sábado, março 07, 2009
O papel da Mulher elvense na História Contemporânea.
Por caminhos das Beiras


segunda-feira, março 02, 2009
Portugal e o Futuro, 30 anos depois...
História Portugal/ Leitura formativa - 12º ano de escolaridade - Há trinta e cinco anos chegava às livrarias nacionais o Portugal e o Futuro, editado nos últimas dias de Fevereiro do ano de 1974, quando a questão da guerra colonial era motivo de debate na elite política militar, onde se distinguiam os defensores da continuidade da guerra nos três teatros de guerra, Angola, Moçambique e Guiné. E a nova geração, de oficiais militares que consideravam que a questão da guerra devia passar por uma solução imediata. Foi neste contexto, que se editou e publicou , o "Portugal e o Futuro" do General António de Spínola que não era mais que um ensaio crítico sobre a Guerra Colonial e o Regime, da obra citamos a seguinte passagem de matriz federalista: "Contamo-nos entre o número daqueles que propugnam a essência do Ultramar como requisito da nossa sobrevivência como Nação livre e independente. Sem os territórios africanos, o País ficará reduzido a um canto sem expressão numa Europa que se agiganta, e sem trunfos potenciais para jogar em favor do seu valimento no concerto das Nações, acabando por ter uma existência meramente formal num quadro político em que a sua real independência ficará de todo comprometida. (...). Mas não é pela força, nem pela proclamação unilateral de uma verdade, que conseguiremos conversar portugueses os nossos territórios ultramarinos. Por essa via, apenas caminharemos para a desintegração de todo nacional pela amputação violenta e sucessiva das suas parcelas, sem que dessas ruínas algo resulte sobre que construir o futuro". (...) Haveremos de continuar em África. Sim! Mas não pela força das armas, nem pela sujeição dos africanos, nem pela sustenção de mitos contra os quais o mundo se encarniça. Haveremos de continuar em África. Sim! Mas pela clara visão dos problemas no quadro de uma solução portuguesa. (...) Temos plena consciência dos riscos que se correm na linha política preconizada, baseada na abertura, na liberalização, na segurança cívica, na africanização, na autonomia dos territórios ultramarinos e no respeito pelo direito dos povos a disporem de si mesmo, única via de solução para os problemas nacionais, mas temos igualmente plena consciência dos riscos bem mais graves que envolve a sua ignorância ou a sua negação. Seis meses depois com o movimento militar de 25 de Abril de 1974, a soluçâo seria descolonizar depressa e em força num dos processos mais dramáticos da história portuguesa dos grandes movimentos colectivos, hoje a nossa vocação centra-se na integração na Europa e na cooperação com os estados africanos antigos colónias portuguesas. Postado por Arlindo Sena.sábado, fevereiro 28, 2009
Mina de Almadén declarada de Interesse Cultural para a Humanidade
Património da UNESCO - A Espanha surpreendentemente colocou mais um bem patrimonial cassificado na categoria de Bens de Interesse Cultural, trata-se das Minas de Almadén situadas na região de Castela e La Mancha e que corresponde a um complexo mineiro industrial abandonado recentemente em 2002. Esta "estação mineira" considerada como a maior do mundo na exploração de mercúrio e segundo alguns colegas espanhóis da Universidad de Castilla y La Mancha, explorada sem interrupção desde o séc. III aC., está agora aberto ao público, incluindo uma descida ao interior da mina e a um espaço que remonta à exploração da mina durante o séc. XVI. Antigas oficinas metalúrgicas , poços variados e vários fornos, compõem o mais recente bem classificado pela UNESCO, num processo bem fundamentado científicamente e que em sete anos para surpresa da própria equipa coordenadora conseguiu o objectivo desejado. Postado por Arlindo Sena O Doutor Morte faleceu duas vezes
Notícia com História/História Universal - Recentes dados de uma investigação realizada pelo Canal alemão de TV, ZDF, recolhidos junto do filho do criminoso nazi Aribert Heim, se comprovou que o "doutor morte", faleceu em 1992 no Cairo e não no pós-guerra como foi anunciado ao mundo durante várias décadas. Esta personagem, nascida em 1914 na Áustria e em fuga desde 1962 licenciou-se em medicina em Viena em 1940, quando era já um destacado membro do Partido Nacional Socialista que militou desde 1935. Após a anexação da Áustria por Alemanha ingressou como voluntário na Waffen-SS. Despois de uma breve passagem pelas estâncias de Sachsenhausen y Buchenwalt, chega em Outubro de 1941, a Mauthausen onde iniciou as suas experiências mortíferas junto de um grupo de prisioneiros experimentais, a quem ministrou injecções de fenol, água e petróleo, para comprovar o tempo de duração entre o efeito das referidas experiências e a morte. Da sua vida clandestina a equipa de reportagem da ZDF, apurou ainda que Heim, viveu no Cairo com o nome de Tarek Farid Hussein, chegando a converter-se ao Islão, num período em que as buscas dos chamados caçadores de Nazis esperavam encontrá-lo no Chile e na Argentina, que segundo algumas fontes terá vivido e falecido. Hoje em 2009 finalmente se anuncia nos meios historiográficos a morte de um dos Nazis mais procurados pela história. Postado por Arlindo Sena. sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Os Fidalgos de Elvas e a descoberta da Flórida
História Local ...." É outro enigma da Historiografia dos Descobrimentos portugueses é se chegaram de facto à Flórida e quem foram os seus descobridores ? Quem eram ? Em primeiro lugar é importante fundamentar que tal descobrimento foi de inciativa de Portugueses, com orientação ou por acidente . Em segundo lugar, não se percebe muito bem, porque é que o historiador espanhol Pedro Martin D´Anghiera, identifica, a descoberta de tais terras por Ponce Leon em 1512 ... Sobre esta problemática, o Doutor Duarte Leite afirma, que não compreende como durante quase duas décadas o descobrimento feito pelos portugueses passou despercebido à Espanha, quando os achados espanhóis estavam devidamente memorados na cartografia oficial na mesma época. E é o mesmo académico, que dá credibilidade ao descobrimento por portugueses quando afirma: "... numeros portugueses, fidalgos de Elvas e outros da mesma condição, que tiveram na expedição papéis de relevo, como consta da narrativa completa do peruano, Ganclilasco de La Vega e de uma min uciosa relação escrita por um desses fidalgos elvenses, impressa em Évora em 1557". Esta posição reforça a participação dos Elvenses no evento que nos referem, permitindo-nos identificar a sua condição social, de fidalgos ou melhor de nobres. Postado Arlindo Sena. A noção de arquitectura segundo Le Corbusierr
