
quarta-feira, junho 10, 2009
A cartografia militar no dia de Portugal

terça-feira, junho 09, 2009
Uma comunidade da ciência judaica de fronteira
História Local e Regional : - No Alto Alentejo, pelo menos desde fins do séc. XIV, estavam em crescimento alguns núcleos populacionais de origem judaica, das quais as chamadas Ruas Novas contribuíam para um novo traçado, como são exemplos, a então Vila de Elvas ou as vilas próximas desta, como eram os casos particulares das vilas de Estremoz e Vila Viçosa. Na centúria seguinte, Castelo de Vide, Campo Maior, Sousel e Fronteira tornavam-se outros núcleos de população judaica em função das constantes fugas de inúmeras famílias que face à violência da inquisição Espanhol, mais cruel que a Portuguesa, determinava a procura dos espaços da raia de portuguesa como locais de refúgio por excelência. Nesse contexto, Campo Maior e Elvas tornaram-se importantes “centros de recepção” dessas populações em fuga: em Elvas o número de fugitivos aproximou-se dos 10.000, que apesar de tudo estava longe do número de fugitivos do número atingido em locais mais a Norte do País, como Miranda que atingiu o triplo do número de refugiados daquela ainda vila raiana da região do Caia. Na comuna de Elvas em tempo de exílio judaico em 1444, José Verdugo, ficava isento de prestar serviços ao concelho e os cirurgiões Rabi Sabi e Ordenha,tinha permissão para viver entre os cristãos, tal como Meir Cuélar; o mesmo sucedia com o boticário Abel Alfarim e com o mercador Samuel Monção , tal como a maioria dos médicos (cirurgiões) de Elvas. Mas a integração e reputação da comunidade judaica junto à cristã, era significativa junto daqueles que tinham como ofício a prática da ciência, nomeadamente a cirurgia que tinha os principais centros em Évora, Elvas, Fronteira e Crato. Se Évora era o principal centro científico pelo número de cirurgiões e físicos e pela sua qualidade, sendo conhecidas alguns apelidos de famílias conhecidas pelo seu êxito no ofício da medicina como os Abeacar, Navarra e Pinto, outros tinham no seu espaço físico outros homens de ciência em regime de dependência como Mestre João, Moisés e Eléazar: Outras localidades deviam o seu espaço de ciência à presença de um ou mais elementos da comunidade judaica, como, por exemplo, Portalegre, Montemor-o-Novo, Vila Viçosa, Campo Maior e Olivença. Todavia não podemos ignorar que a importância científica das populações do Alto Alentejo, está deveras ligadas aos movimentos de exílio da pressão da Inquisição Espanhola. De facto, o número de cirurgiões e de físicos foi de tal forma significativa que por carta régia de D. Afonso V se estabelecia ainda antes de meados do séc. XV que todos aqueles que exerciam os ofícios considerados deviam de ser novamente reexaminados sob pena de prisão ou outra a aplicar. Nesses contextos políticos – legislativos, foram muitos os cirurgiões e físicos, judeus muitos deles identificados um pouco mais tarde como cristãos-novos, que atravessaram a fronteira luso-espanhola, prestaram provas na Corte, como foram os casos de Moisés Vinho, morador em Badajoz e de Mestre Álvaro de Elvas, que tinha desde sempre exercido o seu ofício em terras castelhanas. Postado por Arlindo Sena. sábado, junho 06, 2009
Comemorações do Dia D - 65 anos depois


