidentes nas duas vezes que a imperatriz passou por terras madeirenses, segundo outras fontes a doença de Sissi teria sido consequência de uma doença provavelmente venérea, com que o imperador a teria contagiado. Mas , o que se conhece da vida de Sissi na Madeira são os relatos do Conde Luís Rechberg, não é propriamente da sua doença, mas da sua vida deprimente, como se pode ler “Muitas vezes fechava-se quase o dia inteiro no quarto, chorando, comendo pouco e excepção de um passeia de cerca de uma hora, vivia os dias sentada à janela” … Faziam parte do seu convívio, os póneis, papagaios e os cães, inclusivamente na sua primeira passagem pela ilha mandou vir da Inglaterra um grande e imponente cão que a acompanhava nas poucas saídas pela cidade. Na Primavera de 1861, Sissi estava mais adaptada à sua vida na capital funchalense, tocava bandolim e vestia uma camisa de marujo, ao mesmo tempo recebia lições do elegante Conde Imre Hunyády, um húngaro que era obrigado a voltar à corte vienense quando corria a notícia da sua paixão pela imperatriz. A transformação psicológica da imperatriz parece ter sido evidente, os apaixonados sucediam-se em terras madeirenses, um almirante de um navio russo ancorado na baía do Funchal num jantar seguido de um baile, na vivenda da Quinta Vigia, declarava que os seus oficiais estavam todos apaixonados pela sua beleza … algo que Sissi já estava habituada, na corte austríaca e que ela não exaltava pois era o tempo da princesa parvinha e bonita … agora com cinco meses de estadia na ilha sentia-se mais à vontade nos pisos horríveis do solo madeirense que percorria durante várias horas, montada nos seus cavalos o “Red Rose ou no Forester”, ao estribeiro-mor do Reino, diria que ele nem sequer aguentava duas semanas na ilha. Das últimas notícias da sua passagem da Madeira fica o relato de uma Páscoa fria no longínquo ano de 1861, que a imperatriz não aceitava pois tal clima lembrava-lhe a Austria , na Madeira faltava-lhe o calor habitual e a falta de verdura que nesse ano se manifestou no solo madeirense. Confessava também na sua correspondência que cada barco que passava lhe dava vontade de partir …mas não para Viena, arrepiava-lhe a Corte e apenas pensava nos filhos, mas abandonar o Funchal seria noutra direcção, Brasil ou África. Entretanto o seu país, preparava-se para a guerra e sem notícia segura pretendia regressar à Pátria o que sucedeu algumas semanas após a fria e desoladora Páscoa de 1861. Cinco anos antes da sua morte volta à Pérola do Atlântico, já como ex-imperatriz não havendo registos desta presença, mas um episódio que fez notícias nos periódicos locais que Sisi teria iludido a segurança, tendo se deslocado à Confeitaria Felizberta, para comer bananas à mão …. E assim se regista na bibliografia romântica a sua passagem pelo Funchal onde pela primeira vez seria fotografada ….era o início da presença da Família dos Habsburgo na Madeira, onde faleceria o último imperador, Carlos da Áustria em Fevereiro de 1922 na freguesia do Monte onde está sepultado na Igreja Matriz do Monte.... Todavia, a vida madeirense era objecto de referência nas longas cartas, de outra personagem, o Conde Nobili que fazia parte do séquito de Sissi , destacando a beleza da Madeira, sem dúvida uma terra abençoada onde todas as plantas da Índia e da América do Sul rebentavam e davam flor em solo madeirense. Nos seus relatos, refere-se a boquetes e caneleiras com uma altura de 30 pés, com milhares de flores e botões em seu redor. A uma distância de 25 passos diante da casa achava-se a costa alta e rochosa, e entre todas as fendas das suas pedras vicejava um cato. Numa terra sem distracções, o Conde Nobili, descrevia as peles dos madeirenses com uma coloração próxima do couro; o Funchal era descrito como uma cidade suja, característica, aliás do sul da Europa em meados de oitocentos e calcetada com pedrinhas pontiagudas, totalmente impróprias para as pessoas deambularem, as lojas eram pobres a convivência era inexistente.
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MADEIRA - Fontes escritas.
