sábado, outubro 16, 2010

Linha de conteúdos : 2013/2014

Principais tópicos:





 características do totalitarismo estalinista na URSS

  • Ditadura burocrática do regime de partido único;
A completa eliminação de quaisquer formas de oposição;
. Maquiavélica perseguição aos adversários.
. Eliminação maquiavélica dos bolchevistas históricos.
. A deportação e os trabalhos forçados.( Gulag)
. Negava valores libertários como os direitos humano
. Fomento do culto do chefe e da violência. NKVD –perseguia, prendia e julgava

- culto à personalidade do(s) líder(es) do Partido e do Estado;
 -intensa presença de propaganda estatal e exacerbado nacionalismo;





  • centralização dos processos de tomada de decisão no núcleo dirigente do Partido;
  • burocratização do aparelho estatal; . A burocratização do estado e com base numa elite partidária. (enquadramento da juventude –pioneiros-Juventudes comunistas – obrigatoriamente sindicalizados no PC  -às eleições os candidatos propostos pelo sindicalismo = centralismo democrático). militarização da sociedade e dos quadros do Partido.
  • censura aos meios de comunicação e expressão;
  • perseguição das religiões e igrejas estabelecidas;
  • coletivização obrigatória dos meios de produção agrícola e industrial;


Explicar o processo de planificação na URSS.



-Maior rigor na planificação industrial:
1º plano (1928-1933) – prioridade na indústria pesada, quebra da iniciativa privada. Fomentou a construção de complexos hidroeléctricos, siderúrgicos e exploração de matérias-primas e alimentos. Recorreu a técnicos estrangeiros e tomou medidas coercivas para fixar operários e aumentar a produtividade.
2º plano (1933-1938) – Centrou-se na indústria ligeira, alimentar de forma a proporcionar melhor qualidade de vida das populações.
3º plano – visava o sector económico nas indústrias químicas ( foi interrompido durante a 2ª Guerra Mundial).
- Modo de concretização e o sucesso dos planos quinquenais:
- forte disciplina que passava à imposição dos trabalhos forçados.
- deportação em massa dos trabalhadores.
-apelo ao interesse pessoal através da instituição de prémios (glorificação pública).
- pela propaganda que instituía o culto a Estaline e do Estado Soviético).


O processo de coletivização e planificação na URSS:
De 1928/1953 – Estaline foi chefe incontestado da URSS , depois de se impor à ala esquerda liderada por  Trosky e ala direita, e empenhou-se na construção da sociedade socialista e na transformação da Rússia em potência mundial.
. 1928 – interrompeu o processo liberalizador do N.E.P. =. de forma a seguir a via do socialismo.
. procedendo à nacionalização de todos os sectores da economia ( de tal forma que em 1933 não havia propriedade privada na URSS). Considerava a coletivização rural imprescindível ao avanço da indústria porque libertava a mão-de-obra das fábricas e forneceria alimentos para os operários.
. A oposição dos Kulaks provocou a repressão em massa da população de que resultaram milhões de mortos e deportados para campos de trabalho forçado.
. O fim da propriedade privada, o Estado tornava-se o único detentor em representação dos trabalhadores e dirigida e subordinada a planos fixados pelo estado. 

A propriedade rural foi organizada segundo dois tipos apoiadas por grandes parques de máquinas, tendo em vista a mecanização da agricultura.
Kolkhozes: 
. grandes propriedades agrícolas colectivas  assegurado por camponeses da mesma região.
. regime cooperativo/  sob domínio da administração de um delegado
. uma parte da produção ficava para o Estado e a restante distribuída pelos trabalhadores.

Sovhhozes
. grandes propriedades dirigidas normalmente pelo Estado onde os trabalhadores têm um salário baixo e fixo.
. Lenine reforçou o centralismo político e Estaline reforçou o centralismo económico.

Consequências:

. A colectivização com o factor determinante do centralismo económico determinou a :
. apropriação da rede de distribuição do comércio e dos capitais.
. aumento do número de assalariados.
. Repressão em massa da população, provocando milhares de mortes e deportações.



A autarcia como modelo económico nos estados totalitários:

. O totalitarismo nasceu à medida em que se aprovam as condições económicas.
. destruídas pela guerra cresciam as promessas de soluções de todos os problemas.
. regimes totalitários determinam a auto-suficiência e a resolução dos problemas.
. ideal na autarcia patente no intervencionismo.

Itália:
-controlo da economia enquadrada em todas as actividades das corporações.
- eram exortados a um trabalho intenso como forma de conseguir altos níveis de produção.
- batalha do trigo visando altas taxas de produção deste cereal.
- as actividades comerciais e industriais passam também por um forte controlo do estado, já nos anos 30.
- lançamento de programas de industrialização e de controlo dos volumes de exportação e importação.
Resultados positivos: custa dos sacrifícios da população, impostos e sujeição rigorosa ao racionamento do consumo.