Notícias com História - Em França há poucas horas os líderes das principais potências ocidentais comemoraram o 65º Aniversário do Dia ou da Invasão da Normadia, cujos acontecimentos inciaram-se na madrugada do dia 6 de Junho de 1944, na Normandia, três divisões aerotransportadas são lançadas nas proximidades nos de Caen e de Carentan, iniciava-se a libertação da Europa dos aspirações das potências do Eixo. O desembarque de 6 de Junho de 1944 constitui a maior operação anfíbia de todos os tempos. Um primeiro escalão de 50.000 homens são agrupados numa imensa armada e conduzidos, uns por mar em grandes lanchas, outros por ar (planadores e pára-quedas em três divisões aerotransportadas) e dotados de material considerável (1500 blindados, 3000 canhões, 13.000 veículos). O desembarque foi protegido na retaguarda por uma frota de 500 navios de guerra (entre os quais seis couraçados, 23 cruzadores, 148 contratorpedeiros) e por uma força aérea também de 500 unidades. Para iludir as forças militares nazis acerca do verdadeiro local do desembarque, fazendo-os acreditar que o ataque principal se realizaria na costa de Pas-de-Calais, os estrategas aliados montaram uma operação de propaganda: o Plano Fortitude. Por fim, a infra-estrutura de Overlod é acompanhada de dois portos artificiais, rebocados através da Mancha e carregados na costa em Arromanches e Saint-Laurent-Sur-Mer, e ainda de um oleoduto submarino destinado a encaminhar o combustível da ilha de Wight para Port-en –Bessin. A operação – Inicia-se com o desembarque das tropas dos Estados Unidos, Britânicas e Canadenses, apoiados por uns 14.000 bombardeiros, que formaram um “escudo protector” sobre a frota e as tropas em terra. Ao fim da tarde, as tropas aliadas colocaram no campo de batalha cerca de 150.000 homens num raio aproximadamente de 15 Km. Antes porém já os aliados tinham previamente destroçado as vias de comunicação que podiam reforçar as forças alemãs. Nestas condições as forças do eixo revelaram-se impotentes na defesa das suas posições, perante uma força aérea, cerca de cinquenta vezes superior ao potencial nazi, que tornaram a “Baluarte do Atlântico” , que os estrategas do Reich consideravam impenetrável daí a negação de apoio às suas tropas nos primeiros dias do assalto dos aliados. Postado por Arlindo Sena .
sexta-feira, junho 05, 2009
Dormindo na Cama de Saddam Hussein

Notícias com História - Foi notícia nos meios académicos há poucos dias da criação de um museu, que será constituído por um vasto espólio de objectos pertencentes a Saddan Hussein. Segundo, a mesma informação, trata-se de um conjunto de móveis, estátuas, pinturas, documentos e ofertas de estado, que formarão esta insólita colecção que deverá ocupar um dos seus antigos luxuosos palácios. Mas segundo a mesma fonte, a lembrança da figura de Saddan Hussein como um
dos chefes mais carismáticos e violentos do século passado do Médio Oriente, não fica por esta iniciativa, uma vez que na cidade de Hillah, está sendo reabilitado um dos seus palácios mais sumptuosos que será convertido em hotel de luxo. O mesmo ainda em fase de acabamento, já publicitou que a oferta inaugural desta unidade hoteleira dirigida a jovens recém casados e que inclui a possibilidade de alojamento num dos aposentos do antigo ditador e de dormir na sua cama pelo valor de 170 Euros.
A suíte de Saddam Hussein inclui ainda enormes banheiros com mármore, peças recobertas com ouro e candelabros de cristal. O palácio, que se abre para o rio Eufrates, tem colunas romanas e representa o excesso dos tempos em que o ditador controlava o país com mão de ferro. Ocupado por tropas americanas durante a invasão americana, o palácio já está aberto a visitantes, que pagam uma pequena entrada para conhecer o edifício e até fazer piquenique nos jardins imperiais – na esperança, talvez, de ter acesso à tamareira que ali cresce e à qual somente o ditador tinha acesso passando pelo muro. Antes, qualquer um que entrasse sem permissão seria imediatamente fuzilado. Mesmo em obras, o palácio atrai mais de mil turistas ao dia. A reforma faz parte de uma intensiva campanha do governo iraquiano para atrair mais turistas.
Postado por Arlindo Sena.terça-feira, junho 02, 2009
A oitava feira medieval criada em Portugal