História Cultura das Artes - 12º ano - Leitura formativa : - Sem dúvida que é difícil definir quem foi Charles -Édouard Jeanneret, Le Corbusier (1887-1965) ? Se fosse possível compará-lo com outro artista, a mesma na nossa opinião seria Pablo Picasso. Se Picasso marcou em definitivo as linhas mestras da arte contemporânea, o arquitecto franco-suiço, poderá ser admirado como um mestre, o "catedrático" da arquitectura contemporânea. Sem dúvida, que Le Corbusier pode ser considerado o arquitecto mais importante do século XX, pela forma criativa e pela fantasia que o risco da sua obra denuncia. Por outro lado, foi um artista no seu más amplo sentido da palavra: arquitecto, pintor, escultor, desenhador de móveis, urbanista ou técnico de arquitectura, que entendia a arte como uma missão social e uma via para renovar o espírito humano. A Carta de Atenas, de que foi inspirador e autor e publicada em 1933 apresentava então este génio da arquitectura contemporânea as primeiras preocupações com a expansão das cidades ocidentais : "A maioria das cidades, apresentam-se hoje desordenadas que não correspondem às necessidades biológicas e psicológicas dos seus habitantes ... mais adiante lê-se ... A violência dos interesses privados determina uma desastrosa ruptura do equilíbrio entre a pressão e as forças económicas, por um lado e de debilidade do controlo administrativo e de impotência da solidariedade social por outro (...). A dimensão de cada parte dentro do dispositivo urbano só pode regular-se à escala humana ... . São conclusões que ainda hoje são difíceis de aplicar. Le Corbusier, do ponto de vista do racionalismo arquitectónico, estava convencido de que a lógica e a razão eram o maior antídoto contra a infelicidade e contra a desordem. Em sentido inverso, quis construir ambientes racionais em que todo deveria estar organizado em função do homem. Todavia ao inaugurar um novo estilo o Brutalismo acabou por abrir uma fisura creativa na planificação da arquitectura funcionalista e racionalista abrindo a um novo caminho para uma nova completa revisão da arquitectura do século XX. Postado por Arlindo Sena. quinta-feira, fevereiro 26, 2009
A organização policial da Polícia fiscal na raia de Elvas/Caia.
História Local:- Se é certo que o controlo da raia desde meados do século XIX já estava estabelecido ou pelo menos tinha uma organização mais formal de que em outros períodos da história, a verdade é que a fiscalização da raia portuguesa não era efectuada com rigor e muitas vezes nem funcionava nos diferentes postos fiscais situados a 20 metros do Guadiana. Todavia, a década de 1880, foi marcada por um conjunto de reformas legislativas e operacionais que foram determinantes para a organização dos serviços e de fiscalização com o objectivo: "(...) de poderem com mais vantagem efectuar o serviço de fiscalização e controlar os caminhos e guarnecer os vários pontos de fronteira, muito acessíveis a entrada clandestina de géneros estrangeiros". Entretanto, do ponto de vista operacional, as forças da ordem passavam a actuar em duas dimensões, relativamente ao controlo e fiscalização através da Guarda Fiscal (1885) que tinha como função prioritária a repressão ao contrabando e respectiva transgressão fiscal. Enquanto a polícia fiscal, criada em 1886, centrava a sua actuação na transgressão fiscal estando limitada a sua acção ao espaço aduaneiro. O regime fiscal era preciso: « ... raia e no litoral são estes serviços de competência da guarda fiscal, devendo, porém tanto como outra [polícia fiscal] coadjuvar-se mutuamente, quando houver necessidade de levar qualquer diligência fiscal». A partir de então , a linha de demarcação estava sob o controlo de uma força específica e não de forças militares que funcionavam como uma espécie de guardas de fronteira como até então. Assim o serviço de sentinelas, patrulhas e rondas e diligências especiais asseguravam teoricamente as tentativas de fuga aos direitos fiscais do Estado Português. No final do século em 1889, regista-se a entrada das primeiras mulheres nos serviços alfandegários com a função de apalpadeiras, algumas eram viúvas de antigos policiais de Elvas e que tinham como função a fiscalização das mulheres referenciadas ou suspeitas de contrabando. Asssim em final do século XIX as forças policiais estacionadas na raia do Caia possuía pela primeira vez todos os instrumentos fiscais e júridicos para o cumprimento das suas funções. Postado por Arlindo Sena. domingo, fevereiro 22, 2009
A arquitectura Modernista e Racionalista
Leitura formativa 12º ano História e cultura das Artes- O racionalismo transformou radicamente as linhas arquitectónicas e o conceito de espaço. E introduziu nos materiais no acto construtivo, o betão, o vidro e o aço. Dos mesmos destaca-se as grandes dimensões de vidros que ocupam as fachadas da arquitectura modernista, mas o que predomina no acto de projectar uma edificação é adaptação do mesmo à função e ao crescimento urbano e as exigências económicas da sociedade industrial. Para isso, a planificação de estruturas simples e ligeiras, utilizando materiais baratos e a integração no espaço envolvendo recorrendo aos espaços verdes e equipamentos é uma realidade. Os movimentos modernistas desenvolveram-se nos Estados Unidos e na Europa, onde a Escola de Bauhaus foi o traço de união, uma vez que tendo nascido na Alemanha fundada por Walter Gropius, deslocou-se para os Estados Unidos, face às dificuldades de geração de um projecto de arte na Alemanha Nazi. Duas das suas principais finalidades foi sem dúvia a abolição da fronteira entre artistas e artesãos e a síntese entre a arquitecturas e indústria. Na chamda Escola de Chicago, destacaram -se arquitectos como Louis Sullivam que defendia que seguia o conceito que no acto contrustivo prevaleceu na ideia de que " a forma é consequência da função", no racionalismo funcionalista o betão constitui o elemento fundamental no acto de construir todas as possibilidades construtivas, sendo Le Corbusier o principal representante.. Postado por Arlindo SenaNa rota da Maçonaria Elvense
