sexta-feira, dezembro 12, 2008

Leonardo de la Vinci, Visionário ou Louco


Uma reflexão, de Eladio García, Doutor em História Moderna : - La fértil imaginación de Leonardo, aplicada a la guerra, ideó muchas y nuevas armas. Sin embargo, ninguna se llevó a la práctica en su tiempo; en muchos casos porque no disponía de los medios técnicos para realizarlas, como sucedió con sus cañones de retrocarga; otras veces, la indefinición del proyecto fue lo que impedió su materialización, siendo su "submarino" el caso más evidente. Concretamente, respecto a esta innovación, el proprio Leonardo justificó su falta de definición por miedo a "la demoniaca naturaleza del Hombre, que puede practicar asesinatos en el fondo del mar agujerendo los barcos ... y hundirlos junto con sus tripulantes". La afirmación puede parecer curiosa, pero no hay que olvidar que Leonardo era un hombre del Renacimiento, un humanista, es decir, un típico personaje de su tiempo, con grandes conocimientos de pintura, arquitectura, ciencia o temas militares. Las ideas de Leonardo no pretendían desarrollar una teoría militar o estratégica, ni él se creía Alejandro o Aníbal. Simplemente, aportó conocimientos que creía podían ser interesantes para la manera de combatir. Por otro lado, hay un aspecto a considerar a pesar de la falta de realización práctica de sus inventos: en 1482 Leonardo entró al servicio de Sforza, como pintor, arquitecto e ingeniero de fortificaciones. Ignoramos si éste creyó en sus armas maravillosas, pero seguramente pensó que era preferible contratarle a ver cómo sus enemigos hacían uso de cañones de tiro rápido, gases asfixiantes o primitivos tanques. Posteriormente en 1500, Leonardo asesoró a Venecia en temas de fortificación, y en 1502 trabajó para César Borgia como asesor militar. Precisamente trabajando para el duque de Romaña, Leonardo pudo llevar a la práctica sus conocimientos como topógrafo, realizando una importante mejora en la realización de mapas militares, usando técnicas avanzadas, como la vista de pájaro o la perspectiva a partir de ángulos oblicuos. Postado por Arlindo Sena.

Hilter na Internet



http://www.digitalrailroad.net/ - " Apresenta um conjunto de fotografias inéditas obtidas pelo fotógrafo David Turner, capatadas em 1939, pelo seu pai Charles Turnes que esteve presente no Festival de Bayreuth, de homenagem a Wagner. Nesta passagem pela cidade bávara Charles Turnes conheceu o chanceler alemão e nessa qualidade visitou várias vezes o Führer na qualidade de músico, mas as mesmas foram registados por Charles Turner como agente dos serviços secretos britânicos. As últimas informações do referido espião não são registos fotográficos mas escritos e datadas uns dias antes da véspera da invasão da Polónia. As actuais fotos hoje na net estavam na posse de Charles Turner falecido em 1977. Postado por Arlindo Sena.

Paul Gaugin

Leitua formativa para SABER MAIS - 12º ano de História e Cultura das Artes - " Paul Gaugin - Viveu a sua primeira infância em Lima, no Peru de regresso a França, estudou em Orleães e em Paris, e em 1865 alistou-se na Marinha como cadete. Quando voltou a Paris, começou a pintar e a esculpir como amador, mas não tardou a contactar com o grupo de impressionistas com o qual expôs entre 1879 e 1886. Em 1885, esteve pela primeira vez em Pont-Aven, onde conheceu Émile Bernard e Laval, com qual viajou para a Martinica em 1887. Na mesma década esteve em contacto em termos artísticos de Cézanne e a Van Gohg, mas apesar dos contactos que estabeleceu, manteve durante algum tempo uma arte plana na qual se observam as influências da estampa japonesa, nas formas planas e simplificadas e no modo como as fecha com uma linha a negro, à maneira da arte vitral. Foi pintor da evasão, do recurso da vida moderna e, como consequência, da procura da pureza original no modo de vida e na pintura, que de certo modo está relacionada com a sua passagem primeiro pelo Norte de França - Bretenha -, formando o grupo de Pont-Aven. Da sua obra destaca-se entre outras - O Cristo Amarelo - da fase de Pont Aven, na qual se destaca a representação figurativa de forma simplificada, esquemática e sintética na estrutura e na cor antinaturalista. Mais tarde e num período artístico em que a sua obra representa o gosto pelos ambientes exóticos, destaca-se o tema "O que somos? De onde Vimos? Para onde Vimos", na mesma o conteúdo temático surge carregado por símbolos - Homam, animal, totem , natureza - trata-se de uma alegoria, que vai desde o nascimento à morte, o autor coloca outros tantos símbolos de interpretações múltiplas; à direita, um casal tratado com tons vermelhos diluídos; à esquerda, um deus pagão , um ícone, de cor clara e de recorte nítido; no fundo, uma naturteza rebuscada, antinaturalista, fantástica e simbólica. Principais obras e fases da obra de Paul Gaugin:- Fase de Pont Aven (simbolista e antinaturalista) - :- Visão após o Sermão; A Bela Angèle ou o O Cristo Amarelo. Na fase do exotismo ou thatiana (inspiração nas experiências tahitianas), Mulheres na Paria, Donde Vimos? Onde Estamos?Para Onde Vimos ou Duias mulheres do Thaiti. Postado por Arlindo Sena.