Domingo, Fevereiro 26, 2012
O Cartismo e a sua acção reformadora.
Mouzinho da Silveira uma personagem determinante na tentativa de criação de uma nova ordem económica e social. ( in nota de 500 escudos, editada pelo Banco de Portugal em 13.2.1982).
Com a vitória dos liberais na guerra civil, Portugal regressou à ordem jurídica e institucional da Carta Constitucional de 1826, realizando-se, ainda em 1834, eleições para as Cortes e constituindo-se um governo da confiança do príncipe regente, D. Pedro IV, que governaria no sentido de iniciar a instalação do liberalismo moderado que a Carta pretendia. Contudo, a transformação do “Portugal velho, feudal” em Portugal novo, liberal, havia começado ainda antes, com a abundante legislação, de carácter político, social e económico, preparada e redigida por Mouzinho Silveira, nomeado ministro da Fazenda e da Justiça e (interino) por D. Pedro IV, para o Conselho de Regência, primeiro nos Açores e depois no Porto, durante o cerca e a guerra civil de 1832-1834. Norteadas pelas ideias liberais e democráticos e por extraordinário sentido de justiça social, as reformas de Mouzinho da Silveira, visaram, como ele próprio definiu : salvaguardar a institucionalização jurídica a liberdade individual, em todas as suas acepções … ; fazer com que o país pudesse ultrapassar, economicamente, os prejuízos da perda do Brasil, liberalizando a economia principalmente a terra; e fazer entrar Portugal no grémio da Europa, isto é, coloca-lo ao nível civilizacional dos outros países europeus. Nesta perspectiva reformadora, as medidas de alcance por ele tomadas, contam-se as que dizem respeito à liberalização da propriedade agrária e da economia m geral e as que puseram fim ao que restava dos velhos direitos senhoriais. Salientamos : a abolição dos morgadios até ao valor de 200$000 réis; a revogação das doações dos Bens da Coroa; a abolição dos direitos de pesca; a liberalização de exportação de produtos nacionais, mediante o pagamento de um imposto no valor de 1%. No seu conjunto, a legislação de Mouzinho da Silveira resultou de uma acção concertada para estabelecer uma nova ordem socioeconómica e política, tal como a concebia a burguesia de então. Outros reformadores na época do Cartismo, nesta fase do Liberalismo moderado foram sem dúvida, Ferreira Borges e o Ministro da justiça, Joaquim António Aguiar. O Código Comercial de 1833 proposto por Ferreira Borges, foi determinante para a aplicação do liberalismo económico em Portugal: o livre-câmbio, ou seja, a livre circulação de produtos (por oposição ao proteccionismo), através da abolição de monopólios e privilégios, bem como da eliminação de sisas e portagens. A proposta legislativa de Joaquim António de Aguiar, deve ser observada como forma de eliminar os privilégios do clero, em particular do clero regular, nesta perspectiva entendem-se medidas como: a abolição do clero regular, na atitude de confiscar ou nacionalizar, os bens do clero e na sua venda, juntamente com os bens da coroa, da Rainha e do Infantado – de resto a venda de estes bens em hasta pública serviram para o pagamento das dívidas nacionais. Em síntese, o Cartismo caracterizou-se por um período de moderação do Liberalismo, no qual a legislação de Mouzinho da Silveira, Joaquim António Aguiar e Ferreira Borges, procurou promover o desmantelamento das estruturas económicas e sociais do Antigo Regime. Governo
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Portugal Contemporâneo
Segunda-feira, Fevereiro 20, 2012
13. O Urbanismo - A configuração urbana no fim do século -1960-2000
Em meados do século XX - a cidade rompia definitivamente com a cintura muralhada.
Nas décadas de 1960 e 1970 o centro histórico continuava a ser o "coração" da cidade.