História Local.Fichas de História Local- nº41, in Linhas de Elvas. A história da Maçonaria Elvense desenvolveu-se praticamente em dois períodos de transformação radical da história portuguesa : a Revolução do Porto de 1820 e no período republicano em Portugal (1910-1926). E, se no primeiro destes períodos as lojas maçónicas em Elvas pouco ou nada contribuiram para a vida e trajectória da política local, durante a Primeira República uma parte significativa dos maçons elvenses determinaram a vida do poder local durante os quinza anos das experiência republicanas em Portugal. Na época liberal, três lojas são identificadas, a Loja da Liberalidade, a Loja 21 de julho e a Loja União Transgna. Provavelmente, e anterior a estas, terá existido uma de natureza militar sem confirmação e associada ao período de vivência do Conde Lippe pela nossa cidade. Mas talvez a mais importante foi sem dúvida a Loja da Liberalidade fundada quase meio século depois em 1818 ou 1820, contudo as figuras associadas a esta loja eram deveras importantes na vida local. Citando desde logo o nome do Bispo de Elvas, D. Frei Joaquim Menezes de Ataíde que, atraído pelos valores da Liberadade, Fraternidade e Igualdade, participou activamente na vida política portuguesa tal como o Bispo D. Manuel Cunha, cento e oito anos antes. O governador da Praça, Thomas Stubbs, era outra das figuras de referência onde não faltava o Coronel António Brito, comandante do popular Regimento de Infantaria nº 5 estacionado na cidade. Os militares dominavam esta loja e alguns deles participaram na guerra civil contra os ideais absolutistas de D.Miguel. As outras lojas do séc. XIX ficaram no anonimato mas sem figuras de "proa". Com a República os ideais maçónicos voltavam a reunir os maçons, a Loja da Emancipação, quase se identifica com o humanista Júlio de Alcântara Botelho e com o mecenas da cultura elvenseAntónio Torres de Carvalho. Os militares a alguns proprietários da classe média acompanhavam os ideais políticos da loja de emancipação cujo objectivo prioritário era o domínio da vida política local. O Quarto Triângulo sem granderepresentação apresentava vultos com a figura do Comandante Interino do Forte da Graça em 1928, o elvense José Jacome de Santana da Silva e, o Triângulo nº 165, foi a única loja fundada fora dos muros da praça, tinha sede em Barbacena de matriz popular e tinha no entusiasmo do Professor primário José Dias Ferreira a sua razão de existência. Mas sem dúvida que a Loja da Emancipação foi sem dúvida a mais bem sucedida se tivermos presente que Júlio de Alcântara Botelho foi Presidente da Câmara em 1910 e 1919, António Torres de Carvalho, Administrador do Concelho em 1911, Raul Carlos Rebelo (1915-1917) e José Dias Barroso Administrador entre 1917-1918. Outras funções desde a presidência do Clube Elvense à condição de provedorda Santa Casa da Misericórdia ou Mesário da Confraria do Senhor da Piedade foram assumidas por alguns maçons. Outros são identificados ao longo dos dois últimos séculos em lojas regionais e nacionais, não faltando a presença feminina como as médicas Adelaide Cabete e Maia Conceição Brazão ou a doméstica Maria Joaquim Lopes Nogueira. Na História da Maçonaria de Elvas o cruzamento entre militares e a igreja é um facto curioso reduzindo o carácter anti-clerical dos liberais e republicanos de outras eras...Postado por Arlindo Sena quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Aprender a Ver, uma viagem ao MACE
A noção de surpreza e de admiração estética marcou a observação dos meus alunos/as perante a obra notável da sempre notável Joana Vasconcelos, com a sua "Noiva de 2001", que utiliza como materiais de composição estética, o aço, inox e tampões, cujo objectivo da referida autor se centra no acto de produzir para provocar, nesta obra destac-se uma quantidade quase infinita de tampões de higiene pessoal feminina no acto de composição de um lustre de cristal palaciano. domingo, fevereiro 15, 2009
Barbacena entre a originalidade e o nefasto séc. XIX
central, o então senhor de Barbacena toma partido por Castela para onde segue com a sua criadagem, o que determinou a confiscação da terra que volta à Coroa durante duas gerações. Na verdade, uma vez mais os particulares voltam ao governo da vila Barbacena quando em 1575 Martim Castro compra Barbacena por 28.500 cruzados, embora sem direitos de jurisdição e administrativos que todavia conseguiu obter em fim da sua vida terrena em 1612. A partir de então a Vila de Barbacena, passa para o domínio do ramo Furtado de Mendonça que percorre os momentos históricos das gentes destes campos, resistindo com heroísmos aos cercos de 1660, 1708 e 1712. Porém o séc. XIX seria nefasto para a povoação de Barbacena, bombardeada e saqueada em 1801 perante o avanço espanhol que fez do Alto Alentejo uma caminhada sem oposição e em glória que só a paz e a diplomacia portuguesa não evitou a perda de todas as povoações da raia histórica do distrito de Portalegre com excepção de Olivença. A guerra civil na primeira década do Liberalismo afastou definitivamente Barbacena dos corredores reais, o seu apoio a D. Miguel e o saque à documentação do cartório de Barbacena em 1801 foi determinante para a extinção do concelho de Barbacena em 1836 , numa época em que parte da população abandonava a terra dos seus pais e avós. Era o princípio do fim de uma terra com história que o silêncio do século XX abafou ao sabor do trabalho da terra que a partir de então passou a honrar estas gentes com HISTÓRIA. Da época áurea reside hoje o seu Pelourinho quinhentista de três degraus e com uma gramática semelhante ao da Cidade de Elvas. Postado por Arlindo Sena. quinta-feira, fevereiro 12, 2009
O Darwinismo: O "escândalo " da selecção natural.
