domingo, novembro 15, 2009

Proposta de correcção da Prova de Avaliação do 12ºF

Resposta 1.1 - Versão A
Resposta 3.1 - Versão B

Descritores do nível de desempenho no domínio da
                                comunicação escrita em língua portuguesa

Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina





Níveis

1            2       3

5


. O reconhecimento da importância da obra de Cézanne através do uso dos planos de cor.
. A arte Africana com as suas formas simplificada
. toda a pintura marcada pela geometrização das formas.
.com configurações angulosas e rostos e corpos distorcidos.
. os rostos semelhantes a máscaras como se observa nas Meninas de Avignon.


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19
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4

Intercalar
15
16
17

3

Identifica duas características
12
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14

2

Intercalar

9

10

11

1

Resposta genérica relativamente ao que se pretende a nível 5

6

7

8


Resposta 1.2 -Versão A
Resposta 3.2 - Versão B


Descritores do nível de desempenho no domínio da
                                comunicação escrita em língua portuguesa

Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina



Níveis

1            2       3

5

Explicita as seguintes  formas de sociabilidade ou outras a considerar.

. Despersonalização de comportamentos.

. Estandardização de modos de vida.

. Vida intensa e frenética.

. Valorização da cultura e do Lazer ( novos espaços).


 Novos comportamentos:

.Corte com as convenções
.Moda - cabelo à garçon, saias travadas.
.Lazer- fumo, bebe, prática desportiva.
.gosto pela velocidade e pela viagem

Laicização da sociedade:


Alterações no casamento: . tornou-se menos estável; o divórcio foi regulamentado; o casamento cedeu ao casamento estruturado com base em sentimentos entre duas pessoas de sexo diferente; os comportamentos sexuais e demográficos mudaram alteraram-se mediante a dissociação da sexualidade da função da reprodução, o que a par do investimento crescente nos filhos fez emergir o controlo de natalidade, facilitado pela maior divulgação de práticas contraceptivas.  
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4

Intercalar
22
24
25

3

Desenvolve duas características apresentadas ao nível 5
17
19
20

2

Intercalar

12

14

15

1

Resposta genérica relativamente ao que se pretende a nível 5

7

9

10


Resposta 2.1

Descritores do nível de desempenho no domínio da
                                comunicação escrita em língua portuguesa

Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina



Níveis

1            2       3

5

Ideia subjacente ao comentário:
Já depois da queda do regime czarista e nas vésperas da revolução soviética, Lenine identifica a
situação na Rússia como de predominância da burguesia e incentiva a tomada do poder pelo
proletariado. Consciência da incapacidade da democracia parlamentar para transformar a situação das massas populares; reivindicação de uma acção revolucionária de raiz marxista
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19
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4

Intercalar
15
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3

Noção sintética das duas atitudes revolucionárias apresentadas ao nível 5
12
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14

2

Intercalar

9

10

11

1

Resposta genérica relativamente ao que se pretende a nível 5.

6

7

8



Resposta 2.2

Descritores do nível de desempenho no domínio da
                                comunicação escrita em língua portuguesa

Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina



Níveis

1            2       3

5
Explica o NEP tendo em consideração  cinco dos seguintes pontos.
. vitória do exército vermelho. (N.E.P. 1921-1927) – programa económico para repor níveis de produtividade.
. resolução da crise económica (face ao colapso económico produção ao nível de 1913 ).
.Lenine desvia-se do modelo soviético e introduz  prática capitalistas
. intervenção nos vários sectores económicos (agricultura e indústria)   com alguma liberdade.
(recurso temporário à coexistência com o sector privado)
. tendência capitalista sob o controlo do estado para assegurar a revolução.
.O N.E.P., permita que os camponeses vendessem os seus produtos no mercado livre

27
29
30

4

Intercalar
24
23
21

3


Identifica três das características apresentadas ao nível 5
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15

2

Intercalar

9

11

12

1

Resposta genérica relativamente ao que se pretende a nível 5.

6

7

8


Resposta 2.3


Descritores do nível de desempenho no domínio da
                                comunicação escrita em língua portuguesa

Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina



Níveis

1            2       3

5
Revolução de Bolchevique e a conjuntura económica agravada

. retirada da guerra. (paz imediata e retirada da guerra)
. movimento socialismo russo intensifica a propaganda contra o poder burguês.
. os sovietes e os soldados lideram o processo revolucionário.
. movimento de contestação e agitação social.
. defesa da revolução para conduzir o operariado ao poder.
. objectivo a ditadura do proletariado :- fundamental para a construção do comunismo.
. convidava os povos beligerantes à negociação.( entrega da Polónia, Ucrânia e Finlândia)

. nacionalização progressiva dos meios de produção (decretos da terra). (terras nacionalizadas e entregue aos camponeses e as  fábricas são tomadas pelos trabalhadores) 
.liberdade das nacionalidades ( decretos de paz). – estatuto de igualdade e direito à autodeterminação

. agitação social. Descontentamento face à apropriação dos meios de produção. (resistência dos proprietários e empresários às expropriações).
. unidade das classes posse  para derrubar proclamação do comunismo de guerra- Lenine para evitar a perda da revolução torna o partido bolchevique em comunista e decreta a ditadura do proletariado – período de governo forte, centralizado e repressivo.
.clima de guerra civil. (1918-1920. (igreja ortodoxa –burguesia – potências estrangeiras (GB,F,USA e J).
(avanço sobre a cidade e assassinato do czar e família real) . período de Terror  -execuções sumárias, campos de concentração, censura  (tcheca 1917 ).