O Bairro da Boa Fé inspirava-se no projecto conservador dos Centenários
O Bairro Europa - símbolo do crescimento da classe média e dos bons ventos que sopravam da Europa
A cidade abria-se ao exterior, os ventos de guerra ainda faziam parte da vida dos europeus, estávamos em meados do século e há pouco mais de uma década, Elvas rasgava definitivamente com os limites da muralha seiscentista, outrora a seu escudo defensivo e que cada vez mais apertava o seu progresso e desenvolvimento. Os novos bairros preenchiam os espaços então vazios, pela regulamentação militar de outras épocas da história, o Bairro de Santa Luzia, desenvolvia-se a sul da Porta de Olivença, que durante mais de dois séculos apenas tinha edificado o fortim de S. Pedro e algumas pequenas construções agrícolas, junto do Rossio do Meio, de apoio à prática agrícola sem expressão num espaço que na viragem do século ainda estava limitado por arame farpado e outras marcas militares. Na antiga estrada Elvas/Campo Maior, crescia o Bairro da Boa Fé, que inaugurava os bairros sociais que assentava no modelo nacionalista dos “Centenários”, incluindo na sua génese um conjunto de edifícios de apoio social, entre eles o seu parque escolar. De sublinhar, que a noção de “bairro social”, não estava devidamente consolidada, e então era então rotulado, pelo imaginário popular como o “bairro dos pobres” em oposição ao Bairro de Santa Luzia, onde residiam as famílias de posse do município. Já em meados da década de 1950, na mesma dimensão social, desenvolvia-se o Bairro das Caixas (1956) de linhas modernistas, evidenciando a visão inovadora do jovem e promissor arquitecto português, Teotónio Pereira, que no apoio à estrutura habitacional, incluía várias vias rodoviárias e pedonais, incluindo largos e pracetas arborizadas, em nítido contraste com as linhas autoritárias e austeras que marcavam as construções da época do Estado novo. Até final do século XX, novos bairros nas zonas periféricas da cidade, junto aos limites do forte de Santa Luzia, edificava-se o Bairro de S. Pedro, projecto modernista dos arquitectos, Jorge Alves, Carlos Alves e Clara Silva, que se destacava pela sua construção de raiz contemporânea, tratava-se de habitações com dois pisos, em banda e germinadas e que obedecia ao mesmo tempo a uma tentativa política de integração da etnia cigana, consumada no mandato do Dr. Aníbal Franco e uma preocupação já subjacente desde os tempos da vereação do Professor João Vale. A oeste, do Aqueduto das Amoreiras na década de 1980 desenvolvia-se o Bairro Europa, no contexto do crescimento de uma pequena e média classe média, beneficiada ao mesmo tempo pelo desenvolvimento do aparelho bancário que permitia a “democratização da propriedade” por empresto bancário. Neste período, em que o destino municipal estava sob desígnio do Dr. João Carpinteiro assiste-se à criação de uma série de equipamentos sociais que facilitavam as práticas desportivas e de lazer. A década de 1990 marcava uma explosão significativa do número de habitações por metro quadrado, a cidade voltava a crescer nos bairros já edificados, nos confins do Bairro de santa Luzia, do Bairro Europa e do Revoltilho, ao mesmo tempo que entre outras construções. A renovação das velhas estruturas sanitárias com quase meio século de existência e valorização de algumas zonas estratégicas do tecido urbano torna-se um marco das primeiras vereações de José Rondão de Almeida, a cidade volta a crescer numa política de expansão que iria marcar a primeira década do século XXI. Mas nos seus primeiros mandatos, o lazer e a prática desportiva, voltavam a ganhar outra dinâmica com edificações como a Piscina Municipal e o Complexo Municipal de Atletismo, numa cidade que a breve trecho estava capaz de receber eventos de envergadura. Chegados ao fim do século, a cidade estava em transformação, numa dualidade urbana, o centro histórico e sede dos serviços, quase lembrando a tradição romano-gótica, enquanto que o exterior da Praça de Elvas se tornava num grande e complexo dormitório, atendendo há demografia e ao espaço urbano. Na viragem do século o centro histórico, base do quotidiano desde tempos imemoriais torna-se um espaço funcional onde o trabalho é praticamente o fundamento da sua existência.
Segunda-feira, Fevereiro 06, 2012
Igreja de Nossa Senhora da Assunção (antiga Sé de Elvas)
Fachada principal da igreja de Nossa Senhora da Assunção
Portal principal (1550) projecto de Miguel Arruda.
Nave Central, manuelina, atríbuida a Francisco de Arruda.