rles Darwin na passagem do bi centenário do seu nascimento, em Inglaterra em 1809, neto de Erasmus Darwin, um famoso botânico e zoólogo , e filho dum médico rural. Apaixonado pela natureza, desde a infância colecciona insectos, plantas, pedras. Aluno médio, prossegue sem convicção primeiro os estudos de medicina, depois os de teologia. Os anos de formação académica em Cambridge permitem-lhe aperfeiçoar o seus conhecimentos e a relação directa com cientistas nas áreas das ciências naturais como a botânica, zoologia e geologia. As mesmas permitiram a Darwin partir para a América do Sul em 31 de Outubro de 1836. No decurso da mesma viagem que o leva igualmente a terras da Oceânia onde descobriu fósseis animais diferentes dos que então existiam e nota com alguma surpresa que as mesmas espécies evoluíram de formas diferentes, em função do meio em que ocorreu a sua própria evolução e se reprodução durante algumas centenas de milhares de anos. A partir de então questiona a ideia de que as espécies criadas num dado instante jamais se transformaram, durante vinte anos procura solução para as suas questões, cuja resposta surge a partir do conceito da "selecção natural " ou "sobrevivência do mais apto". A sua tese assentava no estabelecimento da ideia de que as espécies animais e vegetais sofrem variações de maneira súbita ou prograssiva. Segundo Darwin a "selecção natural", era ditada pela luta pela existência e tinha como efeito conservar as variações favoráveis e eliminar as prejudiciais. Por consequência, favoreceu os indivíduos ou as espécies capazes de se adptarem às condições e ao meio onde vivem, condenando ao desaparecimento certo os que não conseguem. Por outro lado, Darwin defendia que a origem da vida das espécies na Terra incluindo a do próprio Homem, teriam evoluído e diferenciado segundo o efeito da selecção natural. Uma tal convicção em meados do séc. XIX surgiu como um escândalo nos meios espirituais da cristandade na medida em que a sua teoria era manifestamente contrária ao texto dos Génesis que considerava a criação como um processo criador e sucessivo no o Homem era o fim da perfeição, uma espécie de ser superior. A partir de então o saber bíblico e a teoria do Darwinismo tornaram-se duas correntes paralelas explicativas do processo evolução das espécies com crentes em ambas segundo a verdade bíblica ou a fundamentação científica. Em 24 de Outubro de 1859, a primeira edição "Da origem das espécies por via da selecção natural", chegou ao público esgotando-se de seguida .... Postado por Arlindo Sena quarta-feira, fevereiro 11, 2009
A Sé de Elvas - Gótico Final ou Manuelina ?
que três séculos (1570-1882) é um espaço estruturalmente do gótico final. Embora com os princípios inovadores do estilo manuelino no âmbito decorativo e estrutural ainda que só a nível da estrutura da sua cobertura. De facto, quando se contempla a fachada principal da antiga igreja de Nossa Senhora da Praça, depois de Nossa Senhora da Assunção e finalmente Sé de Elvas, verifica-se que a sua frontaria de matriz gótica tem apenas uma torre robusta coroada por uma outra, sineira de três olhais e de arco de volta perfeita nas quatro faces de coroamento piramidal. Esta solução construtiva encontra inclusivamente exemplos nos templos românicos como a Igreja de S. Martinho dos Mouros (Lamego) ou a do Priorado do Rosário (Goa) edificada durante o ciclo da expansão. Por outro lado, o portal do gótico final, desenhado por Miguel Arruda em 1550 foi definitivamente subsituído pela solução classizante em 1657 e que persistiu até aos nossos dias ? Então onde persiste o Manuelino na Sé de Elvas, no exterior nas portas lateriais e no interior nas naves onde a gramática decorativa da época da expansão comercial e marítima quinhentista é indiscutível. Também é inquestionável a solução arquitectónica de cariz manuelina, na organização das três naves, cujas abóbadas nervadas e que se projectam a partir das mísulas adjacentes nos dois andares da nave central, coroadas pela Ordem da Cruz de Cristo que guiaram os portugueses sob os ventos que sopravam nas caravelas que percorreram os mares de além mar. Postado por Arlindo Sena. sábado, fevereiro 07, 2009
Revista Elvas Caia, nº6, Ano 2008
Operação Valkira em estreia na Sétima Arte
a componente dramática e humana nos conjurados de forma interessante até ao momento da acção. É neste contexto, que se deve compreender a obra apresentada por Bryan Singer, que centra todo o desenrolar na acção num momento delicado em que a marcha da guerra e a brutalidade dos seus crimes abalaram um sector de "vanguarda" do exército nazi que considerava a morte do seu chanceler como determinante para o futuro da II Guerra Mundial. De realçar ainda a figura de Tom Cruise no papel de protagonista do coronel Von Stauffengerg. Ficha Técnica: Director - Byran Singer. Guião : - Christopher McQuarrie e Nathan Alexander. Produção : Fox. Ficha artística: Von Stauffenberg (Tom Cruise); Marechal Fromm (Tom Wilkinson) Ludwig Beck (Terence Stamp) General Olbricht (Bill Nighy) e Von Quirnheim (Cristian Berkel). Postado por Arlindo Sena.sábado, janeiro 31, 2009
Os Elvenses ao serviço da Casa Senhorial do Infante Dom Henrique