Organização e povoamento da vila de Elvas


História Local : - As primeiras medidas com vista à consolidação do território português na fronteira portuguesa, após o processo de reconquista cristã no distrito de Portalegre, têm como marco fundamental as cartas de povoamento, as primeiras referentes às vilas de Marvão em 1226 e de Elvas em 1229. Numa época em que a rede de castelos definida a partir de Niza, Marvão, Portalegre, Alegrete, Arronches, Ouguela e Campo Maior só se consolida a partir de meados do séc. XIV quando o domínio pelo território peninsular era então uma tarefa decisiva dos reis cristãos, uma vez eliminada definitivamente a ameaça do Islão no espaço ibérico. Na teoria, o registo histórico elvense que marca como elemento determinante na acção de povoar, foi sem dúvida a Carta Foral de 1229 que seguia o modelo hispâico de Ávila, que favorecia o domínio de uma oligarquia de cavaleiros vilões capaz de estruturar estas comunidades de direito público que regulava a vida comunitária em várias matérias como por exemplo: as liberdades e garantias das pessoas e bens dos povoadores; impostos e tributos; imunidades colectivas; serviço militar entre outras disposições. Por convenção a história tradicional identifica o povoamento da vila de Elvas com a acção da Ordem de São Domingos numa versão semelhante ao mosteiro carolíngio na Europa Ocidental como centro de exploração e ordenação da propriedade agrícola.Porém, em solo elvense como na maioria das vilas e cidades portuguesas esse processo resultou da vontade régia, até que em Portugal, o grande e único senhor era o rei, nestas circunstâncias o reinado de D. Afonso III foi sem dúvida decisivo para a formação de Elvas como realidade portuguesa. Se considerarmos as seguintes acções segundo os dados documentais da sua chancelaria: 1º As confirmações que marca o reconhecimento e o direito de ocupação da cavalaria vilã no termo de Elvas durante os primeiros dez anos do seu reinado das doações feitas pelos monarca D.Sancho II. Entre elas a confirmação da doação da herdade de Vila Boim a João da Boim, que marca a origem primitiva da actual freguesia do Concelho de Elvas. 2º As doações às instituições religiosas que não se limitam ao terreno onde se edificou o mosteiro de S.Domingos em 16 de Março de 1226; mas também a herdade da Mata da Alcaraviça aos monges de Alcobaça que se mantêm com algumas herdades até ao fim da Idade Média, ou ainda algumas propriedades concedidas em 1267 aos Templários, na pessoa do seu comendador Rodrigues Peres Cebola, numa época em que tal ordem militar e religiosa estava sedeada no Crato e exercia a sua função militar de prevenção entre Serpa e Moura. Estas doações aos monges de Alcobaça e aos Templários é de resto uma realidade nos territórios da raia portuguesa, quando a Reconquista Cristã atingia o seu termo e em que o povoamento iniciava o seu desenvolvimento com a colaboração das Ordens militares e dos monges de Alcobaça. 3º As primeiras concessões para a ocupação de tendeiros nas paróquias de Santa Maria dos Açouges e de Salvador onde se realizavam as principais actividades mercantis com base agrícola. Em síntese podemos afirmar sem grandes dúvidas que o monarca D. Afonso III foi sem dúvida uma das figuras do processo de povoamento e colonização da vila de Elvas, na qual se destacam outras figuras que a história local necessita de reconhecer no contexto da sua existência como circunscrição administratvia portuguesa tais como : Esteve Annes, D. João Aboim e Rodrigues Peres de Cebola. Postado por Arlindo Sena.

terça-feira, dezembro 09, 2008

Recordar o Mickey Mouse



Margarida Rasquilha, aluna do 12ºano E - Este ano celebra-se os oitenta anos da criação do ícone mais conhecido na cultura internacional. Inicialmente designado como Mortimer e imaginado por Walt Disney, foi, no entanto, Ub Iwerks que desenhou o rato Mickey Mouse. A sua estreia foi no dia dezoito de Novembro de 1928, no cinema em Nova Iorque com o primeiro filme sonorizado "Steamboat Willie". Procurando criar uma imagem mais familiar do rato, dotando-o de características humanizadas, Disney também criou a personagem de Pluto (cão do Mickey), no início da década de 40, Mickey era a personagem de animação mais popular, sendo premiado com um Óscar pelo filme "Fantasia". Excertos dos seus livros de Banda desenhada esgotavam jornais e os seus episódios enchiam cinemas, agradando a públicos de todas as idades. A popularidade atraída por Mickey levou mesmo a que a missão Aliada na Segunda Guerra Mundial fosse titularizada com o seu nome. A partir de meados da década de 50, em plena Guerra Fria, as obras policiais de Mickey conferiram-lhe um estatuto de herói apresentando-o como dectective e combatente criminal. Em Portugal as histórias do rato Mickey surgiram pela primeira vez a 21 de Novembro de 1935 numa revista intitulada "Mickey", que custava 1$50 escudos e que durou até finais de 1936. No ano de 1950 surgiu "Rato Mickey", editada pela Agência Portuguesa de Revistas; no entanto, a verdadeira massificação ocorreu nos anos 80 com histórias da autoria de desenhadores maioritariamente norte-americanas e brasileiras.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