Alemanha:
-Procurou tornar a Alemanha independente dos empréstimos estrangeiros.
- resolver o problema de 6 milhões de desempregados.
-  grandes obras públicas ( auto-estradas) e vias de comunicação.
- desenvolvimento do sector automóvel, aeronáutico, químico, siderúrgico e da energia eléctrica.
- relevante no combate ao desemprego.
- relançamento da indústria militar e  reconstituição do exército e da força aérea.
Ideias fundamentais do ideal da autarcia:
·         Batalha de produção e grandes trabalhos.
·         Intervencionismo industrial.
·         Controlo alfandegário.


A necessidade de disciplinar as massas com a violência racista

A disciplina de massas :

. integração das crianças nas organizações juvenis.
. forma de fomentar a submissão ao estado.
. carácter militarista e nacionalista – Nação como valor sagrado e bem supremo.

O militarismo:


. incorporação de todos os alemães, numa só Pátria, Nação e um Chefe.
. alargamento do espaço vital
. exaltação a aventura – conflito e guerra.
. alargamento do seu espaço vital .
. anexação dos territórios perdidos no contexto de Tratado de Versalhes.

Estado policial:


. polícia política fundamental na repressão.
. estabelece a censura intelectual.
violência nazi:
– membros dos partidos de esquerda ou comunistas e sociais-democratas;
– sindicalistas;
– judeus;
– intelectuais e profissionais liberais ou escritores, médicos, funcionários e advogados.

Violência Racista:

. Luta entre raças pressupunha a superioridade cultural (raça ariana)=(altos,robustos,louros e olhos azuis)
. judeus causadores de todos os males.(1ºvaga de perseguições em 1933=lojas de judeus, funcionalismo público e profissões Liberais (2ª vaga de perseguições –leis de Nuremberga (1935) 3ªvaga(destruídas sinagogas e lojas judaicas.
. segregação em guetos (identificados pela estrela de David).
. eliminação física em campos de concentração ( extensiva aos ciganos= extermínio)
. extermínio preparado científico – Eugenismo = ( doenças mentais e físicos)= .promoção de casamento entre arianos = perseguições anti-semitas/ apuramento físico e mental da raça ariana.
Em Síntese: - Partido Nazi para conquistar o poder na Alemanha:
– dissolução do Reichstag (Parlamento) ou convocação de eleições;
– clima de terror ou repressão policial;
– incêndio do Reichstag para incriminar os comunistas;
– limitação e abolição da liberdade de expressão;
– perseguição e prisão de opositores de esquerda;

– desfiles e manifestações de força ou acções de propaganda.




As condições que favoreceram o desenvolvimento das opções totalitários:


. As condições políticas e económicas entre as duas guerras.
. A crise das democracias parlamentar, a agitação e o caos económico.
. O avanço das forças totalitárias na Alemanha e Itália


Características do totalitarismo:
. rejeição da teoria liberal de separação de poderes.
. partido único.
. o nacionalismo.

A ascensão do Fascismo e Nazismo:

Fascismo em Itália:


. Os efeitos desmoralizadores da guerra.
. As perdas humanas e materiais
. Gastos de guerra
. Consequências do Tratado de Versalhes
. Marcha sobre Roma em 1922
. Convocação e constituição de um governo por deliberação do rei Victor Manuel


O triunfo Nazi
. Situação de inflação e emissão de papel de moeda.
. Aumento de desemprego.
. Descontentamento das classes médias.
. A Grande Depressão.
. Através do triunfo por meio da via eleitoral.


Principais características dos estados totalitários:



. Os regimes nazi- fascistas rejeitam:


. o individualismo / os individuos tinham que estar submetidos ao Estado.
. o principio liberal da igualdade dos homens no nascimento. Defendem que determinadas raças nascem para comandar e outras para obedecer.
. o pluripartidarismos gera a divisões / põe em causa a coesão da Nação/Defesa do partido único.

. favorece o culto do chefe, providencial e guía e salvador da Nação.
. as doutrinas que assentam na luta de classes que enfraquece o corpo social.





Lição de 23.10.2013

A era da prosperidade norte americana e o Crasch de Wall Street 

. Livre de produção. – inovações técnicas, racionalização do trabalho, concentração de empresas= desemprego.
. Pelo progresso tecnológico. ( consumo desenfreado )
*. facilitação do crédito. (aquisição de electrodomésticos, automóveis e imóveis. Criou clima de euforia
* O endividamento da população americana era o recurso mais fácil para manter os elevados índices de consumo – levou ao consumo desenfreado.

Grande Depressão ( anos 30)

. Especulação bolsista.
Crasch  de Wall Street (24 de Outubro de 1919) -5ºFeira
. Falências bancárias
. Crise económica :
*Produção industrial atinge índices elevados, acumulação de excedentes. Super produção era uma  realidade  
Superprodução industrial.
. Acumulação de excedentes.
. Fábricas encerram provocando milhares de desempregados. Baixa da produção determina a queda das cotações da bolsa (queda das cotações)/ conduzindo os accionistas e os bancos à ruína.
. Descida da produção e preços  e aumento de desemprego -  (deflação) .
Falências na agricultura, na industria, nos transportes e em outros serviços.
*Produção agrícola dava sinais de superprodução, tornou-se uma actividade pouco compensadora, pela baixa de preços e queda de lucros dos grandes proprietários (destruía-se a produção e abate do gado – determina o desemprego e miséria.