ranco em 1441 (20º 46 lat. N da Mauritânia). Dois anos mais tarde fez o reconhecimento e descoberta das ilhas de Gete e Garças, ao sul do Cabo Branco e, possivelmente, a de Arguim. O seu último feito, de um dos mais significativos navegadores da época henriquina, foi a descoberta e reconhecimento da Gâmbia, onde perde a vida com mais dezoito companheiros da Casa do Infante, vítimas dos índigenas locais. Álvaro Tristão da Cunha - Navegador e escudeiro do infante e irmão de Nuno Tristão. Pedro de Elvas - funcionário do Município do Funchal, oriundo da Casa Senhorial do Infante, chega a escrivão de armas na década de 1480. Gil Fernandes - Criado do Infante Dom Henrique, desempenhou vários cargos na administração central em meados de quatrocentos na qualidade de chanceler da correição da comarca Entre Tejo e Guadiana. Mais tarde em Tânger ao serviço do Infante D. Fernando foi ferido numa expedição militar, o que voltaria a ocorrer em 1463 em Cabo Verde mas de forma mortal. Lourenço de Elvas - Navegar da Ordem de Cristo, sendo referido pela documentação como capitão de Gil Eanes desde 1446 . D. Rui Rodrigo Afonsdo de Melo - Pai do famoso alcaide de Elvas, Rui de Melo, Conde de Olivença, serviu o Infante como Governador da fortaleza de Tânger . João Rodrigues Trigueiro - Era escrivão da coroa em 1435, altura em que passa a escrivão do porto seco de Elvas, que serviu durante um breve tempo do reinado de D.Duarte sendo depois transferido para a Praça de Ceuta. Estevão Vasques Subtil- Escudeiro do Infante Dom Henrique. Álvaro Gonçalves - Era Besteiro do Couto em 1450. Mas a vila de Elvas na época quatrocentista também se encontrava na rota do gado lanígeo da Casa Senhorial do Infante que tinha o seu percurso centralizado nas seguintes localidades a partir da Serra do Caramulo, Covilhã, Montalvão, Elvas e Castela (Badajoz e arredores). Nesta perspectiva a vila de Elvas integrava-se na transumância que caracterizava a vida pastoril, no Verão o gado subia a planície e no Inverno deslocava-se para as terras altas. Em termos económicos pouco se conhece relativamente à exploração da lã, que provavelmente era utilizada para vestuário dos grupos sociais com menos posses, já que a própria da Ordem de Cristo, pelos Estatutos de 1449, consumia tecidos e panos, de origem inglesa e francesa, tal como a Nobreza europeia.Toadavia esta rota constituía uma fonte de receita considerável para a Coroa, para os municípios e para os grandes senhores laicos e eclesiásticos, que cobravam tributos pela passagem do gado nas suas propriedades, na região de Elvas as receitas eram naturalmente régias pelo simples facto de se tratar uma terra realenga. Postado por Arlindo Sena. sexta-feira, janeiro 30, 2009
Um atlas carregado de interrogações
sua obra, a possível informação fornecida directamente e de forma secreta pelos portugueses como a única nação na época com conhecimentos geográficas capaz de fornecer tais elementos? Porém e com a ignorância do tempo e sem conhecimento da linha de investigação específica para esta questão, pode-se questionar onde se situam os fidalgos de Elvas, estudados sem continuidade por Duarte Leite na década de 1940, que opinava que teriam sido os primeiros portugueses a desembarcar em solo norte americano ? No silêncio das hipóteses parece pois evidente que a historiografia norteamericana aponta para o descobrimento da América antes do séc. XV e a hipótese académica de mais um feito dos portugueses parece cada vez mais evidente ? Postado por Arlindo Sena. As vanguardas históricas
anguarda deu-se a conhecer no Salão de Outono de 1905, em Paris . A designação do termo fauvismo, decorre do termo francês fauve foi utilizada pejorativamente pelo crítico de arte Louis Vauxcelles na sua apreciação às obras ali expostas, referindo-se à forma agressiva, quase selvagem, como era aplicada a cor em tons puros e directamente sobre a tela, dependente exclusivamente das emoções dos pintores. Rejeitando todas as tendências plásticas e pictóricas que os antecederam, do Impressionismo ao Simbolismo dos Nabis, os pintores fauves enalteceram o valor da cor como elemento privilegiado da composição e representação. De facto, as suas obras têm a cor como principal protagonista, usada de forma violenta, lisa e directa, sem matizes. Os seus principais representantes são Henri Matisse, André Derain, Maurice de Vlaminck e Georges Roualt. O expressionismo desenvolve-se na Alemanha na primeira década do séc. XX, em simultâneo como o Fauvismo em França. Este movimento, cujos principais precursores foram o norueguês Edvard Munch e o belga James Ensor, desenvolve-se principalmente na Alemanha. Mais do que representar o mundo exterior , as suas telas deviam converter-se na expressão sensível dos seus mais profundos sentimentos, através de cor intensas, formas violentas e piceladas bruscas, caracterizando uma pintura cheia de energia e vitalidade. Do ponto vista artístico, essas formas identificam-se ainda pelo traço desgarrado, pela utilização agressiva da cor e a distorção das figuras pretendendo trasmitir a expressão dos sentimentos próprios, a angústia existencial, a dor e as emoções subjectivas. Os principais representantes são Emil Nolde, Ernest Kirchner, Franz Marc, Auguste Franz Make, Paul Klee ou Wassily Kandinsky. O Cubismo foi a vanguarda que dominou a cena artística parisiense entre 1907 e 1914, apesar dos seus fundadores, Pablo Picasso e Georges Braque nunca terem utilizado tal expressão. As principais características deste movimento são a recusa da perspectiva e o realce das imagens bidimensionais, fragmentado as figuras em formas geométricas para depois recontruir de novo. Verifica-se o ênfase da linha e das formas planas, para permitir o espectador não obtenha um único ponto de vista, captando as múltiplas possibilidades que o objecto ou objectos representados contêm. Os artistas mais representativos foram, além de Picasso, Georges Braque, Juan Gris e Fernand Léger. Postado por Arlindo Sena. quinta-feira, janeiro 22, 2009
O pioneirismo da imprensa liberal e republicana