- Centralismo democrático e alternativa e Nova política Económica

 o estado e o partido confundem-se. (votos de braço no ar)
.censura à imprensa /estado  autoritário o  – partido único/ ditadura do proletariado..
. democracia dos sovietes.( 1922) – U.R.S.S.
. vitória do exército vermelho. (N.E.P. 1921-1927) – programa económico para repor níveis de produtividade.
. resolução da crise económica (face ao colapso económico produção ao nível de 1913 ).
.Lenine desvia-se do modelo soviético e introduz  prática capitalistas – (nacionalização dos meios de produção e o comunismo de guerra , determinou a fome e a miséria)
. intervenção nos vários sectores económicos (agricultura e indústria)   com alguma liberdade.
(recurso temporário à coexistência com o sector privado)
. tendência capitalista sob o controlo do estado para assegurar a revolução.
.O N.E.P., permita que os camponeses vendessem os seus produtos no mercado livre
. permitiu a restabelecimento da produção que permitiu dealbar a crise da URSS - 1924


45
48
50

4
Intercalar
38
41
43

3


A resposta deve contemplar de forma incompleta os seguintes tópicos.
-Revolução bolchevique o seu objectivo/Guerra Civil/Centralismo Democrático e Nova Política Económica.

24
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2

Intercalar

12

14

15

1

Resposta genérica relativamente ao que se pretende a nível 5.

3

6

8



Resposta 3.1 -Versão A
Reposta 2.1 - Versão B

Descritores do nível de desempenho no domínio da
                                comunicação escrita em língua portuguesa

Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina



Níveis

1            2       3

5

Refere a estratificação social em ordens.
-Estatutos jurídicos diferenciados.
-Comportamentos estereotipados
-Pequena mobilidades social ou inexistente
-Ascensão do Terceiro Estado – progressiva desintegração da sociedade de ordens.


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4

Intercalar
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24

3

Referência a duas características ao nível 5
15
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2

Intercalar
9
11
12

1

Resposta genérica relativamente ao que se pretende a nível 5.
3
5
6



Resposta 3.2 -Versão A
Resposta 2.2 -Versão B

Descritores do nível de desempenho no domínio da
                                comunicação escrita em língua portuguesa

Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina



Níveis

1            2       3

5

Explique a autoridade régia com base em cinco características ou a outras a considerar:
.autoridade real era sagrada, paternal e absoluta.
. estava desobrigado do respeito das leis.
.o rei não presta contas a ninguém em relação ao que ordena.
. não há outro julgamento além do rei.
.ninguém pode ordenar o rei a executar o que quer que seja.
. legisla sem partilhar o poder
. concentração de poderes na sua pessoa.
. manutenção da ordem estabelecida.

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4

Intercalar
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16
17

3

Identifica três características apresentadas ao nível 5
12
13
14

2

Intercalar

9

10

11

1

Resposta genérica relativamente ao que se pretende a nível 5

6

7

8

Proposta de correcção da Prova de Avaliação 10ªF .

Resposta 1.1 - na Versão A
Resposta 3.1 - na Versão B

Descritores do nível de desempenho no domínio da
                                comunicação escrita em língua portuguesa

Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina





Níveis

1            2       3

5

Forma de organização da cidade de estado

- duas partes fundamentais: parte alta e a parte baixa
 - inicialmente a polis organizou-se  na parte alta [ acrópole] – função defesa
 - sendo  o centro da vida religiosa e política
 - residência dos nobres e bem como centro da vida religiosa
- acrópele torna-se culto – ofertas aos deuses e procissões
- mais tarde, situação de Paz 
 - surge agora – praça Pública [ mercado] e centro cívico da cidade.
 - como mercado servia para a transacção comerciais e lugar de reunião para assembleias públicas.
 - localizada na parte mais baixa era o centro da vida política,  económica e social.
 - tribunal - justiça
 - circo e teatros
 - fontes – indispensável para o abastecimento de água.
 - templos e altares – santuários para o culto dos deuses


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4

Intercalar
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3

Identifica de forma completa uma das partes fundamentais da cidade de estado.
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2

Intercalar

9

10

11

1

Resposta genérica relativamente ao que se pretende a nível 5

6

7

8


Resposta 1.2 - na Versão A
Resposta 3.2 - na Versão B

Descritores do nível de desempenho no domínio da
                                comunicação escrita em língua portuguesa

Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina



Níveis

1            2       3

5

Três características determinantes do modo de organização cívica e política da polis.

- Corpo cívico  reduzido e constituído por cidadãos   [ não incluía escravos, mulheres  e estrangeiros ]
- Papel dos cidadãos  na vida política, legislativa [leis, e cerimónias religiosas]
- Capacidade de defesa
- A capacidade de governo depende da relação entre o território e a população. [ Ideal da autarcia]



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4

Intercalar
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3

Identifica duas características apresentadas ao nível 5
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2

Intercalar

12

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1

Resposta genérica relativamente ao que se pretende a nível 5

7

9

10


Resposta 2.1



Descritores do nível de desempenho no domínio da
                                comunicação escrita em língua portuguesa

Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina



Níveis

1            2       3

5

Referência a três das seguintes características:
- Renumeração pelo exercício de cargos públicos.
- Preferência do sorteio relativamente em relação ao à eleição.
- Carácter transitório e rotativo dos cargos.
- Prestação de contas pelos magistrados no fim dos mandatos.
- Ostracismo = exílio da cidade durante 10 anos = evitar a tirania e os conflitos entre os cidadãos.

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4

Intercalar
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3

Identifica duas das características apresentadas ao nível 5
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13
14

2

Intercalar

9

10

11

1

Resposta genérica relativamente ao que se pretende a nível 5.

6

7

8

Resposta 2.2


Descritores do nível de desempenho no domínio da
                                comunicação escrita em língua portuguesa

Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina



Níveis

1            2       3

5

Os cidadãos
- O cidadão eram apenas os homens livres, filhos de pai e mãe da polis inscritos na demos.
- Eram educados para mais tarde conduziram a vida política, legislativa e religiosa.
Os escravos:

- Eram cerca de metade da população ateniense.
-Não tinham personalidade júridica.
- Antigos prisioneiros de guerra.
- Garantiam a vida e o bem estar da população.
- Libertavam os cidadãos para os seus negócios.