A dimensão da crise de 1929. 

.Crise Social:
.Desemprego
.Reduções salariais
.Miséria e delinquência (famílias inteiras , vagueavam terra em terra. Nas pereferias nascem os bairros de lata  à medida que as famílias não cumprem o pagamento das rendas. Nas cidades, assistiu-se a um cenário   de miséria as filas da sopa dos pobres.
. Sem mercados e sem consumidores (aumento das taxas de importação de 26% para 50% nos EUA.)
. Descapitalização dos bancos e respectiva falência, seguindo-se os bancos dependentes dos seus financiamentos. A Europa entrou em dificuldades

.(Austria e Alemanha). os países que dependiam da exportação de matérias primas  e alimentos, deixaram de compradores, não só dos EUA como também da Europa.  
. Crise geral de desemprego
. Declínio do comercio mundial (face a políticas fortemente proteccionistas procuram a auto-suficiência determina a baixa das trocas comerciais) .


Lição de 22.10.2013

A arquitectura modernista


Estilo único com tipologia e modelos oficiais
(escolas, pontes, viadutos, estradas, etc).
Formas monumentais com pouca atenção à organização interior.
Procura a originalidade/ libertação em relação à decoração clássica e académica.
Despojamento decorativo).
Utilização do betão e uso de elementos estandartizadas (fruto de produção e construção em serie
Fachadas decoradas com linhas de arte decó.

Construções de referência

-Cristino da Silva – Praça do Areeiro –desenho, austero, monumental, protótipo do Estado Novo
-Casa O’Neill, Raul Lino, 1903- um estilo nacional, casa portuguesa.fundamentada em elementos recolhidos na arquitectura portuguesa.
-Casa de Serralves, p.249- f.162 – Marques de Silva, p.249- f.162. – luxuosa moradia onde se aplica a estética da Arte Deco., mas despojamento ornamental.

- Pardal Monteiro – Instituto Superior Técnico – essencialmente funcionalista na organização do espaço – é constituído por diversas corpos de massas cúbicas, distribuídas de forma clássica e monumentalidade
- Carlos Ramos – Instituto da Oncologia – influência de Gropius.
- Ventura da Terra – Obras da Condessa de Valmor- funcionalmente racionalista que seguiu as corrente do modernismo europeu.






Lição de 21.10.2013


2ºModernismo .

. Desenvolve-se em torno do núcleo de Coimbra
.Revista Presença (José Régio, Branquino Fonseca e João Gaspar Simões)
. Surge na linha crítica livre contra o academismo literário( da revista Orfeu).
. Defende o primado do particular sobre o colectivo.
.Organizam os seus debates em cafés, clubes e periódicos./António Ferro (Secretaria Nacional Propaganda) simpatia pelo movimento modernista.

Amadeo Souza Cardoso

- Caracterizou-se pela experimentação de Naturalismo, Expressionismo e o Cubo futurismo.
- A sua obra caracteriza pela representação de máscaras, naturezas mortas e paisagens.
-Máscara de olho verde - salienta-se o esquematismo da máscara primitiva e a violência das cores, aplicadas em manchas informes e empastadas – tendência expressionista. 

Almada Negreiros:
- Obra cubista, apresenta composição abstracta de esquemas geométricos

Eduardo Viana:
- Viaja e estuda pela Inglaterra, Holanda e Bélgica, deixa fascinar por Cézzanne cujas obras conhece e que determina as suas primeiras impressões pictóricas. Mas acaba também por sofrer influências do casal Delaunay que com quem instala-se em Vila de Conde.
- Pintor naturalista de cenas de costumes, mas cede seguiu o proto-cubismo cezarianno em termos de forma.
- “O Homem das louças e o Nú” – parece influenciada pelos volumes da obra de Cezzanne e pelas cores do Fauvismo com grandes pinceladas estruturantes e organizado num enquadramento cenográfico. A pujança da cor, que usa em contrastes vibrantes e luminosos, é de resto visível nos retratos, nus, paisagens ou natureza –mortas. 
- “Cozinha de Manhufe” – absorveu o sentido dos volumes e dos espaços, assim como a ritmicidade das linhas geométricas que caracterizam o cubismo. [ influência do abstraccionismo - Delaunay ]

- “O Castelo” todo o traçado é firme e esquemático. “As torres azuis, as árvores geometrizantes e as ondas parecem sólidas” 

Lição de 17.10.2013



Os diferentes momentos da pintura modernista entre 1911-1918


Linha de conteúdos:

Os inícios do séc.XX em Portugal  - produção artística e literária marcada pelo classicismo, nacionalista e naturalista.
. uma forte resistência à inovação e à liberdade de expressão  (naturalismo)
. reflectia o apego tradição (a paisagem na continuidade da cultura do séc.XIX e do gosto burguês
. as novas expressões literárias e artísticas pouco impacto junto do público: baixa excolarização, conservadorismo do meio urbano e marginalização da burguesia
.acesso limitado às polémicas filosóficas e estéticas da modernidade internacional.
.escassez de um público habituado ao consumo de bens culturais
. ausência de uma linha programática dominante.