A arte Românica

Leitura formativa: - Módulo nº 3 - A Cultura do Mosteiro : - " A arte românica é essencialmente rural e arquitectónica, considerando que a pintura e a escultura, surgem neste estilo artístico como formas artísticas complementares da arte maior. Na verdade, dada a religiosidade do momento histórico e o protagonismo da Igreja em todos os âmbitos da sociedade da cultura, a construção romântica por excelência foi o templo. As igrejas quanto à planta, eram muito variadas. A planta de cruz latina apresenta-se como o modelo dominante e que se define por três ou cinco naves longitudinais, na tradição das plantas basilicais, diferenciando-se pela introdução de um transepto saliente ou bem marcado. Nas grandes igrejas de peregrinação destaca-se ainda o deambulatório que marca o acesso à abside e aos absídiolos. As de planta cruz grega , são constituídas por duas naves com a mesma dimensão, que se cruzam perpendicularmente no centro. As coberturas de madeira do período paleocristâ mantiveram-se durante os primeiros tempos da "era românica", mas as abóbadas de arestas e de berço foram ganhando espaço na cobertura das edificações românticas, as de berço predominavam nas naves centrais enquanto que as naves laterais eram aplicadas as abóbadas de arestas mais complexas na sua organização estrutural. Os de arco redondo ou de volta inteira asseguravam o suporte da colunata das naves e os vãos do mesmo tipo permitiam a iluminação do interior das edificações. As paredes são de grande espessura e reforçadas com contrafortes, para suportarem o peso das abóbadas. A fachada integra habitualmente um portal monumental, decorado com elementos escultóricos e a cabeceira normalmente apresenta absides de planta semicircvlar. A difusão do romântico no Ocidente apresenta o território francês como o seu centro difusor a partir da organização económica e social da Ordem de Cluny no período consequente à queda do Império Romano do Ocidente, no qual surgem as primeiras igrejas de peregrinação, de cinco naves e deambulatório, a da Borgonha ou Vézelay. Em Itália, o modelo arquitectónico segue a tradição romana e bizantina. Os materiais são o tijolo e o mármore. A originalidade reside na utilização frequente de arcadas cegas e torres adjacentes aos templos religiosos. Em Espanha, encontramos influências de características diferenciadas, deste o modelo do românico da Lombardia que é caracterizado por uma torre única de grandes dimensões, passando pelas igrejas de três ou mais naves, com cruzeiro, deambulatório e absídiolas , na rota do caminho de Santiago ou a influência islâmica no noroeste identificada sobretudo pelas arcadas em ferradura. Em Portugal fruto da reconquista cristã, destaca-se as catedrais de Lisboa, Coimbra e Porto, onde as características acasteladas são visíveis na organização das fachadas das igrejas de três naves com transepto ou de nave única com ou sem o transepto e mais comum nas igrejas paroquiais do Norte de Portugal, região por excelência do românico no nosso país. Por essa mesma razão o românico não vingou no sul de Portugal que em Elvas se limita ao Portal da Igreja paroquial de S. Pedro. Postado por Arlindo Sena.

A realidade portuguesa na história peninsular

Armando Besga Marroquin, Doutor em História Medieval, Universidad de Deusto - " Es curioso constatar que el último Estado surgido en la Península no sólo fue el único que mantuvo su existencia separada, sino que además fue el único que no se unió durante la Edad Media con ningún otro reino ibérico. Oportunidades no faltaron, pero todos se frustaron. A la muerte de D. Fernando I (1367-1383) el trono portugués correspondía al rey de Castilla Juan I (1397-1390), casado con la heredera legítima, Beatriz. Pero en Portugal triunfó la oposición a esta solución y se ofreció el trono al gran maestre de la Orden de Avis, Juan hijo bastardo de Pedro I (1357-1367). La posible unión se frustó con la derrota de los castelhanos en Aljubarrota (15 de agosto de 1385). A finales del siglo XV soplaban vientos de unidad en la Península. La unión debia pasar necesariamente por Castilla. El socio podía ser Aragón o Portugal. Los acontecimientos propiciaron la solución aragonesa. Primeiro Isabel la Católica rechazó el matrimonio con Alfonso V de Portugal, que era defendido por el rey castelhano Enrique IV, y se casó con el príncipe Fernando, herdero de la Corona de Aragón. Después los Reyes Católicos se impusieron en la Guerra de Sucessión (1474-1479) a Juana la Beltraneja, auténtica heredera legítima del trono, y Alfonso V de Portugal. En 1383 una victoria había asegurado la independencia de Portugal; ahora una derrota consagraba una separación. La política matrimonial de los Reyes Católicos estuvo a punto de haber propiciado la unión con Portugal. La primogénita de los Reyes Católicos, heredera del trono tras la muerte del único hijo varón, Juan, se casó en segundas nupacias con el rey de Portugal Manuel el Afortunado ( en primeras nupcias lo había estado con Alfonso V de Portugal: otra oportunidad perdida, porque el matrimonio no tuvo descendecia). En 1498 Isabel y Manuel fueron jurados como príncipes de Austurias. Aquel mismo año falleció Isabel al dar a luz a su hijo Miguel. Sobre este niño recaían los derechos de las coronas de Portugal, Aragón y Castilla. Las Cortes reunidas en Ocaña le juraron como heredero. Pero el niño murió en Grtanada antes de cumplir los 2 años (1500). En 1580 se produjo la unión de España y Portugal en la persona de Filipe II.Pero ya era demasiado tarde: Portugal tenía su propio imperio y en esas condiciones no se han producido uniones fructíferas. A partir de 1640 Portugal volvió a ser independendiente. En conclusión, el homenage de Alfonso I al Papa constituye sólo uno de los hitos del largo proceso de independencia de Portugal, y no de los más importantes, pues tenía como objecto asegurar una independencia ya lograda. El texto, además, permite constatar las posibilidades de uso tan variadas que realmente tuvieron los veínculos feudales, que en este caso están más cerca de la garantía de una alianza (interpretable además a conveniencia) que de las definiciones tan estrictas que se suelen dar en las exposiones sobre el feudalismo. Postado por Arlindo Sena.