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4

Intercalar
15
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17

3

A resposta deve contemplar duas características referentes aos grupos sociais ou um grupo social completo.

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2

Intercalar

9

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1

Resposta genérica relativamente ao que se pretende a nível 5.

6

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8

Resposta 2.3

Descritores do nível de desempenho no domínio da
                                comunicação escrita em língua portuguesa

Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina



Níveis

1            2       3

5

A forma de organização da cidade de estado:
- referência á parte alta e baixa da cidade
- noção de Acrópele e Ágora.
- referência a utilidade dos dois espaços
- O nº de cidadãos que gozavam de plenos direitos não ultrapassava os 10 %.
 - Entre os habitantes que estavam excluídos da vida política contava-se:

A forma de organização social e o papel dos cidadãos
 As mulheres:

- Embora respeitadas tinham uma liberdade restrita.
- Não participavam na vida política e urbana.
- Estavam limitadas ao lar [ gineceu], aposentos privados.
- Dedicava-se á educação dos filhos e às tarefas domésticas.
- Estavam sobre a tutela do marido ou do irmã mais velho

 Os metecos:

- Eram estrangeiros e apesar do seu papel na vida económica não tinham direitos políticos.

Os escravos:

- Eram cerca de metade da população ateniense.
-Não tinham personalidade júridica.
- Antigos prisioneiros de guerra.
- Garantiam a vida e o bem estar da população.
- Libertavam os cidadãos para os seus negócios.
Os cidadãos
Eram  naturais da cidade de estado e educados para mais tarde conduziram a vida política, legislativa e religiosa.
 . o seu exercício era feito de forma directa – o governo era exercido pelos próprios cidadãos
.  O regime político era   uma democracia em que a soberania partilhada era por todos os cidadãos.

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50

4
Intercalar
38
41
43

3


Referência incompleta aos dois tópicos referenciados ao nível 5.
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1

Resposta genérica relativamente ao que se pretende a nível 5.

3

6

8

Resposta 3.2 - Na versão A
Resposta 1.1 - Na Versão B


Descritores do nível de desempenho no domínio da
                                comunicação escrita em língua portuguesa

Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina



Níveis

1            2       3

5

Forma de organização:


Tipo de representação teatral:
 A Tragédia [carácter moralizador subordinando o homem aos deuses e seus desígnios ] –
A comédia [incitava ao riso e à boa disposição sem, no entanto valorizar os objectivos moralizadores – crítica o comportamento dos políticos e no modo satírico como critica o comportamento dos políticos e as correntes intelectuais e culturais do seu tempo ].


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4

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15
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3


12
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2

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9

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11

1

Resposta genérica relativamente ao que se pretende a nível 5.

6

7

8

Resposta 3.1 -Na Versão A
Resposta 2.2 - Na Versão B



Descritores do nível de desempenho no domínio da
                                comunicação escrita em língua portuguesa

Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina



Níveis

1            2       3

5

. Referências as festas das Panateneias como uma manifestação cívica e religiosa.
- As festas das  Panateneias.
- decorriam durante seis dias toda a população( em honra da Deusa Atena)
- realizavam-se todos os anos , mas em cada quatro anos, denominavam-se as Grandes Panateneias
- nessa ocasião se desenrolava a celebre procissão das Panateneias [era nessa ocasião que os jovens sacrificavam num altar os animais (cerca de 100 bois /a deusa era presenteada por um manto bordado pelas donzelas das melhores famílias de Atenas
- incluíam também orações e concursos literários, atléticos e musicais.

27
29
30

4

Intercalar
22
24
25

3

Identifica três características apresentadas ao nível 5
17
19
20

2

Intercalar

12

14

15

1

Resposta genérica relativamente ao que se pretende a nível 5

7

9

10



Actividade curricular 10ºano de escolaridade 10ªF - data de entrega - 3.10.2013

“(…) A praça do mercado, por seu turno, deveria ser um local distinto  e separado daquela, propício para a acumulação fácil de todos os produtos, tanto transportados por mar como por terra. (…) Com efeito, enquanto praça pública situada num ponto de destaque é destinada ao ócio, a praça do mercado destina-se às actividades de subsistência”
 Aristóteles, A Política, Livro VII

Explique  como se organizava o espaço da cidade de estado a partir do documento nº1.

Descritores do nível de desempenho no domínio da
                                comunicação escrita em língua portuguesa

Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina





Níveis

1            2       3

5

- A Ágora – praça Pública [ mercado] e centro cívico da cidade.

- como mercado servia para a transacção comerciais e lugar de reunião para assembleias públicas.

- localizada na parte mais baixa era o centro da vida política,  económica e social.

- tribunal - justiça

- circo e teatros

- fontes – indispensável para o abastecimento de água.

- templos e altares – santuários para o culto dos deuses


68
69
70

4

Intercalar
48
49
50

3

Explica três aspectos integrantes da Ágora  - sendo um deles não considerados ao nível 5
33
34
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2

Intercalar

13

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1

Resposta genérica relativamente ao que se pretende a nível 5

5

6

7



Actividade curricular 10ºano de escolaridade 10 G – data de entrega 1.10.2013

Documento nº1



"Estavam ligados a quase todos às obrigações financeiras dos  cidadãos, principalmente à maior parte dos serviços públicos. (…) Pagavam uma taxa especial  muito leve – o metécio. (….).A Guerra até certo ponto, é um meio legítimo de adquirir escravos  - visto que nela se perseguem os animais ferozes – lutando com os homens que, nascidos para obedecer se recusam a fazê-lo [….]."
Adaptado  


Explica as condições e as limitações que condicionavam os dois grupos sociais mencionados no Documento nº1 na vida democrática na Grécia Clássica.



Descritores do nível de desempenho no domínio da
                                comunicação escrita em língua portuguesa

Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina





Níveis

1            2       3

5

Os metecos: ( comerciantes ou artesãos)

- Eram estrangeiros e apesar do seu papel na vida económica não tinham direitos políticos.
- sujeito ao pagamento de imposto o metécio e à prestação do serviço militar.
- podiam recorrer aos tribunais representados por um cidadão.
- participavam na vida social e nas festas religiosas
- estavam impedidos de adquirir bens de raiz ou desposar uma mulher ateniense.