- Os primeiros sinais na exposição livre de 1911, aí figuravam alguns bolseiros, que estudavam em Paris – humor, caricatura e ilustração.
- As primeiras décadas do séc. foram marcadas por novas experiências culturais que procuravam uma mudança nas formas de expressão artística.
- A revista Orfeu em 1915, sob orientação de Fernando Pessoa e Mário de Sá Carneiro, introduziram o Modernismo e o Futurismo em Portugal. Esta experiência literária contribuiu para que o futurismo literário tivesse uma existência mais plena do que na pintura.
- Esta obra, revela influências do texto do Manifesto dos pintores futuristas, publicado em Paris, tanto nas ideias como nas palavras.


1º Geração


- Destacam-se Amadeo Souza Cardoso, Santa Rita, Almada Negreiros, José Pacheko e Cristina Cruz, que regressam de Paris

Santa Rita Pintor:
- Afirmava-se futurista antes do Manifesto futurista de Marineti que de resto seguiu.
- Cabeça reflecte a tendência cubista, é um quadro inacabado, sem data, nem assinatura, de cores cinzentas – azulado e ocres, traços fortes, quase todos curvílineos

2ºModernismo .

. Desenvolve-se em torno do núcleo de Coimbra
.Revista Presença (José Régio, Branquino Fonseca e João Gaspar Simões)
. Surge na linha crítica livre contra o academismo literário( da revista Orfeu).
. Defende o primado do particular sobre o colectivo.
.Organizam os seus debates em cafés, clubes e periódicos./António Ferro (Secretaria Nacional Propaganda) simpatia pelo movimento modernista.

Amadeo Souza Cardoso

- Caracterizou-se pela experimentação de Naturalismo, Expressionismo e o Cubo futurismo.
- A sua obra caracteriza pela representação de máscaras, naturezas mortas e paisagens.
-Máscara de olho verde - salienta-se o esquematismo da máscara primitiva e a violência das cores, aplicadas em manchas informes e empastadas – tendência expressionista. 

Almada Negreiros:
- Obra cubista, apresenta composição abstracta de esquemas geométricos

Eduardo Viana:
- Viaja e estuda pela Inglaterra, Holanda e Bélgica, deixa fascinar por Cézzanne cujas obras conhece e que determina as suas primeiras impressões pictóricas. Mas acaba também por sofrer influências do casal Delaunay que com quem instala-se em Vila de Conde.
- Pintor naturalista de cenas de costumes, mas cede seguiu o proto-cubismo cezarianno em termos de forma.
- “O Homem das louças e o Nú” – parece influenciada pelos volumes da obra de Cezzanne e pelas cores do Fauvismo com grandes pinceladas estruturantes e organizado num enquadramento cenográfico. A pujança da cor, que usa em contrastes vibrantes e luminosos, é de resto visível nos retratos, nus, paisagens ou natureza –mortas. 
- “Cozinha de Manhufe” – absorveu o sentido dos volumes e dos espaços, assim como a ritmicidade das linhas geométricas que caracterizam o cubismo. [ influência do abstraccionismo - Delaunay ]
- “O Castelo” todo o traçado é firme e esquemático. “As torres azuis, as árvores geometrizantes e as ondas parecem sólidas” 



Lição de 16.10.2013


Instabilidade política e a falência da primeira República.
-Característica instabilidade política: parlamentar, presidencial e governamental. -Dezasseis anos, sete eleições gerais e quarenta e cinco governos. 
- predomínio do poder legislativo sobre o executivo segundo a constituição de 1911 . -divisão no seio dos partidos e a diversidade de opiniões que tornavam difíceis e obtenção de maiorias nos actos governamentais lutas partidárias; 
-influência do clientelismo político a corrupção. 
- Experiência da curta ditadura  do General de Pimenta de Castro (1915) afastada por golpe de Estado – fim de perseguição à Igreja e à Monarquia.  1917-Sidonismo –Sidónio Pais, apoiado pelos monárquicos, igreja e conservadores –verdadeiro herói popular, Sebastianismo, desfiles militares – repressão política e censura.  (terror sobre os adversários)
.funda – República Nova contra os políticos profissionais da República Velha.
 Falência da I República:
.República Velha : inflação, desvalorização da moeda, problemas económicas e sociais
. Descontentamento da classe média, proprietários rurais, capitalistas e a igreja.
. o temor das classes médias  do caos social, do bolchevismo e da proletarização que nos leva a desejar um governo forte, capaz de impor a ordem e a disciplina na sociedade
. a Igreja, monárquicos, nobres e alta burguesia estava desagradada com o carácter popular e social das reformas legislativas (entre elas, a lei da greve, lei reguladora do horário de trabalho, lei da separação entre a Igreja e o estado, obrigatoriedade do casamento e registo civil, lei do divórcio, registo do direito aos filhos…).
.A erosão do regime e o descontentamento da classe média, proprietários rurais, capitalistas e a igreja.