História local: - As feiras medievais portuguesas não só contribuíram para o desenvolvimento da economia nacional como foram determinantes para a melhoria das relações económicas e jurídicas. Vivia-se num período muito particular em que a “terra”” era o fundamento da riqueza da população de todo o Ocidente. A feira para além de ser um lugar de transacção económica era igualmente um lugar de encontro e nessa perspectiva, tornavam-se um lugar especial nas relações de sociabilidade. As notícias chegavam às vilas e cidades de Portugal, através dos mercadores e dos agricultores que se encontravam nestes espaços periódicos. As primeiras feiras, ocorreram quase ao mesmo tempo que se criava uma povoação, a primeira feira criada em Portugal coincidiu com a criação da aldeia de Vila Nova (mais tarde de Famalicão ?) , a documentação refere que D. Sancho I, ordenou ao dar foral aos povoadores da dita vila, que se fizesse feira ao domingo. Mas a 2º feira criada no Alentejo e 8º no Portugal Medieval ocorreu a 21 de Dezembro de 1262 quando por carta régia, concedeu aos moradores de Elvas a sua carta de feira[1] A mesma em meados do séc. XV já teria desaparecido, considerando o pedido dos procuradores do concelho às Cortes de Lisboa de 1455, que pedia autorização para a venda de panos, lãs e linhos, na sua feira semanal. Por outro lado, a mudança de uma feira, de anual para semanal só se verificava mediante a criação de uma nova ou seja não era uma prática comum a alteração ao modelo inicial. Em termos de características a Feira de Elvas seguia o modelo tipo da Feira da Covilhã e realizava-se durante quinze dias, garantia a segurança todos os que viessem comprar e vender, na ida e na volta e estabelecia o pagamento de portagem a todos os que viessem à feira vender as suas mercadorias[2]. Sobre a primeira feira medieval, pouco mais se encontra registado sobre a circulação de mercadorias e sobre o acontecimento propriamente dito, e isto porque as cartas régias que autorizam as feiras não especificam quais eram esses outros direitos e só se referem ao da portagem, é natural que fossem os mesmos que recaíam sobre todo o comércio. Sistematizando podemos dividir esses direitos em quatro grupos: 1- Os que incidiam sobre as transacções, como a dizima e a sisa. 2- Os que provinham do aluguer de lojas, da licença de venda ambulante. 3- Os que resultavam de penas pecuniárias pagas pela violência e desordem nos locais de feira e 4-Os que indiciam sobre a circulação de mercadorias, a peagem e a portagem. Durante os finais da Idade Média a Feira medieval floresceu, desenvolveu-se e projectou-se para o fora da primeira cerca de muralhas. Postado por Arlindo Sena.
segunda-feira, junho 01, 2009
O Asylo de Infância Desvalida de Elvas um exemplo da sociedade civil

por Arlindo Senasexta-feira, maio 29, 2009
O ensino profissional em Elvas uma opção com futuro.

Vamos à Escola – Foi mais edição do programa “Memórias de Elvas e outros registos”, produzido na Rádio de Elvas, no qual a nossa convidada foi a Drª Fátima Janarra, vice-presidente da Escola Secundária de Elvas e responsável pelos cursos profissionais. Na sua reflexão referiu que “ Os cursos profissionais incidem sobre o desenvolvimento de competências, visando uma boa inserção no mercado de trabalho. E nessa perspectiva lembrou que a conclusão de um curso profissional confere um diploma. Na continuidade da sua exposição lembrou que “ um curso profissional confere um diploma equivalente ao ensino secundário e um certificado de qualificação profissional de nível III que permite o ingresso nos Cursos de especialização Tecnológica (nível IV) e o acesso ao ensino superior”. Neste âmbito, há que ter em consideração que a Escola Secundária oferece os seguintes Cursos Profissionais Técnico de espaços verdes; Técnico de hotelaria e restauração; Técnico de apoio psicossocial; Técnico de instalações eléctricas e Técnico de energias renovadas. Ainda no âmbito da relação da oferta de cursos disponíveis pela Escola Secundária de Elvas, a nossa entrevista destacou a importância dos Cursos Tecnológicos, que devem ser “observados” numa dupla perspectiva: “ a inserção no mercado de trabalho, privilegiando os sectores carenciada e/ou emergentes e em que existe uma forte utilização das novas tecnologias de informação e o prosseguimento de estudos, com preferência para o ensino politécnico e os cursos pós-secundários de especialização tecnológica”. De realçar que a frequência deste tipo de ensino permite ao aluno a obtenção de competências numa determinada área profissional, adquirindo deste modo, uma qualificação profissional de nível III. Para saber mais esanchoii@mail.telepac.pt. Postado por Arlindo Sena
quinta-feira, maio 28, 2009
O Fado em Portugal