Os escravos:

- Eram cerca de metade da população ateniense.
-Não tinham personalidade júridica.
- Antigos prisioneiros de guerra.
- Garantiam a vida e o bem estar da população.
- Libertavam os cidadãos para os seus negócios.


68
69
70

4

Intercalar
48
49
50

3

Explica três aspectos de cada grupo social  - sendo um deles não considerados ao nível 5
33
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35

2

Intercalar

13

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1

Resposta genérica relativamente ao que se pretende a nível 5

5

6

7




Actividade curricular – 12º Ano de escolaridade – data de entrega: 26-9-2013

Documento nº1



“A verdade é que muitos pensadores, filósofos, deputados, senadores, políticos e franceses, estão convencidos de que algum milagre produzirá de repente a Sociedade das Nações. Eu não acredito que a Sociedade das Nações seja a conclusão óbvia da presente guerra. Uma das razões que invoco é que, se me propusessem amanhã trazer a Alemanha para a Sociedade das Nações, eu não consentiria. Que garantia me ofereceriam? A garantia de uma assinatura? Perguntem aos belgas o que pensam de uma assinatura alemã”.



Resposta do Primeiro-Ministro Francês, Clemenceau, ao deputado Pierre Forgeot, in The New York Times, 21 de novembro de 1917.



Explique com base no documento nº1, três problemas políticos não resolvidos após a Primeira Grande Mundial.          

Proposta de correcção:

Descritores do nível de desempenho no domínio da
                                comunicação escrita em língua portuguesa

Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina





Níveis


 1             2       3

5

Explica três dos seguintes aspetos:

.Descrédito relativamente há eficácia da SDN – as suas decisões não tinham um carácter obrigatório e colectivo.

. Pretensões hegemónicas da França que não admite a presença da Alemanha na S.D.N.

. Humilhação dos vencidos personificada na recusa da Alemanha como membro da S.D.N.

. Isolacionismo dos Estados Unidos ou não adesão da URSS que não favorecia a força política e diplomática da S.D.N.

68
69
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4

Explica três aspetos sendo  - um deles não considerados ao nível 5
48
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3

Explica dois aspetos considerados  - sendo um deles não considerados ao nível 5
33
34
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2

Explica um dos aspetos considerados

13

14

15

1

Resposta genérica ao que se pretende

5

6

7

sábado, novembro 14, 2009

IX-Terras da Raia do Distrito de Portalegre: Caracterização da Nobreza :Os Fonseca Acciaioli



DIOGO FONSECA ACCIAIOLI COUTINHO de SOUSA TAVARES, figura de relevo na vida política e social portalegrense, era no período em que se insere a nossa reflexão a figura mais prestigiada da família Fonseca Acciaoli. Procedia de algumas famílias notáveis da região, como os Acciaoli, Fonsecas, Jusartes e Sousas de Arronches. Este grupo familiar era referenciado desde começos do século XVI ao serviço da Coroa portuguesa na personagem de Álvaro da Fonseca Coutinho, Alcaide-mor da cidade de Portalegre em 1530, marcando o início da relação com a Casa Real que se manteve até finais do século XIX. Outras figuras desta velha família aristocrática, merecem, igualmente referência, João Fonseca Coutinho, cavaleiro da Ordem de Cristo, que desempenhou ao longo da sua vida algumas funções relevantes como as de Procurador em cortes em 1645 ou Juiz da Coroa. Na transição para o século XX o morgado João Fonseca Acciaioli Coutinho Sousa Tavares era quem ocupava o palácio familiar chamado de Fonseca Acciaioli, situada na zona histórica da cidade e possuía, como era frequente entre os membros da aristocracia e a alta burguesia europeia, uma segunda casa de Verão, concretamente um solar de grandes dimensões localizado na Quinta da Lameira, que se estendia nos arredores de Portalegre, na localidade de Entre-as-Ribeiras. Por sua vez, o morgado de Entre-Ribeiras, Diogo Fonseca Acciaioli Coutinho de Sousa Tavares, irmão do anterior, logrou manter quase até final de Oitocentos a maior parte de um extenso e rico património construído por João Afonso Coutinho que incluía também um conjunto de herdades localizadas na área do Reguengo, entre elas as chamadas de Entre-Ribeiras e Cabaça que haviam constituído ao longo de quase três séculos uma das fontes principais de renda para o grupo familiar dos Coutinho. Durante a segunda metade do século XIX a riqueza familiar continuou em pleno crescimento através do arrendamento de terras, especialmente as que se localizavam fora do município de Portalegre, sendo esta outra das formas de manutenção do seu património. Eram os casos da Horta de Alvega, situada no município de Abrantes e que tinha por renda anual o valor de 300$000 rs., e a fazenda de Figueirinhas situada no termo municipal de Ponte de Sor, que gerava na sua condição de antigo senhorio a renda anual de 3.000$000 rs. A prática de arrendamento foi, uma das vias más usuais empregues pela obtenção de recursos económicos por Diogo Fonseca, que chegaria a ter como arrendatários outros membros da aristocracia portalegrense, caso de Manuel de Barros Castelo Branco, a quem arrendou a título perpétuo a herdade de figueiras de Maio. O seu irmão João Fonseca Acciaioli Coutinho de Sousa Tavares, era então representante do património da Condessa Melo como se pode comprovar na escritura de um olival localizado no município de Arronches no valor de 101$000 rs. O certo é que o património e a riqueza da família Fonseca Acciaioli se baseava essencialmente na posse da terra, como se pode observar pela leitura do testamento de seu pai de 4 de Janeiro de 1877, que transmitia aos seus herdeiros um património constituído por uma casa nobre, cinco herdades, oito tapadas e três pequenas propriedades que nos inícios de 1870 proporcionava aos seus titulares a renda anual de 1.248$905 rs. Todavia quando o século XIX chegava ao fim, Diogo Fonseca Acciaioli de Sousa Tavares era todavia o maior terratenente de Portalegre. Mas por pouco tempo, uma vez que acabou praticamente com a sua fortuna pessoal pelos gastos que então fazia com a actividade política enquanto figura de destaque do Partido Progressista e com iniciativas de carácter solidariedade que o tornou conhecido como o “Pai Diogo” entre as classes populares e desfavorecidas da cidade de Portalegre