domingo, novembro 30, 2008

Notas sobre a Maçonaria na Cidade de Elvas




História Local - Na Rádio Elvas - A história da Maçonaria em Elvas é um fenónemo da História Contemporânea e está directamente relacionada com dois momentos particulares da história política portuguesa, a oposição ao regime liberal e ao ideário republicano respectivamente. No primeiro momento, podemos identificar três lojas macónicas : a Loja da Liberalidade (1818-1823); a Loja 21 de Julho ( existiu entre 1834 e 1841) e a Loja União Transtagna de Elvas, fundada em 1840 e desaparecida provavelmente no ano de 1869. A loja da Liberalidade foi sem dúvida a mais importante e terá sido extinta na sequência do movimento absolutista de Vila Francada. Defensora dos ideais revolucionários da Revolução Francesa, Liberdade , Igualdade e Fraternidade, foi sem margens dúvidas a loja elvense que em termos sociais e profissionais, se caracterizava pela distinção, considerando que estava representada por membros do alto clero como o bispo de Elvas, D. Frei Joaquim de Meneses e Ataíde ou o Cónego da Sé, Tio de Lúcio José Travassos Valdez, irmão Conde do Bonfim, José Lúcio Travasso Valdez, nascido em Elvas e que desempenhou uma serie de altos cargos ao serviço da Monarquia Constituicional. Este maçon da nobreza de sangue contava com outras figuras distintas nas reuniões clandestinas numa dependência da Praça Militar de Elvas, então sob comando do Visconde de Vila Nova de Gaia Thomas Wiliam Stubbs, que em seu redor juntava outras figuras de alta patente do exército português tais como Joaquim José Vidigal Salgado, Doutor em Medicina, Capitão-Mor Exército. Ou outros oficiais de referência como Frederico Chateaunef, José Lampreia de Sárria, Joaquim Paulo Arrobas ou Mateus Maria Padrão. A Loja de 21 de Julho que era uma das facções da Loja da Emigração Regeneradora e existiu com fins de natureza partidária e não com objectivos libertários como era natural neste tipo de organizações. A Loja da União Transtagana era uma representação da Loja de Fortaleza que reunia alguns militares da cidade, aceitava o rito escocês antigo, fundada em 24 de Junho de 1840 e existiu durante cerca de 20 anos. No século XX fruto dos ventos republicanos que o País atravessava era criado pelo Decreto nº147 de 22 de Junho de 1911 a Loja da Emancipação nº347 e em seu redor juntava como obreiros os antigos membros da Comissão Republicana de Elvas mas também uma série de figuras locais representativas de todos os partidos republicanos organizados na cidade como era o caso do Partido Republicano Português, Partido Evolucionista e a União Republicana. O seu líder era o aristocrata Júlio Alcântara Botelho e político republicano oriundo de uma família do Partido Regenerador na qual o seu avô o Visconde de Alcântara era de resto a principal figura do Distrito e amigo pessoal de esse grande estadista português Fontes de Pereira de Melo. Reconhecem-se nesta loja como obreiros cerca de 15 elvenses entre eles: o Brigadeiro Miguel Conceição Santos, o fotógrafo Manuel Caldeira Cayola, o empresário António José Torres de Carvalho, o Coronel António Pires Leitão, o Dr. João Camoesas ou o advogado Raul Carlos Silva Rebelo. Aliás considerando os dados biográficos das referidas personalidades verificamos que os mesmos no período entre 1910-1922, desempenharam uma série de cargos fundamentais na vida política e pública da cidade. Em consequência da implantação da República, destaca-se a curiosidade da constituição de uma loja em Barbacena em 1911, o Triãngulo nº165 que deverá ter tido uma influência decisiva no movimento grevista rural que ocorreu nos espaços rurais elvenses e que juntava como obreiros alguns trabalhadores rurais, era liderada pelo professor primário Eduardo Dias Ferreira. Com uma dimensão mais modesta e a última iniciativa para a implantação de uma loja maçónica destaca-se o Triângulo nº262 em 1923, cujo figuras de referência era Augusto Camoesas irmão de João Camoesas ou Tenente José Jácome de Santana Silva, identificam-se outros elvenses nesta loja que foi criada com o apoio da Grande Oriente Lusitano Unido. Postado por Arlindo Sena

sábado, novembro 29, 2008

Bíblias na Internet

Notícias com História - Na web e por iniciativa de quatro instituições: a Universidade de Leipzig, da Livraria Britânica, do Mosteiro de Santa Catarina e do Livraria Nacional da Rússia. É possível consultar em inglês e alemão, uma cópia do Novo Testamento em grego antigo. De realçar que o site www.codex-sinaitcus.net., permite entre outras funções o acesso a cada folha do respectivo documento, apresentado com um detalhe notável. Postado por Arlindo Sena.