Visconde de Vila Nova de Gaia, etc. Por outro lado, o jornal mais tarde republicano, a Nação, publicado em Lisboa e distribuído numa das dependências da praça forte de Elvas, era conhecido por um número restrito de famílias Elvenses mais influentes na vida civil e militar, pondo em evidência ainda o carácter restrito e limitado da difusão e influência dos ideais liberais na vida civil da urbe elvense. Mas a imprensa periódica de Elvense, embora já consolidada durante o 1º Rotativismo, só conhece de facto um notável desenvolvimento, como imprensa de opinião, durante o 2º Rotativismo. Considerando que na primeira fase deste sistema político 1861-1878, apenas um jornal é identificado com a luta política: trata-se da Democracia Pacífica de 1866-1869, que mereceu as mais vivas referências de Eça de Queirós que, ao longo do ano de 1867, na revista da Imprensa do Distrito de Évora, destaca sucessivamente em cerca de onze edições este jornal Elvense que não só se revelava crítico da política de centralização da classe política de Lisboa, como denunciava e censurava a mesma, propondo novos dirigentes e aconselhando o próprio monarca a dar esse passo. Em termos ideológicos e apesar do carácter socializante que a Democracia Pacífica parece denotar em alguns artigos, parece-nos que não passou disso mesmo por três razões: A primeira, pelo facto do ideário inicial deste órgão de informação defender incialmente a implantação de um novo regime político, daí que muitas ideias proclamadas sejam de cariz republicano ou quando muito apresentarem um carácter socializante. Porém, o Dr. João Francisco Dubraz nunca se afirmou como tal, sendo conotado como um democrata liberal. A segunda, pela análise dos seus três anos de publicação que acentuam a sua prática liberal, apesar dos temas de análise crítica serem diferentes a partir de 1867, mas se a orientação do jornal difere da prática seguida desde a sua fundação, isso deve-se como já afirmámos devido à mudançs de objecto de crítica. Já não é a monarquia ou o poder Central, mas a classe política, corrupta e centralizadora, que impede o desenvolvimento do poder local e nestas circunstâncias encontramos por vezes artigos de apoio à causa real. A terceira justifica-se pela própria definição política do jornal, que na sua edição nº 205 afirma-se politicamente como Liberal Democrático, o que acontece pela primeira vez num jornal elvense, apesar dos artigos de opinião terem tradição e conotação política no jornalismo oitocentista. Mas como defendemos inicialmente, com o segundo rotativismo, a imprensa Elvense "ganha" um carácter ou cunho partidário que se revela nos periódicos locais. Assim, O Elvense, na sua longa vida 1880-1921, não só se afirma como um jornal Liberal independente, como mais tarde e seguindo sempre a linha liberalizante se afirma Republicano e Progressista, o mesmo acontecendo com o Correio Elvense (1889-1949) que acentua a sua tendência progressista de forma radical pelo menos até ao princípio do século. Aliás, a tendência para o radicalismo mantêm-se na Sentinela da Fronteira, onde este jornal independente, liberal e radical, apenas pretende demarcar-se do Elvense, através do Visconde de Alcântara, um monárquico muito considerado e apoiado pela classe política elvense em meados do séc.XIX pela sua influência na capital Portuguesa e nos meios políticos e parlamentares. Assim, as diferenças entre a Sentinela e o Elvense justificavam-se apenas no âmbito de acção desenvolvida por ambos enquanto claros apoiantes do Partido Progressista. Por outro lado, não podemos ignorar a luta política a nível local no interior do Partido Progressista, entre o Presidente da Câmara, Eusébio Nunes da Silva, e o Dr. João Henriques Tierno, duas figuras que não podem ser ignoradas na História Contemporânea de Elvas. E é neste sinuoso contexto que se salientam duas figuras que se revelaram daversários no campo político e companheiros na luta pelos interesses da sua Terra. Mas a violência e a propaganda republicana através da palavra torna-se evidente e definitiva nos periódicos de Elvas no último quartel de oitocentos, mas especialmente no Jornal de Manuel Araújo da Silva, Correio Elvense, que perante a questão do Ultimato Britânico classificava como vergonhosa a cedência perante os interesses britânicos, chegando a editar um suplemento sobre a mesma causa. Todavia seria o Elvense de forma subtil, após o 31 de Janeiro de 1891 que manifestava a aderência a causa republicana quando numa das suas edições classificava o símbolo da causa republicana, como uma bela canção. Postado por Arlindo Sena. sábado, janeiro 17, 2009
O Génio do Mal
terça-feira, janeiro 13, 2009
O significado do Cerco e da Batalha das Linhas de Elvas

terça-feira, dezembro 30, 2008
Elvas em 1909 no último ano da Monarquia
a taxa de natalidade e nupcialidade não ultrapassava respectivamente os 29.9 % e 0.64 %, sendo as mais baixas desde 1878. Todavia, e em sentido contrário registava-se a notável taxa de mortalidade de cerca de 14.5 %, o que não deixa de ser curioso uma vez que o início de 1909 foi marcado pela continuidade de um Inverno rigoroso iniciado em Dezembro de 1808, que praticamente terminou com um grande nevão que se abateu na cidade no dia 3 de Março, e que arruinou um grande nú
mero de pequenos proprietários que viviam da exploração da platanção de olival. Seria também o último ano em que as freguesias de S. Lourenço, S.Vicente, Aventosa e Várzea deixavam de ser consideradas como freguesias urbanas por convenção administrativa, com consequências nos efectivos da população urbana, que em 1910 não ultrapassava as 10.645 almas contra as 10.465 habitantes das freguesias rurais, marcando a ruralização do concelho iniciado com as leis cerealíferas de 1899. A vida política local estava centrada na figura do Doutor Ruy de Andrade, agrónomo e grande proprietário, mais conhecido pelo Senhor da Fonte Alva e que gerindo a vida municipal era sem dúvida a voz da monarquia portuguesa. Não é por acaso que mais tarde notabilizou-se como um dos mais notáveis parlamentares monárquicos durante a I República. Por outro lado, os aristocratas de sangue em Elvas, há muito tinham desaparecido e, com excepção de duas famílias, eram os novos proprietários e antigos rendeiros das casas aristocráticas e de alguns burgueses de Lisboa, que se dividiam nos apoios às causas monárquicas e republicanas respectivamente. O povo sereno e indiferente contava os tostões da jornada agrícola e os funcionários públicos chegavam ao centro histórico na bicicleta, fruto dos ventos do progresso e da produção em série da nova vaga industrial. 