.Golpe de 28 de Maio de 1926 – Ditadura Militar 


Lição de 15.10.2015


.condições económicas que determinaram um quadro explosivo: (falta de bens, racionamento e especulação dos preços / série de dificuldades nas classes médias titulares que rendimentos fixos).
.surto grevista (ferroviários, telefonistas, pedreiros, trabalhadores rurais e anarco-sindicalistas).   
.várias razões (cerca de metade das greves deve-se a salários/motivos variados/horários).
.ameaça da revolução soviética no contexto sindicalista em Portugal.
. a opinião pública condenava o surto grevista( necessário estabilidade e acabar com a agitação social)
.Principais razões: . fraco desenvolvimento económico;
– falta de recursos financeiros;
– défice orçamental;
– desvalorização da moeda;
– fome e miséria;
– instabilidade social.


Lição de 14.10.2015


1.Dificuldade económicas:
- insuficiência produtiva = racionamento e os constantes aumentos de preços.
- desvalorização veio a agravar a inflação e o défict orçamental desde 1920
- sucessivos governos incapaz de travar o agravamento do deficit comercial.
- escassez moeda determinou a emissão de cédulas de papel ou cartão
2 . Situação da agricultura:
. agricultura não evidenciava grandes desenvolvimentos técnicos:
Norte –parcelamento da propriedade sem grandes investimentos;
Sul – solos pobres/predomínio da grande propriedade ;
Indústria – debilidade que caracterizava o sector de transportes. 
.O sector rodoviário – da época da regeneração
.Os portos de Lisboa e Leixões pouco adaptados às novidades de circulação marítima.
. Marinha mercante – incapaz de competir com as grandes frotas que dominavam o nosso tráfico .

Lição de 10.10.2013


Movimento Dada ou Dadaísmo

- Surgiu durante a Primeira Guerra Mundial. Alegadamente, a palavra Dada que significa “ cavalo de brinquedo” em francês, terá sido tirada ao acaso de um dicionário.
- Caracterizou-se como um movimento global que envolveu as artes plásticas, literatura, fotografia, cinema e música, que se opõe às vanguardas.
- Os dadaístas proclamavam que todas as crenças morais, políticas e estéticas, tinham sido destruídas pela guerra. Defendiam uma abordagem destrutiva, irreverente e libertadora da arte.
- O movimento DADA teve mais importância como reacção à sociedade burguesa de como criador de um estilo artístico.
- Os seus processos aparentemente destrutivos serviram para criar o caminho da arte, utilizando uma imaginação inventiva, inesgotável, com recurso ao absurdo e ao incongruente, valorizando todo o que era espontânea, primitiva e inconsciente e negado à razão.
- Em 1919 – publicaram o seu Manifesto – preconizava o retorno do artista ao estatuto de artesão e o seu anonimato na comunidade entre a arte e o mercado, a síntese de todas as artes na arquitectura e o estímulo individual no ensino da arte.
 Ready Much – Marcel Duchamp:
 - Consiste no deslocamento de um objecto da sua função e do seu local próprio para um contexto, puramente estético. Tratava-se de objectos de produção industrial que ele assinava como se os tivesse feito e que depois exibia em galerias.
 Merzibiler – Jean Arp:
 - Obra constituída por elementos dispares e causais, extraídos do quotidiano e reunidos numa tela sobre o qual o artista interveio na Cor. Arp , fez colagens em que colou o papel no sítio em que caía, por obra do acaso.
 -A fotografia, são caracterizadas por sombras e luzes esfumadas, efeitos irreais e fantasmagóricos quase sempre abstractos.
Rayographs (Fotografia of camera) – Ray Man
- Constrói um objecto artístico com base em objectos não identificados ( Máquina de costura mais um guarda chuva).
- Que são fotografias executadas sem a utilização da máquina fotográfica ou seja, pela sensibilização do papel fotográfico com a luz, através do contacto directo entre o papel sensível e os objectos e fotografias elaboradas.

Object Trove ( objecto encontrado):

- É um elemento tridimensional colocando sobre a tela e combinado por vezes, em colagens

- Combinação inédita, irónica e insólita de letras e imagens, colocando em prática os pressupostos dadaístas. 