terça-feira, novembro 25, 2008

O nascimento do Comércio Contemporâneo em Elvas

Crónicas de Elvas- Fichas de História Local - nº37 - IV série - A história da cidade de Elvas desde a sua fundação até quase aos nossos dias ou pelo menos até ao último quartel do século XX foi essencialmente agrícola. Todavia a prática mercantil está registada no próprio foral manuelino concedido à cidade em 3 de Março de 1507. Mas tal como nessa data tão longíqua nos três séculos e meio seguintes, a prática mercantil era completar da actividade agrícola e eram os produtos agrícolas que dinamizavam essa prática pré-comercial. É certo que alguns mercadores locais como os Gomes, os Fernandes e os Melo, na época filipina atingiram uma dimensão internacional beneficiando do alargamento da sua àrea comercial por via ibérica, mas sem consequências na vida económica de Elvas, uma vez que por via do reconhecimento social destas famílias enrequecidas, primeiro por um comércio regional e depois pela sua participação em capitais ibéricos, acabaram por se fixar na capital do reino mais exactamente na Rua dos Mercadores onde tinham residência os maiores mercadores do reino. Mas o reconhecimento da cidade raiana como um espaço comercial, segundo a documentação escrita e documental, é já muito posterior à Revolução do Porto de 1820 e praticamente em plena Regeneração numa época em que a prosperidade marcava a vida quotidiana. Na verdade desde 1860 até 1930, o ritmo de crescimento demográfico do concelho de Elvas foi notável ainda que no início do século XX pela primeira vez na história concelhia a população rural ultrapassa os efectivos urbanos como consequência do avanço e expansão da exploração agrícola nas vilas e aldeias do município. Podemos então afirmar que a conjugação de factores determinaram as condições para a criação de um alargado número de consumidores que animaram um comércio em franco desenvolvimento a saber: a) O aumento demográfico por via de novos moradores, agricultores por via da "colonização agrícola". b) O desenvolvimento da função pública devido à crescente burocratização do regime republicano. c) O crescente processo de militarização sobretudo com a fixação e operacionalidade da Guarda Nacional Republicana e ainda a melhoria das condições higiénicas e saúde pública. Assim na transição para o século XX, Elvas sentinela da fronteira, era reconhecida como cidade comercial e agrícola, que podemos comprovar quandp se lê os títulos da imprensa periódica de finais da última centúria de oitocentos. Nas décadas de 1860 e 1870, as Ruas da Cadeia e Carreira, dominavam a vida comercial e as lojas e as mercearias sucediam-se na disposição das referidas vias. No período entre 1870-1890, a Rua da Alcamin surgia em franca expansão com lojas de moda e num misto entre a casa comercial e a mercearia. No fim do século era a vez da afirmação da Rua Pereira de Miranda, campeã das mercearias e na entrada no novo século timidamente surgiam novas artérias sem a dinâmica comercial das já referidas e o número de lojas e serviços registados atingiam a meia centena. O século XX seria marcado por vários momentos conjunturais, até meados do século pela relação entre a peseta e o escudo, após as crises económicas consequentes às duas guerras mundiais. A militarização, o movimento alfandegário e a clientela espanhola, alimentou a prosperidade comercial nas décadas de 60, 70,80 e 90. Mas a desactivação das estruturas militares e aduaneiras, acabou por fechar esse círculo de circulação monetária e provocar uma situação de estaganação que o tempo e a estratégia determinarão o caminho a seguir. Postado por Arlindo Sena.

domingo, novembro 23, 2008


Notícias de História local - Rádio Elvas - Na edição de 20 de Novembro de 2008 , a entrevista marcou a referida emissão tendo sido a Drª. Isabel Cavaleiro Ferreira, na condição de Presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária de Elvas. No âmbito da acção da Associação referiu que a mesma tem como função entre outras o apoio à instituição Escola enquanto local de aprendizagem e exigência, estando representada nos orgãos próprios como o Conselho pedagógico como também se faz representar nas diversas iniciativas que escola organiza e concretiza. Num segundo momento, a Drª Isabel Cavaleiro referiu que uma das finalidades da Associação é estabelecer uma relação directa entre as futuras opções profissionais dos educandos da Escola Secundária de Elvas e a experiência profissional dos pais e nessa perspectiva, a Associação deverá realizar uma iniciativa a médio prazo na qual os pais deverão dar o seu testemunho das suas actividades profissionais junto dos alunos da comunidade escolar referida . Na parte final da mesma entrevista a nossa entrevistada, questionou o actual estado da educação, deixando claro que a exigência na avaliação e na aprendizagem deve ser uma das prioridades na formação educacional dos jovens, uma vez que essa exigência é uma realidade que o "mundo do laborar" determina. Postado por Arlindo Sena.

terça-feira, novembro 18, 2008

Caminhada do dia do Não Fumador.

Andar, Ver e Comentar - Foi a iniciativa levado a cabo, pela equipa do projecto Jovens Escola e Saúde, da Escola Secundária de Elvas, no âmbito da comemoração do dia do Não Fumador. E que reuniu mais de uma centena e meia de alunos do referido estabelecimento, que partindo do Aqueduto das Amoreiras, percorreram o topo norte da Praça Militar de Elvas em direcção à Parada do Castelo, seguindo-se alguns troços da parte medieval e moderna da urbe elvense tendo como chegada a Praça da República. Postado por Arlindo Sena

O " REI - SOL, LouisXIV.