1909 foi também o último ano de uma visita real a Elvas, quando o Príncipe Filipe, nove meses antes da sua morte no regicídio acompanhado de sua mãe, visitou Elvas e do Castelo ficou maravilhado pela paisagem que daí avistou. No Verão de 1909 realizava-se o primeiro grande comício republicano em Elvas, Júlio Botelho de Alcântara presidente da Comissão Republicana de Elvas fundada em 1908, recebia duas figuras de referência do movimento republicano, João Chagas e José Relvas e que nessa passagem por solo Elvense anunciavam que vinha aí tempos de mudança. O Património, a cultura e a magia, anunciavam que vinha aí tempos de mudança. O Património, a cultura e a magia anunciavam novas preocupações e gostos. Tomás Pires conseguia concretizar os desejos dos seus velhos e queridos amigos, Torres de Carvalho e Vitorino de Almada, com a abertura ao público do Museu Arqueológico após quase duas décadas de persistências.O Dr. João Bagulho conseguia um feito notável com a conquista da leccionação do primeiro liceal de Elvas, permitindo a escolarização das classes médias que até então não tinham poder económico para sustentar a vida de um estudante na capital do distrito. Um jovem notável de Monforte, mas recém casado com uma senhora de Elvas, ganhava um prémio internacional de poesia em Salamanca. Tratava-se de António Sardinha e no Cinematógrafo de Elvas, as famílias elvenses viviam o sonho e a evasão, mostrado numa tela de 900 cm, a primeira apresentação de um filme melodramático. Um século depois , vivemos de novo com a esperança da geração de 1909, face às dificuldades e aos desafios que o novo século parece determinar ... Postado por Arlindo Sena. segunda-feira, dezembro 29, 2008
O mundo em 1909 em vésperas de 2009

sábado, dezembro 27, 2008
A Expo de 1889 e a Arte do Ferro
a, para grande desgosto dos que não suportavam a novidade de uma estrutura que não precisava de massa e que não produzia sombra, que falava em nome da utilidade e não da beleza, da ciência e não da arte, da funcionalidade e não do estilo. A exposição gerara dois frutos consumados da tecnologia moderna, não só a Torre. O arquitecto Ferdinand Dutert e o engenheiro Victor Contamin uniram-se no evento com a Sala das Máquinas, uma galeria de 420 metros de comprimento e 115 de largura coberta com uma ossatura metálica que praticamente resolvia o espaço interior como se de uma planta livre se tratasse. A cobertura, que alguns definiram como um enorme pássaro com as asas a
bertas em voo, era constituída por arcos de ferro com três articulações que evitavam os apoios intermediários e fazia com que a estrutura correspondesse ao envoltório, de maneira que a vivência interior era a de um espaço ilimitado, de carácter dinâmico, um cântico às qualidades universais da utilização do ferro, capaz de cobrir as mais insólitas galerias. E, junto à galeria, a proposta inovadora da torre, uma pirâmide curvada formada por quatro triângulos trabalhando ao mesmo tempo a tensão e a compressão, tudo assente na técnica de amarrar e ir içando elementos padronizados. Não fora o capricho do autor; os pontos de partida estavam na base do concurso, que pedia uma torre até aos 304 metros, em ferro, situada em pleno Champs de Mars. Eiffel elevou a sua experiência e conhecimento como construtor de pontes que aqui eram os pilares com apoios separados. Depois, era questão de ir soldando com nós planos e espaciais as peças pré-fabricadas para urdir a membnrana envolvente com uma técnica rápida e directa, que determinava o espaço com os próprios símbolos da construção, pois não precisava de distinção entre espaço interno e externo, fazendo desaparecer e esquecer a noção de parede de fecho. Como acontecia com o trabalho dos pintores impressionistas, com os desenhos lineares dos cartazes de publicidade, a torre traçava a sua própria figura directamente na tela dos céus de Paris, ela própria era o seu cartaz publicitário desenhando com técnica gráfica linear, um símbolo estrutural que captava de maneira imediata o tempo do presente e anunciava o futuro. Postado Arlindo Sena. Os progressistas de Elvas e a perda de influência no Distrito de Portalegre
o Partido Progressista de Portalegre o nome de Eusébio Nunes da Silva era aprovado para Administrador do Concelho enquanto que o Dr. João Tierno era um dos vários candidatos Progressistas ao lugar de Governador. Assim a " guerra" instalava-se em finais de 1889 tendo o Dr. Frederico Laranjo se deslocado a Elvas no sentido da reconciliação, mantendo a proposta de Governador Civil para Eusébio Nunes da Silva e de Deputado às Cortes pelo Distrito de Portalegre. O Correio Elvense acabou por ser o "teatro bélico" da acção política do Dr. João Tierno e adversidade entre ambos em parte reflectiu-se na derrota do Partido Progressista no Distrito nas eleições de 1890. A partir de então a perda de influência da classe política elvense no distrito foi contiuada e atingiu o auge já em plena época do regime republicano quando nos antos trinta (1930), um grupo de Elvenses gizou e propôs em termos geográficos, administrativos e políticos uma nova circunscrição distrital que não foi aceite pelo Estado Novo. Relativamente a estas duas figuras notáveis na vida política local, duas notas: Eusébio Nunes da Silva foi o grande vulto do progresso de Elvas na transição para o século Vinte interrompendo o domínio tradicional dos Regeneradores em Elvas e dominando a vida política entre 1890 e 1900. O dr. João Tierno, destacou-se sobretudo como um respeitável humanista e médico, cuja obra foi reconhecida de forma pública pela Santa Casa da Misericórdia de Elvas em 1928. Como político participou activamente em várias folhas políticas monárquicas e republicanas num período situado entre 1880-1920, foi Administrador do Concelho de Elvas e na transição para a República foi ouvido com frequência pelos representantes do Poder Central sobre o futuro e progresso de Elvas. Postado Arlindo Sena. quarta-feira, dezembro 24, 2008
Os Magos do Oriente

Um Feliz e Santo Natal para todos VÓS
Um feliz Natal de 2009
Aos meus alunos e familiares
Aos meus colegas e amigos
A todos os Elvenses e seus familiares
Aos meus companheiros da Blogsfera.