Lição de 9.10.2013

As vanguardas artísticas na época contemporânea:


Abstraccionismo

Movimento não figurativo surgido na Alemanha em 1910
Vassily Kandisnky
. exalta o dinamismo aos seus quadros um ritmo quase musical, sendo a fase do abstraccionismo cromático.
.simplificação e sintetização da linguagem formal.
. Associa a forma abstracta a música como linguagem universal
. Abstracção da forma e da cor, tal como a música actuam directamente na alma.
. Outros utilizarão usar a cor associada à geometria (Neoplastiocismo) – Piet Mondrain
. Recurso a cores primárias e à introdução de linhas verticais e horizontais
. formando ângulos  rectos numa tentativa de demonstrar uma linguagem racional e universal da matemática possa responder à irracionalidade da guerra.
.O abstraccionismo impôs-se como uma nova estética universal, defende-se, que a obra de arte será tanto mais significativa quando maior for a sua autonomia em relação ao seu criador.

Futurismo

 - Nasceu em Itália, no âmbito da literatura e estendeu-se às artes plásticas, quando Filippo Marinetti lançou o Manifesto Futurista que combatia a ligação à tradição e fazia a exaltação da civilização Industrial. (Movimento da Máquina e Velocidade).
- Principais vultos:
Umberto Boccioni, Giacomo Balla, Carlo Carrá, Gino Severino e Ligi Russolo.

- Principais características fundamentais:
- Como movimento de rebelião activa e de afirmação das novas e modernas energias: - aproximavam-se em termos emocionais dos expressionistas e em termos visuais e plásticos dos cubistas.
- Introduziu algumas notas de tendência abstracta ( pela sobreposição de círculos e espirais e por outras formas geométricas).
- Os arabescos contorcidos as linhas circulares e amaranhadas, os espirais e as elipses, a geometrização dos planos em ângulo agudo. ( aboliu as rectas cubistas, especial a sugestão da luz).
- As cores contrastantes ( oscilando entre os vermelhos estridentes, os verdes intensos, os amarelos e laranjas vivos, em composições violentas e chocantes)
- Ideia de dinamismo e simultaneidade
Relativamente aos principais pintores destacamos:
- Umberto Boccioni – que introduziu na sua arte a ideia de dinamismo e simultaniedade.
- Carlo Carrá – plasticamente próximo do Cubista foi o primeiro a assumir a colagem como efeito plástico integral.
- Gino Severini- que utilizou sobreposições rítmicas sugeridas pelo cinema para alcançar o movimento e dinamismo.
-Giacomo Balla- introduziu o Futurismo marcado pela tendência abstractizante.


O Cubismo

Movimento artístico inspirado por George Braque e Pablo Picasso (1907)
Influências artísticas:
. O reconhecimento da importância da obra de Cézanne através do uso dos planos de cor.
. A arte Africana com as suas formas simplificadas

1ºFase Cézanniana (1907-1909)

. toda a pintura marcada pela geometrização das formas.
.com configurações angulosas e rostos e corpos distorcidos.
. os rostos semelhantes a máscaras como se observa nas Meninas de Avignon.

2º Fase Analítica ( 1910-1912)

. rejeita o ponto vista único e a ilusão da profundidade de um objecto.
. definida pela visão multifacetada do objecto.
. apresenta-se com formas quebradas ou explodidas
. destruição da perspectiva
3
3ºFase -Cubismo sintético

Formas simplificada
. Sobreposições
. Transferências de planos. 
Redução de planos e linhas puras. 
. Extraindo o que era acessório, inútil e decorativo


Revolução Cubista determinou:
. a destruição das leis da perspectiva.
. proporcionou meios de expressão a outras correntes : visão simultânea, futurismo.
. alargou os horizontes plásticos introduzindo neles materiais comuns de uso quotidiano 




Surrealismo 

– movimento de ideias que se estendeu a vários campos de actividade : literatura, artes plásticas, música, cinema e fotografia.
- trata-se de uma pintura que exibe modelos iconográficos renascentistas, apresenta constantemente citações de repertórios de arquitectura e arqueologia, e utiliza o óleo e a tela.
- Inicia-se em França em 1919 e expandiu-se pela Europa e América, levado pelos surrealistas europeus como André Breton, que no Manifesto do Surrealismo, utilizou pela primeira vez tal expressão em Paris em 1924.

- Contexto político e artístico:

- No ambiento e desapego e mal estar que se seguiu à Grande Guerra, experimentava-se de forma generalizada a necessidade de uma tábua rasa da linguagem e das formas plásticas, como acabamos mencionar.
- Objectivo dos surrealistas, mudar profundamente a concepção da vida e em suscitar uma nova sensibilidade do mundo.
- A forma de aplicação tinha como objecto a criação de uma arte automática o que significava que era oriunda directamente do inconsciente sem ser moldada pela razão ou julgamentos morais ou estéticos.
- Em termos conceptuais, o Surrealismo surgiu à semelhança do movimento Dada, como reacção à cultura e civilização ocidental e a tudo o que invocasse ou representasse, em particular o racionalismo e o convencionalismo.
- A estes valores opuseram-se outros como os da liberdade e da irracionalidade, através de obras que utilizaram, o sonho, a metáfora, o inverosímil e o insólito, contribuindo no seu entender para a elevação do espírito da matéria.
- Aplicou as normas e convenções, sistematizando a transgressão de modo repetido.
- Ponham em causa as verdades e convenções mais reconhecidas e aceites, rejeitando-as na sua essência. Opunham-se aos Naturalistas e Realistas, como estilos pictóricos burgueses que confundiam a verdade com os objectos e que tratavam tanto a vida como a arte como se fosse mobília velha: sólida, feia e cheia de pó.