Didáctica de História : Actvidade realizada pelo aluno do 11ºAno, Turma F , Tiago Abreu: - Louis XIV nasceu em 1638. Os seus pais Louis XIII e Ana de Áustria consideraram- no uma bênção divina, visto que o casal ainda não tivera nenhum filho em vinte e três anos de matrimónio. Aquando do seu baptizo recebeu , para além do tradicional título de " Delfim ", o de " Premier Fils de France" ( " Primogénito de França "). Durante o seu longo reinado. que na prática exerceu de 1661 a 1715( após a regência da mãe assumiu o trono no ano de 1651 com treze anos de idade mas os destinos do seu reino eram pautados pelo cardeal Mazarino ) , transformou a França num importante centro comercial - marítimo e manufactureiro, alicerçado num vigoroso comércio colonial e na política económica mercantilista idealizada pelo seu ministro das finanças Jean Baptiste Colbert. Face à sua hegemonia económico - financeira, ao seu poderoso exército e à conquista de importantes áreas coloniais, a França de Louis XIV desempenhou um papel preponderante no xadrez geo - político internacional daquela época. Mas o reinado deste monarca ficou também marcado pela vertente social , sendo de destacar a edificação do " Hôtel des Invalides " , moradia destinada aos militares que o serviram em combate e que sendo dispensados da vida militar por motivo de ferimentos de guerra ou idade avançada , se dedicavam até então , ao banditismo e à mendicidade. É o poderio a diversos níveis que a França possui nos finais da época seiscentista que leva Louis XIV a adoptar para seu emblema o sol, o astro - rei que dava vida a qulquer coisa que tal como ele fazia brilhar a França no panorama político e económico - financeiro europeu. É este o " Rei - Sol " que estende o seu forte poder sobre a França e a Europa do seu tempo , reflectido na sua corte sediada no palácio de Versalhes , onde quotidianamente todos os cortesãos assistiam ao dia do rei como se fosse a corrida diária do sol, proliferando aí diferentes rituais que se traduzem na encenação do poder absoluto deste soberano. Postado por Francisco José Espiguinha

segunda-feira, novembro 17, 2008

Notícias com história: - Arqueólogos italianos e franceses descobriram recentemente nas catacumbas dos Santos Pedro e Marcelino, a sul de Roma, uma rede de câmaras com 1.200 esqueletos. Segundo a arqueóloga Rafaella Giuliani, especialista da Academia Romana de Arqueologia que dirige a campanha arqueológica : "É o primeiro exemplo conhecido de um enterramento em massa". A referida académica e a sua equipa, no presente mês iniciaram as análises forenses para esclarecer as causas do enterramento colectivo. Muitos dos esqueletos encontravam-se vestidos com refinadas túnicas e cobertos com manto de linho, algo comum nos primeiros enterramentos cristãos. As hipóteses da equipa da Academia Romana de Arqueologia, variam entre a causas da morte dos referidos achados, entre a perseguição e execução pelos romanos ou trata-se de um simples enterramento colectivo realizado pela iniciativa da comunidade cristã. Postado Arlindo Sena.

domingo, novembro 16, 2008

Carta dirigida pelo Círculo Elvense a Vitor de Santa Ana Pereira

História Local em Documentos / Documento de apoio à constituição da Biblioteca do G.A.E. / A transcrição apresenta expressões e palavras correntes na escrita oitocentista - " Criada em Elvas uma associação, o Grémio Artístico Elvense, que intenta proporcionar convivência agradável, distracções honestas, leitura proveitosa e a instrucção literária elementar de que mais precisam as classes laboriosas, envidam-se todos os esforços para se organizar uma biblioteca que tenha, em benefício dos associados, preencher a sensível falha de não se encontrar nesta terra, como ha n`outras de somenos importância, um estabelecimento de tal natureza. Vive o Grémio desde 14 de Janeiro último à custa dos escassos meios (...) dos seus associados, homens quasi todos que possuem por unico património o trabalho: tem constantemente lutado para superar muitas e mui instantes necessidades; continuará talvez a lutar, mas com confia na protecção e favor de todos os espíritos esclarecidos e lhes sobeja a vontade de realisar o seu intento civilizador (...). Anima-nos esta esperança e por isso dirigindo-se a v. Ex.ª , que é natural d´Elvas, que lhe tem amor de bom filho e que é fervoroso partidario da instrucção popular, ousamos pedir lhe, além de um ou dois livros para a projectada biblioteca, a sua violiosissisma protecção para conseguir dos seus muitos amigos idêntica fineza, indicando-nos os seus nomes para lhes escrevermos, se V.Exc.ª, o julgar necessario. (...) . Aguardando respostqa de V. Ex.ª , que não deixará de ser satisfatória (...) Deus guarde V.Ex.ª, Sala sessões da Direcção Litterária do Grémio Artístico Elvense, 29 de Janeiro de 1878, Assina: - António Dias da Silva. Postado por Arlindo Sena