segunda-feira, novembro 09, 2009

Os dias da Nossa Civilização






Berlim Oriental, minutos antes das 19h, de 9 de Novembro de 1989. Ao final de uma conferência da imprensa convocada pelo SED, partido comunista da República Democrática Alemã (RDA), o jornalista italiano Riccardo Ehrmann pergunta sobre a existência de uma nova lei que regula as viagens ao estrangeiro. Günther Schabowski, Secretário da Informação, responde que o Pliteburgo aprovou uma normativa que permite sair do país sempre que os seus cidadãos solicitem. Salta um coro de vozes: “Quando entra em vigor tal norma? Sem passaporte? Já mesmo? Verdade…. Depois de um breve silêncio afirma: “Segundo a informação que disponho tem efeito imediato e a saída pode realizar-se através de todos os postos fronteiriços da RDA com Berlim Ocidental”. Numa questão de minutos os alemães de Berlin Oriental que tinham recebido em directo pela TV a notícia do alto dirigente da RDA, dirigiram-se para o Muro, há precisamente vinte anos e às 23.14 uma multidão de pessoas, inicia a abertura das primeiras brechas do último obstáculo que separou as duas Alemanhas durante a Guerra Fria, perante os guardas atónitos que não tinham nenhuma informação oficial, sobre o que se estava a passar e perante a impossibilidade de conter a multidão, em pouco tempo milhares de cidadãos da RDA, passam para oeste, onde são recebidos pelos Berlineses do outro lado com champanhe e alegria. Nos postos de controlo se desenvolvem cenas muito emocionantes. Pessoas que se conhecem se abraçam chorando. Depois de uma noite de celebração, o alcaide de Berlim, Walter Momper (SPD), pronuncia uma alocução em que declara «Ontem pela noite o povo alemão foi o povo mais feliz do mundo». Com a queda do muro seguiram-se profundas alterações políticas na RDA surgindo a questão como será o futuro comum na Alemanha. Tanto para este como para Oeste há disparidades de opiniões. Enquanto que uns desejavam a manutenção do estado da RDA, em finais do ano dispara o número de alemãs que reclamam uma “Pátria unida”. As consequências da queda do muro, na opinião do Professor Doutor, Catedrático de Direito, Marcelo Rebelo de Sousa num pequeno depoimento lembra que: “Mudou tudo. O mundo bipolar passou a unipolar. Implodiu a União Soviética. Morreram Comecon e o Pacto de Varsóvia. Alargou-se a Europa, como centro efectivo em Berlim. Dispararam China, Índia, Brasil.A Rússia teve- tem- de refazer o seu império. Acelerou-se o euro e, em geral, a integração do continente. Os EUA actuaram como se fossem polícias universais, até hoje.”