Nave Lateral
Abóbada nervada assente em mísulas - uma originalidade na cobertura das Igrejas Manuelinas
Entrada da Sacristia
Localização: no Centro da cidade de Elvas no limite norte da Praça da República. Descrição histórica e caracterização artística: Iniciada a sua construção em 1517 foi aberta ao culto em 1537 quando a jovem cidade de Elvas completava os seus vinte anos. Do traço do arquitecto régio do baluarte de Belém, Francisco de Arruda foi todavia o mestre pedreiro Diogo Mendes que dirigiu as campanhas de obras no referido templo e nomeadamente na composição dos alçados, do espaço, na solução da sua iluminação e nas combinações dos volumes que se inserem no plano das edificações religiosas do gótico final português. Ou seja, a antiga Sé de Elvas cujo estatuto vigorou durante um pouco mais que três séculos (1570-1882) é um espaço estruturalmente do gótico final. Embora com os princípios inovadores do estilo manuelino no âmbito decorativo e estrutural ainda que só a nível da estrutura da sua cobertura. De facto, quando se contempla a fachada principal da antiga igreja de Nossa Senhora da Praça, depois de Nossa Senhora da Assunção e finalmente Sé de Elvas, verifica-se que a sua frontaria de matriz gótica tem apenas uma torre robusta coroada por uma outra, sineira de três olhais e de arco de volta perfeita nas quatro faces de coroamento piramidal. Esta solução construtiva encontra inclusivamente exemplos nos templos românicos como a Igreja de S. Martinho dos Mouros (Lamego) ou a do Priorado do Rosário (Goa) edificada durante o ciclo da expansão. Por outro lado, o portal do gótico final, desenhado por Miguel Arruda em 1550 foi definitivamente substituído pela solução classizante em 1657 e que persistiu até aos nossos dias. Então onde persiste o Manuelino na Sé de Elvas, no exterior nas portas laterais e no interior nas naves onde a gramática decorativa da época da expansão comercial e marítima quinhentista é indiscutível. Também é inquestionável a solução arquitectónica de cariz manuelina, na organização das três naves, cujas abóbadas nervadas e que se projectam a partir das mísulas adjacentes nos dois andares da nave central, coroadas pela Ordem da Cruz de Cristo que guiaram os portugueses sob os ventos que sopravam nas caravelas que percorreram os mares de além-mar. Classificação: Monumento Nacional Decreto de 16-6-1910, Z.E.P., DG, 2ª série de 7-4-1953.
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Arquitectura
Domingo, Fevereiro 05, 2012
Os testemunhos materiais, antes da escrita no Alentejo (distrito de Beja)...
Menir no Monte Mac Abrão -Vidigueira
Dólmens na Herdade de Corte Serrão - Vidigueira
Castro da Cola - Ourique
Hippocaustum - Villa Romana de Pisões -Beja.
Antes da escrita … a região onde se confina o actual território do Alentejo, encontra os seus primeiros legados históricos para tempos imemoriais no Sul de Portugal os primeiros achados, situa-se no início do Paleolítico Inferior, onde se reconhecem as primeiras indústrias líticas, com o condicionalismo que o tempo e a arqueologia determinam. Mas, antes do registo escrito, entre um longo período entre a Pré-História e as Origens da Romanização, a longa planície Alentejana conserva hoje uma série de vestígios históricos que merecem ser observados, visitados e estudados, não só pelos académicos mas também pelo cidadão de comum no contexto da sua formação e integridade cultura. O nosso ponto de partida por hoje centra-se no actual Distrito de Beja e teria início no Castro da Cola, um povoado árabe, a cerca de 12 Km a Sul Ourique, próximo da Alcaria de Fernão Vaz, MN. 16.6.1910: cujo circuito arqueológico nos levaria do Neolítico à Idade Média, incluindo-se também a visita ao depósito votivo da II Idade do Ferro, mais conhecido por Forte do Garvão e classificado como IPP, Decreto nº29/60 de 17.7. O presente itinerário incluiu uma série de vestígios da ocupação humana, tais como antas e necrópoles, este espaço arqueológico expressa-se pela dimensão do espaço arqueológico. Por uma questão de orientação, no espaço e de importância arqueológica, não podíamos deixar de visitar o Menir Grande de