Villa Romana da Quinta das Longas

História Local e Didáctica da História e Cultura das Artes - 10º Ano de escolaridade - Texto dos arqueólogos António Carvalho e Maria José de Almeida, UNIARQ: - A villa romana da Quinta das Longas situa-se na actual freguesia de S.Vicente e Ventosa (Elvas, Portugal). Em época romana, o sítio encontrava-se no território que a colónia Augusta Emerita tutela simultaneamente enquanto capital administrativa da província da Lusitania e do conventus emeritensis. A posição da villa na geografia do Império é fundamental para a compreensão do significado histórico da sua ocupação. Além desta interação no território emieritense, há ainda que ter em conta que a Quinta das Longas se localiza na área de convergência dos dois principais itinerários que permitem o acesso da capital provincial ao seu porto atlântico de Olisipo. Este é um território com um elevado potencial económico, aliando aos solos de boa qualidade, para o tipo de agricultura praticada em época romana, à presença de recursos hídricos em abundância. A área florestada seria certamente maior do que é hoje, como indiciam os índices de presença de espécies de caça, características de habitad de bosque, nos restos faunísticos recolhidos em Torre de Palma (Monforte) e na Quinta das Longas. A proximidade com a área de exploração de mármores de Vila Viçosa /Estremoz é também um factor de grande importância económica deste território, que apresenta características que tornam fácil o transporte destes materiais através de uma rede viária consolidada. A ocupação romana desta área torna-se significativa a partir do séc. I d.c., sendo uma área densamente povoada cujo momento de maior apogeu se terá situado no Baixo-Império, sobretudo durante o séc. IV. A ocupação melhor conhecida do sitio da Quinta das Longas materializa-se no edifício residencial da villa baixo-imperial que datamos do séc. IV ( podendo a sua construção e primeiro momento de ocupação situarem-se ainda dos finais do séc. III). Trata-se de uma villa de peristilo que segue os cânones tipos da época, embora com algumas características peculiares no contexto das villae desta região. A água assume um papel de destaque no programa decorativo do edifício, sendo a fachada Norte aberta cenograficamente sobre a ribeira de Chaves com um pórtico que faz articulação entre o grande espelho de àgua e o ninfeu. Os pavimentos em mosaico e os elementos decorativos em mármore (frisos parietais e esculturas) completam o programa decorativo do edifício, que contaria ainda com painéis de estuque pintados nas paredes , dos quais apenas foi possível recuperar pequenos troços in situ e inúmeros fragmentos nas camadas de derrube do edifício. Sob este edifício encontram-se restos de um outro que interpretamos como uma primeira villa baixo-imperial , datada do séc.III, deixando-se em aberto a possibilidade de se tratar neste caso de construções pertencentes à pars rústicas. Alguns elementos de cultura material (cerâmica de paredes finas, terra sigilata itálica e sud-gálica) testemunham a ocupação do sítio no Alto Império, embora não seja possível caracterizar melhor esse momento. Regista-se ainda a existência de vestígios do que terá sido um povoado do Neolítico/Calcolítico, muito possivelmente relacionado com os construtores e utilizadores de uma anta situada nas proximidades. Postado por Arlindo Sena.

quinta-feira, novembro 13, 2008

La crisis actual y la del 33. Parecidos razonables?


Texto do Prof.Doutor Oriol Oestivila, Professor Titular de História Antiga - Crisis financiera e inmobiliaria en la Roma del año 33 - Puede ser peligroso intentar analisar los comportamientos de las sociedades antiguas a la luz de nuestro presente, pero debemos reconecer que el crac del 33 supone un ejemplo magnífico de un proceso de burbuja financiera e inmobiliaria con evidentes paralelos a nuestra actualidad. En realidad, sigue siendo aún objecto de debate entre los historiadores la valoración de los comportamientos económicos de las sociedades antiguas, es decir, la dificultad en comprender las motivaciones y los efectos de algunas medidas económicas desarrolladas por los regimes antiguos. Para algunos, las sociedades antiguas no tuvieron herramientas, ni voluntad, para intervir sobre los procesos económicos limitándose a la gestión de los problemas a medida que aparecían. Para otros historiadores, en cambio existieron ya algunos intentos, tímidos, para intentar prever y anticipar los problemas, en una embrionaria política económica antecesora de nuestros estados del bienestar. Um imperio intervencionista? Algunos episodios como la generalización de las duedas, el derrumbe de los precios, o, al contrario, los periodos de inflación, pueden ser buenos ejemplos para constratar esta diversiones de opiniones. En especial a partir de César y Augusto, con el desarrollo de un verdadero sistema imperial, la economia pasó a ser un asunto de estado, y tanto la legislación como las medidas monetarias y fiscales tomadas revelan al menos un interés por el buen funcionamento de la economia imperial , mas álla de la mera gestión de los recursos y su centralización en Italia que caracterizó al modelo republicano anterior.No se puede hablar propiamente de uma política social, pero algunas medidas de intervención en la economía, como las tomadas por Tiberio en el 33 o la política de Alimenta de los Antoninos ( préstamos públicos a cambio de rentas para sufragar la manutención de niños desfavorecidos) son indício de la voluntad imperial por fomentar una determinada paz social. Postado por Arlindo Sena.