domingo, novembro 08, 2009

3.1- Elvas Portuguesa: - A organização concelhia Medieval


A actividade política nos primeiros tempos da vida concelhia na vila de Elvas foi obviamente condicionada pela falta de um funcionalismo permanente, competente e com capacidade de registo, todavia esta dificuldade era extensiva quase a todo o País, onde a corte itinerante, através de um séquito régio de funcionários e letrados, asseguravam os serviços burocráticos e das forças militarizadas, dos núcleos populacionais que mais se distanciavam da Corte. No período entre 1279-1325 e com base nas fontes conhecidas, a vinda a Elvas da corte itinerante aproxima-se de uma dezena de visitas, na maior parte das vezes com a presença do rei, de funcionários, cortesões e servidores, este número só ultrapassado em terras de fronteira, pela vila do Sabugal, terra da Nobreza em que as visitas régias chegam quase às três dezenas. Entre essas visitas régias, destaca-se a da Corte em 1361 por altura das Cortes que não eram mais que uma assembleia solene, convocadas pelo monarca, em que tomavam parte os representantes da Nobreza, Clero e 3º Estado. Nelas discutiam-se problemas propostos pela realeza e se faziam reclamações, formuladas especialmente pelo 3º estado que apontava as soluções que entendia acertadas. Nas Cortes de Elvas foram apresentados dezoito capítulos gerais sobre as mais variadas questões que preocupavam os estados sociais, como se lê nas denúncias dos estratos dos referidos capítulos: Que os prelados e fidalgos e outras pessoas honradas, nos lugares em que moram, continuamente e a redor delas quando vão de uma terra para outra, dizem às justiças que lhes dêm carneiros, galinhas e outras viandas pela taxa que os dão ao rei […]; que os rico-homens e outros poderosos (…) pousam nas aldeias e fazem delas cavalariças, e nos celeiros de pão e dos outros haveres, pela qual se segue dano aos da nossa terra(…). Mas nesta fase foram os primeiros alcaides-mores de Elvas, Rui Fernandes (1282), Vasco Lourenço (1314) ou Gomes Annes (1329) que terão sido os primeiros responsáveis pela coordenação de um governo municipal cuja documentação, revela já a prestação de uma homenagem que se renova no princípio ao longo dos reinados dos primeiros monarcas portugueses [O primeiro alcaide do castelo foi Gonçalo Martins – 1230]. Todavia os primeiros aristocratas que reflectiam o centralismo da Coroa e perfeitamente inseridos nas ambições da Coroa só surgem nomeados por carta régia, nos finais do séc. XV como são os casos: D. Jaime, filho de D. Pedro (1443-1448); D. Sancho de Noronha (1448-?) e D. Afonso de Bragança, Conde de Faro ( 1476-1484) . De resto o exercício comunitário de poderes concelhios estava perfeitamente implantado como uma representação régia, através do alcaide do castelo a personalidade jurídica máxima do concelho e que comandava as tropas ao serviço do rei e exercia ainda a vigilância da justiça local; o mordomo do rei, administrador dos Bens da Coroa existentes no concelho e nessa função cobrava os direitos e as rendas régias. Outras funções públicas eram de nomeação concelhia pela respectiva assembleia e nos quais se identificavam o almotacé, responsável pela organização económica; os mordomos que tinham a seu cargo a administração do concelho e os sesmeiros, responsáveis pela distribuição e vigilância das terras. Ao longo dos séc. XIII e XIV, os vereadores locais, na prática magistrais concelhios passam a ser nomeados pelo rei a partir de 1340 quando o alcaide da vila era Álvaro Pereira. O símbolo do concelho, o selo se conservava na arca como fundamento jurídico que se dava aos actos públicos era também neste “recipiente” que se arrecadavam os documentos que era dirigido ao município pelas altas autoridades e pela coroa. Na relação entre a Corte e o concelho destacava-se ainda a figura do procurador designado pelo concelho desde as Cortes de Leiria de 1254. A defesa era outra prioridade concelhia e o Alcaide-mor, Rui Gil Sequeira em 1422 possuía um milícia armada de 100 cavaleiros com funções permanentes, numa época em que as hostes militares eram frequentemente constituídas pelo sistema de recrutamento face à ameaça de guerra. No final da Idade Média e por via do centralismo do poder real novos funcionários surgem no âmbito da fiscalização do poder local, trata-se dos juízes de fora, que inspeccionavam a administração municipal entre os vários elvenses que exerceram tal função destaca-se a figura do Dr. João de Elvas, que foi sucessivamente juiz de fora em Tavira (1482); Serpa (1483) ; Montemor -o -Novo (1484 ) e Estremoz (1487). Mas seria como diplomata ao serviço de D. João II que entraria na História de Portugal, quando integra a missão diplomática que rectificou o tratado de Windsor que determina que as relações entre Portugal e Inglaterra deveriam ser pautadas pela “… amizade e confederação perpétua, e com os aliados deles, de maneira que seria obrigado a prestar auxílio e socorro ao outro contra todos os que tentassem destruir o Estado do outro”. No final da Idade Média e quando a centralização real determinava uma nova estrutura administrativa local, na vila de Elvas assistia-se à reestruturação da estrutura da gestão municipal, com novas funções e reestruturação de outras, como o de Alcaide Sacas sendo Martinho Afonso em 1481 a desempenhar essa função. Os tabeliães a quem se exigia diligência e rigor, foram objecto de nomeação pela primeira vez em Elvas em 1492, sendo o exercício de tal função assegurado por Vicente Álvares. Outros funcionários são referenciados no exercício do poder local no âmbito dos primórdios da organização do poder local, João Rodrigues Barbudo, funcionário de carreira, então juiz do órfão do Alandroal, que vem para a sua terra natal em 1482 para a função de primeiro escrivão da Câmara, uma das funções mais importantes da administração local e cujo exercício ultrapassava a vida camarária e deviam servir também a população. E na Câmara o Tesoureiro nomeado por carta régia em 1483 era João Broa. A estas nomeações régias seguiam-se outras de nomeação local, como Nuno Pestana, recebedor dos portos secos de Elvas, desde os últimos tempos do reinado de D. Afonso V, Joam Rodriguez, porteiro-mor ou Gastão Sardinha, escrivão no âmbito da justiça local. Todavia no final da Idade Média, os poderes locais estavam limitados na sua acção e depende da vontade régia.








IX - Terras da Raia de Portalegre- Caracterização da Nobreza: - Os Castelo Branco