Zambujeiro, o maior que existe no actual território português e o Menir do Outeiro com os seus quase seis metros de altura ou o complexo cromeleque de Almendres. Estes testemunhos arqueológicos, reflectem sobretudo uma forma de vida comunitária em que o culto da fertilidade ocupava um espaço no imaginário destas sociedades primitivas. Ainda no Distrito de Beja, as monumentais villas romanas de Pisões e de S.Cucufate, a primeira situada na Herdade de Argamaça ( freguesia de Santiago Maior – I.I.P. , Decreto Nº252 /70 -3-6) , cujo espólio está datada para o Séc. I d.c. , do qual se escavou parcialmente a pars urbana, com cerca de quarenta divisões centradas num pequeno peristilo. No lugar de São Cucufate, junto à Vila de Frades, destaca-se as ruínas de Santiago. Villa Romana do séc. I alterada na primeira metade do séc. II e destruída no séc. IV para a construção do edifício que hoje é visível. Na idade Média serviu de convento e foi abandonado no séc. XVI ( I.P.P., Decreto nº29/90 -17.7). No distrito de Beja estão ainda classificados neste largo período : Castros (5); Pontes Romanas (2); Atalaias (2) Villas Romanas (1); Anta (1); Galeria dolménica (1); Barragem (1) e ( Menir (1). Relativamente aos Imóveis Classificados no distrito de Beja contam-se cerca de seis dezenas, sendo os seguintes os graus de classificação: Monumentos Nacionais (20); Imóveis de Interesse Público (44) e valores concelhios (5). Todavia, outros espaços arqueológicos e monumentais aguardam a sua classificação já que o valor monumental e artístico do distrito de Beja não se resume ao Património Classificado.
Nota: MN: - Monumento Nacional ; IPPP-Imóvel de Interesse Público.
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Rotas do Património
Sábado, Fevereiro 04, 2012
A Catedral românica na Europa Ocidental
Planta da Catedral de Santiago de Compostela
(exemplo típico da evolução da planta basílical de três a cinco naves.
Catedral de Toledo (1226)
Evidente a tendência para a horizontalidade característica da arquitectura românica.
Catedral de Notre Dame / Paris
Edificada entre de 1163 e 1250, definida de por uma planta de três naves e três pisos
Sé Velha de Coimbra - reflecte pela sua estruturação defensiva a época da Reconquista Cristã.
A robustez dos pilares uma característica do arquitectura romântica
(Nave lateral do Mosteiro de Alcobaça)
(Nave lateral do Mosteiro de Alcobaça)
As esculturas enobrecem as superfícies interiores e exteriores dos alçados românticos
O século XII em plena Idade da Fé, a Europa tornou-se cenário de um autêntico fenómeno no âmbito da arquitectura religiosa. As sólidas e austeras igrejas românticas deram lugar às grandes construções – nasciam as grandes catedrais. As primeiras edificações datam do séc. X e são contemporâneas de uma nova ordem política e social, que se havia imposto na Europa, o feudalismo, numa época em que alguns destes locais de culto, surgiam nas rotas das grandes peregrinações e um pouco por todo o Ocidente, nas mais diversas versões. A solidez dos seus alçados era todavia um elemento comum, numa época em que a pedra ocupava nomeadamente as coberturas de madeira, surgia as abóbadas de berço, cuja complexidade de organização implicava uma distribuição equilibrada de pesos nas paredes laterais. Com o fim de permitir a sustentabilidade dos referidos alçados, se reforçaram os seus pontos básicos com maciços contrafortes. Os vãos, eram escassos e pequenos, definidos por arcos redondos, contribuindo para a falta de luminosidade no interior da edificação e de um colorido muito próprio, mas favorável a um ambiente de fé que marcou os tempos medievais. Os alçados por vezes apresentavam “vastas faixas” de frescos de cores intensas tais como o verde, azul e violeta. Tons semelhantes cobriam as abóbadas e as colunas. As esfinges dos Santos eram dourados e os objectos litúrgicos estavam decorados com esmaltes e pedras preciosas. Para aliviar as massas românticas, se empregou também a escultura, tanto no interior como no exterior.
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Movimentos e estilos artísticos
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