sexta-feira, novembro 07, 2008

A Carta Foral de 3 de Março de 1507


História Local - Rádio Elvas - edição de 6-11-2008 : - " O Foral Manuelino de Elvas concedido à vila de Elvas em 3 de Março de 1507, por D. Manuel I nas Cortes de Almeirim é um dos documentos da Chancelaria Real mais importantes do período moderno da história da cidade raiana. Este documento que na sua essência confirma o foral medieval concedido em Março de 1229 por D. Sancho I tinha como finalidade " povoar Elvas que havia sido conquistada aos serracenos". Todavia o Foral Manuelino era mais claro em matéria de organização funcionando como um documento regulador da actividade económica e das questões de fiscalidade. Em termos formais: - O foral de Elvas apresenta-se organizado em 19 folhas, num livro de pergaminho encadernado em pasta de bezerro da autoria de Fernão de Pina, no qual se reconhecem as armas reais esculpidas em bronze e a firma real de D. Manuel I . Do ponto de vista, temático o referido documento permite a identificação do termo de Elvas, como um espaço agrícola próspero em função da exploração económica de produções cerealíferas e de diversificadas espécies pecuárias. Os mesterais asseguravam a produção artesanal destacando-se entre outros os politeiros que fabricavam as peles utilizadas no fabrico das peças de vestuário. Os ferreiros, sapateiros, latoeiros e marceneiros eram outras profissões fundamentais para a normalidade da vila, cujas casas eram construídas em tijolo e cal, com traves e tabuados de madeira, com telhados de tela. Todavia o que se realça no foral quinhentista elvense é sem dúvida o alcance que o mesmo apresenta no âmbito fiscal, que era assegurado pelo "mordomado" uma espécie de administrador real a quem competia a arrecadação da dízima na execução de setenças por dívidas. Entre os impostos quebrados de referir o direito real de açougagem que era um imposto indirecto de consumo cobrado na praça ou mercado diário. Os artigos que estavam sujeitos ao pagamento deste imposto eram : os gados , ovinos e caprinos; O pescado, fruta e hortaliça. Mas as curiosidades em matéria fiscal, eram de facto significativas para uma vila raiana que uma década depois passava à categoria de cidade. Que admitia que os mercadores portugueses ou castelhanos, pudessem descarregar ou carregar as suas mercadorias na praça ou no açougue e estacionar as mesmas em qualquer ponto do termo de Elvas mas com a condição de notificarem o Rendeiro ou os Oficias de Portagem, única condição para evitar a perda da carga para os mercadores em viagem. A aduana, era o imposto que os viajantes nomeadamente os castelhanos pagavam como direito de portagem, determinava-se também que as autoridades locais podiam aumentar ou diminuir essa prática fiscal de acordo com o valor quebrado em Castela sem mandato régio. De resto é de grande interesse o estudo da pauta da portagem pois nela encontramos alguns aspectos interessantes e curiosos da vida económica e social da recém vila elevada a cidade no início de Quinhentos. Como por exemplo, os valores da exploração da Barca do Guadiana, que era gerida pelas vilas de Elvas e Olivença, que deviam acordar quem devia fazer as reparções periódicas, ficando com direito à sua exploração comercial quem fizesse a última reparação na barca. Finalmente e nos direitos de passagem, a vila raiana tinha igualmente direitos de portagem, para os gados exteriores ao concelho que viessem pastar nas terras e matas concelhias. Em termos globais, o foral manuelino procurou regular a vida económica e fiscal estabelecendo também um conjunto de normas que tinham como finalidade o boa vizinhança com os castelhanos reesidentes além Guadiana. Estabelecendo-se o degredo como pena foral para todos os indivíduos que não fossem cumpridores do conteúdo legislativo nomeadamente quebrando direitos ou recebendo ou exigindo maiores quantias que este documento determinava. Postado por Arlindo Sena

quinta-feira, novembro 06, 2008

"Eu tenho um sonho" -Martin Luther King



Notícias com História - " O mundo parece ter mudado, com a eleição do primeiro presente negro da única superpotência mundial, saída das ruínas da queda do Muro de Berlim e que hoje atravessa a maior crise da sua história e segunda maior crise da história Contemporânea. De facto a vitória de Barack Obama não é mais, hoje 5 de Novembro de 2008, que a concretização do Grande Sonho de Martin Luther King defensor dos direitos negros que em 27 de Agosto de 1964, que então junto do monumento edificado ao Presidente Linconln expôs a sua visão de uma sociedade livre e igualitária. Ainda que a Lei da Abolição da Discriminação Racial, promulgada em 2 de Julho de 1864 pelo presidente de Lyndon Johnson que foi sem dúvida o diploma mais importante para a igualdade racial dos negros dos EUA, desde a abolição da escravautra por Abraham Lincoln. E esta afirmação do poder afro-americano, nas eleições de 4 de Novembro ficou bem testemunhada por africano de idade avançada que na madrugada de ontem no Grant Central Park afirmava que esperou 44 anos pelo sonho. Para Obama o sonho continua até 20 de Janeiro - data da tomada de posse - a partir de então a realidade constituirá um desafio só comparável às enormes expectativas que os analistas internacionais criaram numa época em que o centro da economia mundial deverá provavelmente deixar o Wall Strett a caminho de qualquer outra praça financeira do Sudoeste Asiático. Ou seja, a trajectória da História passa pelos grandes impérios com a velocidade necessária que os tornam símbolos da memória colectiva e é esse o desafio de Barack Obama ...?

domingo, novembro 02, 2008

Lewis Hamilton o primeiro campeão negro da F1



Notícias com História - Aos 23 anos Lewis Hamilton torna-se o mais jovem piloto de Fórmula Um a vencer um Campeonato do Mundo da modalidade e o primeiro piloto de cor a vencer em 58 anos o referido evento. Depois de ter perdido na última prova do campeonato no ano passado para o piloto da Ferrari - Kimi Reikkonen , apresentava-se novamente na última prova do campeonato, o GP. Brasil numa situação pouco confortável, quando quase já na recta da meta assegurava o título de 2008 numa altura em que na boxe da do piloto da Ferrari, Filipe Massa já se comemorava a vitória final. Porém a desistência a poucos metros do final do alemão Timo Glock contribuiu para um final dramático nas bancadas do circuito brasileiro que viram goradas a pretensão de verem um novo campeão Mundial que viesse a suceder a Ayrton Senna, o último campeão brasileiro em 1991. Precisamente dois anos depois em 1993, o novo campeão com oito anos inciava-se a sua carreira desportivo no Karting onde dois anos depois era campeão nacional. Aos 14 anos, num programa de "caça de futuros pilotos" , Hamilton assina pela Mclarem, aos 20 anos obtém o primeiro título de referência nos automóveis na categoria de Fórmula 3 e no ano seguinte 2006 a fórmula de acesso à Fórmula Um, o GP2 vence de novo e na passada época é vice-campeão Mundial. Em 2008, a Inglaterra pátria do desporto automóvel encontrou finalmente o sucessor de Stirling Moss - pois os britânicos Jim Clark e Jackie Setwart eram escoceses. Postado por Arlindo Sena