Actividade Formativa -: Fado, Da raiz latina Fatum, que significa destino, sina ... O Fado derivou de uma dança brasileira, o "Lundum", que foi Introduzida no Brasil pelos escravos trazidos de Angola e Guiné antes do séc. XVIII.
Em espaçoso terreiro
Gentes vi bailar mui bem
Mimoso E também Fado
Engraçado Tacora
Nas belas noites de Luas
Quando é lindo o Paquetá
(Poesias de Um Lisbonense, 1827)
Chegou a Lisboa nas gargantas de Marinheiros o que cantavam na proa dos barcos. Misturou-se com a voz do povo, nas ruas da cidade, como forma de expressar sentimentos ... Os primeiros registos do Fado como canção ou dança aparecem em meados do séc. XIX (por volta de 1842).
O Fado nasceu um dia
Em que o vento mal bulia
E o céu o mar prolongava
Na amurada de um veleiro
No peito de um marinheiro
Que estando triste cantava
(José Régio)
Sempre esteve associado às classes mais baixas da sociedade, nas tabernas era cantado, bordéis e ruelas de Lisboa, pelos bêbados, RUFIAS e desgraçados, Reflectindo o estado de espírito e Preocupações Desalento destas gentes, tristeza, ciúme e medo. Diz-se que uma Mãe do fado foi Maria Severa, prostituta e Cantadeira, filha de um cigano e de uma prostituta. Ficou imortalizada pelos seus casos amorosos e referenciada como dos primeiros nomes que cantaram o fado.
Chorai, Chorai fadistas
Que a Severa se finou
O gosto que o fado tinha
Tudo acabou com ela
(Alberto Pimentel)
Como eram poucos os espaços de divertimento da noite Lisboeta, atraídos pelo mistério e pelo pecado que uma Severa implantara, os membros da alta sociedade começam uma frequentar os bairros pobres, como Alfama, Mouraria, Bairro Alto ... (ONDE AINDA HOJE SE CANTA) e é dessa forma que o Fado de espalha por todas as classes, passando a ser apreciado. Chega até Coimbra, aos teatros e aos poetas, dando-se assim uma maior notoriedade um género musical este. Em meados do séc. XX, muitos amantes do Fados passam a fazer deste a sua profissão tornado-o autónomo, saindo da cidade onde nasceu e mais tarde do país, internacionalizando-se.Com o cinema, rádio, uma gravação em disco e mais tarde a televisão, O Fado chega a novos públicos sendo totalmente assimilado pelo Povo e na década de 50 surge aquela que ficaria para a História como a maior fadista de todos os tempos, Amália Rodrigues.
Vivia-se na ditadura, aos fadistas e instrumentistas era Exigida uma licença par tocar e cantar Fado e os poemas eram uma Sujeitos uma censura apertada. O Fado foi instrumento de divulgação de temas de raiz popular do universo da cidade de Lisboa, e de difusão da cultura portuguesa.
Almas vencidas
Noites perdidas
Sombras bizarras
Na Mouraria
RUFIAS Cantam
Choram guitarras
Amor ciume,
Cinzas e lume
Dor e pecado
Tudo isto existe
Tudo isto é triste
Tudo isto é fado
(Aníbal Nazaré)
Actualmente são muitos os novos nomes do Fado. Nos últimos dez anos o fado tem-se renovado. Não só se introduziram novos instrumentos como se inovou na forma de compor, Evoluiu e novamente tornou-se famoso em Portugal e no estrangeiro. Efectivamente, reconhecemo-nos no Fado. Evocamo-lo Imediatamente para identificar uma representação emblemática da nossa cultura. Herdeiro desta dimensão temporal, o Fado continua um construir-se no início do séc. XXI, é inegável que ao longo dos últimos anos Cinquenta o fado Crescente adquiriu uma visibilidade e uma presença marcante Portuguesa no conjunto da vida cultural. Tem vindo a romper Progressivamente todas as barreiras sócio-culturais a que estava sujeito Tradicionalmente, conquistou de uma vez por todas o Território da poesia erudita, é uma presença frequente na programação nas salas de espectáculos mais prestigiadas, dentro e fora do País, está em Pé de Igualdade com outros géneros poético-musicais, é hoje uma das correntes em maior afirmação No âmbito da chamada "World Music" internacional.
Tem Sido Levado bem longe até, pelas grandes salas de espectáculo, conquistando adeptos por todo o Mundo, esta música que melhor simboliza a alma do nosso país.
Eu canto um país sem fim
O mar, a terra, o meu fado
O meu fado
O meu fado
O meu fado
O meu fado
Perante A importância e sucesso do Fado não podemos deixar de ficar SURPREENDIDOS COM O pouco que se sabe acerca da sua origem, estando esta ainda a ser investigada. Uma resposta fácil que talvez será, Devido ao facto de estar ligado uma mitos fundadores, fantasias mais ou menos poéticas e à má vida, e poucos se interessam em saber a sua verdadeira história. Para saber mais consultar uma bibliografia seguinte: O Fado do Público-100 Anos do Fado; Comunicação Social SA; Lisboa, Portugal; 2004 NERY, RV; Para uma História do Fado; Público, Comunicação Social, SA; Lisboa, Portugal; 2004 Nova Enciclopédia Portuguesa-vol 10; Ediclube Coleccionáveis, Amadora, Portugal; 1996.GUINOT, M. et al; Um Século de Fado-Histórias do Fado; Ediclube Coleccionáveis, Amadora, Portugal, 1999. Postado por Soraya Branco, aluna da Escola Secundária D. Sancho II, Elvas, do 11 º ano de escolaridade 11 º F.
terça-feira, maio 26, 2009
A guerra na raia no Distrito de Portalegre até à época da Regeneração