segunda-feira, dezembro 22, 2008
O Messias segundo as fontes Romanas

domingo, dezembro 21, 2008
As Artes Menores no Ocidente Medieval
Leitura Formativa: 10º Ano de escolaridade História e Cultura das Artes - As imagens românicas cumprem duas funções básicas: uma didáctica e uma outra estética.A primeira é a mais importante, pois a segunda é-lhe totalmente inerente. A iconografia e a simbologia românticas pretendem educar ideologicamente a população, amendrontada e atemorizada por imagens cujo significado não consegue compreender . A escultura românica desenvolve-se de uma maneira particular nos portais dos edifícios religiosos, era usual representar-se o Pantocrator, geralmente acompanhado por tetramorfos ( Chama-se tetramorfos à representação simbólica dos quatro Evangelistas.S.Mateus era representado por um anjo, S. Lucas pelo Touro, S.Marcos pelo Leão e S. João pela Águia) , e no mainel figuras humanas quase isoladas. Os relevos também cobriam o lintel e as ombreiras. As arquivoltas eram geralmente reservadas a temas ornamentais, embora existem alguns exemplos com figuras. As restantes esculturas do templo, como as dos capitéis ou das absides, podiam ser simplesmente ornamentais ou representar cenas do Antigo e do Novo Testamento ou animais do bestiário, ( São figuras que personificam o mal, o pecado e o Inferno, como a serpente, o dragão ou a sereia. No entanto, algumas imagens também simbolizam o Bem, por exemplo o leão, a àguia ou a cegonha ) . A pintura apresenta fundamentalmente três tipos de suporte: mural, sobre madeira e iluminura. Em todas as manifestações predomina o tratamento linear e as cores são lisas e sem volume. As figuras são apresentadas com contornos grossos que exageram os traços e a expressão. As composições são regidas pela lei da frontalidade, ou seja, as imagens apresentam-se de frente e são estereotipadas. A ornamentação, da mesma forma que na escultura, parte principalmente de motivos geométricos e vegetais e, em muitos casos, serve para demarcar a composição. Encontramos fundamentalmente três tipos de pintura: mural, sobre madeira e a iluminura. A pintura mural era realizada no interior das igrejas, de preferência na abside central, nas cúpulas e nas paredes. A técnica mais utilizada foi a do fresco, mas foi igualmente usada a têmpera. As cores empregues eram o azul, o vermelho e o amarelo. O preto estava reservado para delinear os contornos das figuras com traço grosso. A pintura sobre madeira, desenvolveu-se na decoração de frontais de altares, pequenos retábulos e baldaquinos. A composição era geralmente realçada no centro por uma mandorla com a figura do Pantocrator ou da Virgem e do Menino. Os lados eram reservados às cenas ou personagens secundárias, compartimentando a superfície em faixas horizontais ou, por vezes, verticais. Frequentemente, as imagens secundárias eram representadas sob arcos de volta perfeita. A enquadrar a composição desenvolvia-se uma faixa decorativa como a moldura. A iluminura desenvolveu-se segundo as influências carolíngias e bizantinas e têm como função a ilustração de bíblias, breviários, missais ou livros de horas. Postado por Arlindo Sena. sábado, dezembro 20, 2008
Os Gomes de Elvas na rota do comércio Internacional
História LocaL - De todas as famílias de matriz judaica residentes em Elvas, a que maior sucesso obteve no comércio Internacional, foi sem dúvida a família dos Gomes, cuja ascensão social e económica foi provavelmente um caso particular. Pelo menos desde 1531, que os Gomes de Elvas são referenciados no Atlântico, António Gomes o fundador desta família de mercadores com sede na praça mercantil do Funchal exportou durante essa década cerca de 51% do açucar nadeirense. O seu filho Manuel Gomes em 1548 dominava o comércio de cabotagem na ilha açoreana de S.Miguel em concorrência com outro mercador elvense, António Fernandes com matrícula comercial na Ilha Terceira e com sede em Angra do Heroísmo, disputavam as rotas inter ilhas dos cereais. Todavia, a sede da organização dos cristãos novos de Elvas situava-se na rua dos Mercadores na capital portuguesa, onde chegava com frequência a Nau Santa Maria de Santelmo, de facto as naus de Manuel Gomes não só abasteciam e transportavam o açucar madeirense para metrópele como se lê na documentação, como também faziam escala nos principais portos do norte peninsular ao serviço dos Medina Del Campo ou da Península Itálica, em carregamentos de açucar para Génova. Na década de 70 a ligação dos Gomes de Elvas, aos Ruiz del Campo e ao comércio com Castela se intensificou em termos económicos e financeiros. Em 1576, Luís Gomes , o menos importante desta família de mercadores em volume de negócios, mantém um comércio com Castela por via terrestre a partir de Badajoz; o produto era o pau do Brasil e seu irmão Manuel no mesmo ano aceita negociar com os Ruiz, mas face às dificuldades da economia castelhana impõe que o trato se faça com base na troca de panos. Ao mesmo tempo duas novas áreas de exploração económica surgem nos horizontes "empresariais" da família judaica elvense, a Terra Nova e o Oriente; no primero caso o sucesso é evidente, a documentação refere que "o rico mercador de Elvas que fornece o Bacalhau da Terra Nova para Castela por intermédio dos Ruiz é Manuel Gomes, no segundo caso o prof. Vitorino Magalhães Godinho é da opinião que os Gomes de Elvas afirmam-se como intermediários no Comércio Internacional do séc. XVI, uma vez que é Manuel Gomes quem informa as praças comerciais ocidentais sobre o preço de pimenta, cravo, canela e gengibre nos mercados orientais. Nos fins do séc. XVI, a família Gomes de Elvas era já identificada como uma família rica de mercadores cuja residência se situava nos arredores da capital do reino, a Quinta da Mata das Flores (em Loures), que associou ao nome pessoal o título de "Coronel" da Nobreza quando ascendeu à aristocracia nacional após a compra do título de correio-mor do Reino a D. Filipe II em 16 de Fevereiro de 1606 pelo valor de 70.000 cruzados. O seu Brasão representado em 2/3 com uma série de passáros identifica a Mata da sua quinta e o título de Coronel que é utilizado na sua composição nomimal a partir do séc. XVII em que os Gomes de Elvas passam a utilizar a denominação de "Mata Coronel". Postado por Arlindo Sena sexta-feira, dezembro 12, 2008
Leonardo de la Vinci, Visionário ou Louco

Hilter na Internet

http://www.digitalrailroad.net/ - " Apresenta um conjunto de fotografias inéditas obtidas pelo fotógrafo David Turner, capatadas em 1939, pelo seu pai Charles Turnes que esteve presente no Festival de Bayreuth, de homenagem a Wagner. Nesta passagem pela cidade bávara Charles Turnes conheceu o chanceler alemão e nessa qualidade visitou várias vezes o Führer na qualidade de músico, mas as mesmas foram registados por Charles Turner como agente dos serviços secretos britânicos. As últimas informações do referido espião não são registos fotográficos mas escritos e datadas uns dias antes da véspera da invasão da Polónia. As actuais fotos hoje na net estavam na posse de Charles Turner falecido em 1977. Postado por Arlindo Sena.