[ As proporções dos objectos e o fundo pictórico são completamente irreais ]
- O inconsciente era primordial para os surrealistas. – “Escandalizar os espectadores”.
( estado semi- hipnótico, droga, fome ou sono transformado em relatos).
- Para os surrealistas o inconsciente era como que um armazém cheio de uma surpreendente criatividade artística até então reprimida.

Plasticamente, aproveitaram e utilizaram os ensinamentos dos técnicos do Dadaísmo:
- o desenho e a pintura automática e as técnicas de desenho clássico.
- a gradação da cor, associado à colagem
- decalcomania, o frottage e o dripping

Principais pintores: - automatsimo psíquico (fome, droga e álcool),
Salvador Dali, Joan Mirò e Marx Ernest – todos eles pesquisaram a surrealidade na arte, cada um à sua maneira todos querendo substituir “ o mundo exterior real pela realidade espiritual”. Salvador e Ernest, exploraram de um modo particular o imaginário. A pintura de Miro, por outro lado, continha formas biomórficas que podiam ser vírus ou pensamentos captados espaços psíquicos

Giorgio de Chirico – tentaram romper os processos de reflexão comandados pela consciência, por imaginários pictóricos perturbantes e angustiantes, criando quadros extremamente irreais mediante um estilo realista. De Chirico designou as suas obras, aparentemente dominadas por forças sobrenaturais de “pintura metafísica”.

As telas de Dali – procura afectar o observador a um nível emocional que se situa muito além da lógica e da visão racional do mundo.

LIção de 8.10.2013

As vanguardas artísticas na época contemporânea:

Fauvismo


- Nascido em França e baptizado em Paris ( 1905)
- Receberam o nome de Fauves ( selvagens) pintura realizada com base puras e estridentes, termo isto utilizado por Louis Vauxalles depreciativamente.
- Afirmam-se como movimento da renovação da pintura francesa, opondo-se ao impressionismo, construindo uma pintura nova.
- Utilizando com uma extraordinária liberdade, com cores complementares, como o amarelo, violeta e roxo, verde , azul , laranja, aplicando-se tanto nas figuras como nas paisagens, sem ter em conta a realidade.
- anti-convencionalismo
- A exaltação das cores que delimitam e definem as formas planificadas onde a ilusão da terceira dimensão.
- leva a rejeição da perspectiva e das técnicas de claro-escuro.
- a expressão é dada pelas linhas e pelas cores, onde se ressaltam os efeitos contrastes destas.
- pela pincelada directa e emotiva, pelo empastamento das tintas e como consequência , pela ausência de modelado.
-A temática não é relevante para os fauvistas e não tem qualquer conotação social, política ou outra.
- Asssim as deformações introduzidas foram concebidas para traduzir sensações de alegria e tristeza.
- Os Fauves tiveram influência de Van Gohg e Gaugin e os artistas principais principais deste movimento forma : Henri Matisse, André Derain e Maurice de V lamick.

Expressionismo

- Movimento artístico, nascido na 1ª década do séc.XX, na Alemanha como o grupo Die Bruchë (a ponte). Contemporâneo do Fauvismo.
- Este movimento entendia a arte como expressão do mundo interior do artista, admitindo, para tanto, até à deformação ou alteração das cores e formas dos objectos representadas.
- A sua produção consiste em cenas de rua e retratos, nos quais o artista tenta colocar em evidência o ser humano, como energia vital, dando-lhe ao mesmo tempo uma significação que o ultrapassa, mostrando com nitidez a terrível solidão do homem na cidade moderna.

Duas vanguardas:

Primeira: - como movimento da Ponte, fundado em Dresden ( 1905), caracterizada com cores violentas e figuras deformadas ( influenciadas pelas formas e cores de Van Gogh e Gauguin) , pinceladas com vigor, representando temas de crítica social. Formas reduzidas ao essencial, corpos distorcidos e espaços diluídos que ignoravam a perspectiva era outra das suas características.
- O principal animador do grupo da Ponte, era E.Kirchner , animado por uma crítica anti-burguesa e por um desejo de renovação da pintura.