Em meados do século XIX as famílias aristocráticas portalegrenses herdeiras da nobreza de tradicional , viviam no centro da cidade, ocupando grandes casas nobres e em alguns casos, palácios. Era o caso dos Castelo Branco que ocupavam o Palácio Barahona, no Largo Serpa Pinto, assim chamado em homenagem ao famoso engenheiro e matemático, D .Francisco Cordovil Castelo Branco Brahona, personagem distinta que se dedicou durante largo tempo da sua vida aos interesses da cidade. A família CASTELO BRANCO: - representada então por D.Francisco Cordovil Castelo Branco, descendente de uma família originária de CasteloBranco originária da Beira Baixa e que na época medieval e moderna prestou serviço a vários monarcas portuguesas, em distintas campanhas militares que se desenrolaram em Portugal e no Norte de África. De facto, Rui Gonçalves, fundador da família de Castelo Branco, foi Contador da Fazenda na província da Beira e surge mencionado pela documentação, pela primeira vez em registo testamentário de 22 de Outubro de 1576, por Gonçalo Vaz Castelo Branco que deixava a sua filha, Isabel Sequeiro, a quarta prata do seu património. Seu filho, Nuno Vaz Castelo Branco, serviu a coroa portuguesa no Estado da Índia, sendo em consequência seu irmão Martin Vaz Castelo Branco, que manteve as funções de seu avô de Contador da Beira. A partir de então a trajectória histórica da linhagem Castelo Branco passou a estar vinculada de uma forma directa com a capital norte alentejana. Porque D. João Rodrigues Castelo Branco, filho varão de Martim Vaz, se estabeleceu em Portalegre e terminou convertendo-se no herdeiro principal de sua riqueza, obtendo uma quarta parta do seu património por testamento de 18 de Junho de 1578 com a condição de trespassar 200$000 réis a sua irmão Beatriz e 100$000 réis aos filhos de esta que serviam a Coroa portuguesa em terras da Índia. Assim este herdeiro da família Castelo Branco foi, sem dúvida, o primeiro proprietário da agrícola da família adquirindo logo várias herdades muito extensas no território do distrito, entre elas se destacaram as chamadas “Cantos e Safros por 170$000 rs. Mais tarde foi Nuno Vaz Castelo Branco, nascido em 16 de Novembro de 1622 com o título de morgado de Freixo y Naves e cabeça principal na linha dos herdeiros directos da família, que seguira a carreira das armas na Índia começada pelos seus antecessores nos finais do século XVI. A geração posterior continuou mantendo o seu património agrário do grupo familiar numa só pessoa. Os sucessores directos de Nuno Vaz, optaram pela vida religiosa, Francisca Pestana e Mendo Castelo Branco e outro descendente, João Batista de Castelo Branco, marchou a Roma depois de ter completado os seus estudos superiores na Universidade de Coimbra. Seria o seu quarto herdeiro, natural Pedro Caldeira Castelo Branco, nascido em 20 de Outubro de 1663, que ampliou notavelmente o património agrário de família graças a um casamento vantajoso, como se observa em relação às propriedades incluídas no testamento da sua mulher, Maria Leonor Taborda de Sá. Durante o século XVIII os filhos de D. Pedro Caldeira e Dona Maria Leonor Taborda continuaram afirmando-se como grandes proprietários rústicos e pecuários. Inclusive o seu filho ilegítimo João Rodrigues Castelo Branco, que surgia no princípio do séc. XIX como um dos proprietários más ricos do distrito e titular de várias quintas de Castelo Vide e Alpalhão. Durante a segunda metade de Oitocentos a família de Castelo Branco esteve representada por D. Francisco Cordovil Castelo Branco, que tal como outros familiares, continuaram a aumentar o seu património rústico através de novas compras e a sua capacidade económica através do arrendamento de algumas propriedades a particulares e na participação do negócio da cortiça, actividade de resto rentável por contratos que se estabeleciam com comerciantes deste produtos de várias zonas do País. Mas apesar de tudo, no final da década noventa e na transição para o século XX as dificuldades financeiras e económicas ameaçam os Castelo Branco, a venda de propriedades pertencentes a vários membros e inclusive, Luís Xavier de Barros Castelo Branco rico proprietário em Castelo Vide, Arronches, Niza e Portalegre, anuncia a decadência deste grupo familiar que chega a recorrer a empréstimos que devido às altas taxas de juro, aceleram a sua decadência e a venda do seu Palácio é o fim de uma das famílias históricas de Portalegre.

sexta-feira, outubro 30, 2009

IX-Terras da Raia de Portalegre:- Caracterização da Nobreza do Distrito






Durante a segunda metade do século XIX a aristocracia tradicional no Distrito de Portalegre limitava-se a pouco mais de uma dezena família. E entre elas, muito poucas eram descendentes da Nobreza de sangue uma vez que uma parte do grupo aristocrático, atingiu a condição de fidalguia em consequência dos processos de nobilitação após a Revolução Liberal do Porto de 1820. Era o caso, de algumas personalidades nomeadamente comerciantes, militares e intelectuais, que acabariam por constituir uma pequena nobreza, por reconhecimento dos seus serviços prestados à Coroa. Sendo estes casos excepcionais, apenas documentados para os centros urbanos da região, era também nas cidades de Portalegre e de Elvas, que se identificavam a aristocracia tradicional. Assim na capital do Distrito, encontramos os Castel Branco ou os Alvilez, cujos herdeiros em 1881 eram os maiores contribuintes do distrito, na cidade fronteiriça do Caia, a realidade aristocrática reduzia-se aos Marqueses de Penalva. Em todo o caso, estas famílias de referência da Nobreza de Portugal, haviam perdido, já alguns dos seus privilégios tradicionais, caso dos direitos feudais e das encomendas, extintas pelas leis de 1821 e 1841 e dos vínculos em 1863. Apesar da perda de parte dos seus privilégios senhoriais, mantinham algumas terras e alguns direitos, como alguns foros que continuavam a persistir. A perda dos velhos direitos feudais, senhoriais, por esta antiga nobreza permitiu a ascensão de uma nova aristocracia de raiz “liberal”, verdadeiros burgueses na essência da sua origem e comportamento, cuja via de enriquecimento era normalmente resultado da participação directa em novas actividades agrícolas, comerciais e industriais. Todavia, tanto a velha nobreza como a nova, em todo o Distrito de Portalegre, tinham em comum a posse de vastas extensões de terra exploradas segundo critérios tipicamente capitalistas, cujo aproveitamento dos seus recursos agrários era feito de forma intensiva e eficiente, sobretudo em muitas propriedades agrícolas que anteriormente estavam em estado de manifesto abandono ou incultos, de resto esta mudança se deveu à política agrária da Regeneração. Nesta época, em terras norte alentejanas, a posse de um título era um factor de valorização e afirmação social, independentemente da natureza do mesmo (social, académico ou até curiosamente de ordem religiosa). Este gosto pelos títulos era notável na cidade de Elvas, assim todos os Presidentes de Câmara, durante a Monarquia Constitucional procuraram obter durante a sua regência política, o título de Comendador da Ordem de Nossa Senhora de vila Viçosa, que utilizavam na vida pública e política. E esta designação, era fundamental para uma posição cimeira no protocolo municipal que estava assim definido: 1º Os militares; 2ºOs comendadores; 3ºOs doutores; 4ºOs representantes das Câmaras; 5º O Escrivão de direito e 6ºAs instituições. Este gosto pelos títulos por parte da nova elite elvense em parte tinha uma justificação bem determinada e que se definia pela sua condição económica, uma vez que uma parte considerável desta pequena aristocracia nobilitada nas décadas de 1830,1840 e 1850, eram reconhecidos como arrendatários de casas nobres como a do Conde Cadaval, Conde de São Martinho e inclusivamente da Casa de Bragança que contudo era mais representativa em termos de património no Distrito vizinho de Évora (CONTINUA).


segunda-feira, outubro 26, 2009

Reflexões sobre o Nosso Tempo.



Vitorino Magalhães Godinho, figura ímpar da historiografia portuguesa e um dos primeiros responsáveis pelo fim do positivismo que marcou durante várias décadas a nossa história, Ministro da Educação em 1974, ex- director nacional da Biblioteca Nacional de Lisboa e com uma vasta bibliografia como académico, deixa-nos algumas reflexões que não devemos ignorar como historiadores e foram várias as gerações que tiveram na sua bibliografia um ponto de encontro, mas também todos nós cidadãos do mundo, enquanto leitores virtuais da blogosfera. E se hoje o Estado liberal é um desafio para os governantes e governados para o notável pensador É verdade que o Estado tem perdido coerência, muito porque se tornaram indefinidas as suas funções. Não sabemos hoje quais são as funções do Estado, na medida em que ele foi efectivamente esvaziado daquelas funções que na primeira metade do séc. XIX tinha estabelecido. De facto , para que serve o Estado? Não sabemos muito bem a não ser, talvez, se supusermos que, na sua maioria, os políticos são ao fim e ao cabo, “caixeiros-viajantes” das grandes máfias internacionais, das grandes empresas, que vão inaugurar empresas fábricas, etc. Penso que não é, nem deve ser a função do Estado – a de reduzir a um mero papel secundário”. E nesta perspectiva o conceito de bem comum está hoje alienado …”A noção de bem comum, aliás, é uma das coisas que desapareceram por completo. Ora, esta situação levou a que se formassem organismos internacionais que têm, por um lado, poderes bastante excessivos (do género dos da Comissão Europeia, quando determina o número de centímetros do carapau!) e, por outro, intervenções na ordem jurídica ou outra perfeitamente descabidas . Então onde se encontra o Estado ….“O Estado abdicou de uma política macro e tem apenas intervenções pontuais. Repare que, com todo o apoio dos analistas, a que se somam as directivas que vêm dos directores dos grandes bancos o que hoje existe é um jogo com apenas duas ou três variáveis. O que é hoje o abre-te sésamo são as taxas de juro, de que o mundo vive suspenso. Os políticos não sabem mais que fazer senão baixar ou subir as taxas de juro”. Por último o Professor Doutor, Vitorino Magalhães Godinho, questiona o Estado Mínimo ….”Pretende-se que cada qual viva por si, sem ser subsidiado. Mas como, se não encontra trabalho? Nos Estados Unidos, actualmente, contam-se cerca de 40 milhões de pessoas que estão em pobreza absoluta, porque tiveram doenças e não havia seguro de saúde. Quando desaparece o subsídio, como é que se mantém o poder de compra, que é a pulsão essencial da economia? Repare-se que, se os instrumentos macroeconómicos são muito reduzidos, visto que o Estado alienou o seu património, os meios que poderiam servir para orientar a vida económica desapareceram…”

domingo, outubro 25, 2009

3.Elvas Portuguesa:- A política régia e a prioridade de fortificação. O Caso de Elvas.





Um dos monarcas que mais se preocupou no contexto do crescimento demográfico e da evolução da vila de Elvas, foi sem dúvida, D. Dinis, que na continuidade da política iniciada por D. Afonso III, procedeu ao aforamento de parte do território da vila não urbanizada para a construção de casas e tendas. Porém há que distinguir a postura de D. Afonso III e D.Dinis, o primeiro apesar de favorecer a expansão das vilas e cidades, beneficiou a aristocracia nortenha, quando doou aos grandes do reino como João Peres Aboim e Estevão Annes, um conjunto de bens, da igreja e do concelho de Elvas, aos referidos ricos- homens. Todavia esta acção de arrendamento da propriedade régia beneficiou de forma especial os núcleos urbanos de Lisboa, Elvas, Guarda e Guimarães, numa época em que o crescimento demográfico implicava uma reestruturação dos espaços ocupados primitivamente. Mas defesa e a fortificação da vila foram uma prioridade de D. Afonso III e continuava no reinado de D. Dinis, sendo Portalegre a sua preocupação em termos da arte de fortificar. Mas, a prioridade do “Rei Lavrador”, em fortificar as terras da raia a Norte com a Galiza e a sul com Castela, foi um acto presente no espírito dos nossos reis medievais. A documentação refere várias intervenções no Castelo de Elvas, por carta régia de 16 de Julho de 1361 foi promulgada o imposto da “adua”, para a cava de Elvas que devia ser financiada pelos moradores e vizinhos do reguengo da vila ; D. Afonso IV por carta régia de 4 de Março de 1378 referia-se a necessidade de reparar a cerca velha e da necessidade de realizar novas obras no perímetro da área fortificada com a finalidade de edificar a cerca nova. Esta fonte histórica da Chancelaria Régia da época D. Fernando, refere-se ainda que tais obras deveriam ser sustentadas pelos habitantes do lugar no valor de 140 soldos para os “carretos de cal e de braças de pedra”. A barbacã de Elvas uma obra interior junto à porta do Castelo, constituiu a obra mais polémica do ponto de vista da fortificação do castelo elvense, logo denunciada ao monarca D. Afonso V em 1439, uma vez que a população elvense, recordava ainda a difícil rendição do alcaide-mor do castelo, que durante a Crise de 1383-1385 procurou entregar o dito a D. Beatriz em função do referido obstáculo, que derrubado nos tempos de D .João I, estava agora de novo levantado por iniciativa do alcaide Diogo Lopes de Sousa. A solução encontra-se registada noutra carta régia, dirigida a D. Pedro ( filho do regente com o mesmo nome) que era então o proprietário senhorial do Castelo (1439-1448) , com a finalidade de efectuar o derrube definitivo daquela estrutura defensiva. Pela mesma época outras pequenas obras de manutenção ocorreram em várias estruturas defensivas nos arredores e vilas do concelho de Elvas, entre elas destacam-se pelo investimento de 3.000 reis feita por Gonçalo Martins, que a documentação identifica como morador [ Continua.]