Segunda –Cavaleiro da Ponte: - Assente em composições abstractas, fundado em 1911 em Munique.
Ex: Comparação entre a linguagem plástica com a musical (Willy Kandisky).
Ambos exploravam a destruição de sentimentos genuínos por uma sociedade que, segundo eles, necessitava de ser limpa e purificada. Frequentemente recorriam a desastres naturais e a referências bíblicas como o Apocalipse.
1 ª Década do século (1911) – outro movimento de cariz expressionista, O cavaleiro Azul, impulsionado por Wally Kandisky no qual esteve associado, Franz Marc, Augusto Make e Paul Klee.
- Ligados por atitudes comuns relativamente à arte, embora as suas obras não tenham características comuns: - dimensão lírica da cor, dimensão da forma e a reconquista da natureza.
                                                                   Franz Marc

- Utiliza o animal, sobretudo o cavalo, em perfeita simetria com o mundo, onde se liberta a cor de qualquer e constatação ou dependência naturalista.
                                                                  Wassily Kandisky

- Comparou a linguagem da música com a pintura e chegou à conclusão que esta poderia viver sem objecto.
- A composição é conseguida com as cores primárias, dividindo e difundindo, deliberadamente a forma da – pintura figurativa.

- distanciação da imitação da realidade, diluição gradual da forma.




ada a partir dos seus próprios componentes.


Lição de 7.10.2013


A crise de consciência europeia e o estudo do consciente :

. As novas descobertas nas ciências físicas e humanas operadas até ao final do séc. XIX. (procura da objectividade, experimentação das hipóteses, das leis e dos aspectos quantitativos característicos da metodologia das ciências experimentais).
. O conceito de espaço e de tempo segundo Einstein não eram grandezas absolutas mas sim relativas dependente uma da outra). Questionava-se a verdade absoluta  ou seja existiam áreas em que o conhecimento em que a certeza era impossível.
.A noção de incerteza permitiu a afirmação do relativismo.
.A subjectividade dos conhecimentos.
 A descoberta do inconsciente:
.A importância do inconsciente no comportamento humano e dos impulsos do inconsciente escondidos na profundidade da mente.
.A psicanálise , a análise dos sonhos e pensamentos  através da associação livre feita pelo paciente à hipnose
.Estudo o inconsciente como forma de identificar os recalcamentos. Freud pretendia não só investigar os processos mentais e emocionais que estavam na base dessas perturbações, mas também procurou trazer à consciência esses procedimentos libertando o paciente dos seus complexos.
. A concepção psicanalítica teve impacto na cultura, especialmente na arte, na religião, na literatura e nos comportamentos.    

Lição de 2.10.2013


A transformação da vida urbana e os novas formas de sociabilidade.

. As cidades como pólo urbano. (a crescente concentração urbana, indústria e comércio – de uma população rural  = nasciam as grandes metrópeles)
. As novas estruturas urbanas e os sistemas de transporte e segurança. (novas praças, amplia-se a rede de transportes, surgem espaços de lazer e desenvolvem-se serviços públicos)
. O desenraizamento social (mobilidade do campo/cidade), a massificação e o anonimato. ( massificação, anonimato, superficialidade) =PROBLEMAS MARGINALIDADE e anomia social (falta de respeito pelas normas sociais).
.hábitos de consumo e por um profundo individualismo. 

. O trabalho como fundamento da aquisição de formas materiais. (tendem a vincular cada vez o operário aos processos produtivos = homem escravo do trabalho e dos valores materiais). As novas formas de sociabilidade:

Novos comportamentos
. Desporsonilização de comportamentos.
. Estandartização de modos de vida (pautadas pela rotina profissional)
. Vida intensa e frenética (velocidade e vida nocturna)
. Valorização da cultura e do Lazer ( novos espaços ,Cafés,bares, clubes nocturnos, esplanadas…)


Alterações de comportamento (crise dos valores tradicionais).-

 Novos comportamentos:

.Corte com as convenções
.Moda - cabelo à garçon, saias travadas.
.Lazer- fumo, bebe, prática desportiva.
.gosto pela velocidade e pela viagem

Laicização da sociedade:

Alterações no casamento: . tornou-se menos estável; o divórcio foi regulamentado; o casamento cedeu ao casamento estruturado com base em sentimentos entre duas pessoas de sexo diferente; os comportamentos sexuais e demográficos mudaram alteraram-se mediante a dissociação da sexualidade da função da reprodução, o que a par do investimento crescente nos filhos fez emergir o controlo de natalidade, facilitado pela maior divulgação de práticas contraceptivas.  

Lição de 30.09.2013


As dificuldades económicas do impacto do socialismo revolucionário.

O fim da 1ª Guerra favoreceu o triunfo sobre as democracias liberais , mas no período entre 1920-1930, evidenciava sinais de crise. ( as necessidades financeiras dos estados europeus, os governos procederam ao aumento de massa monetária = o que traduziu na desvalorização da moeda e na consequente subida de preços. Acentuava-se a o endividamento  da Europa relativamente aos empréstimos norte-americanos. 
. Classes médias, urbanas, dependentes dos salários ou de outros rendimentos fixos. Muitos assalariados devido ao empobrecimento identificava-se com o proletariado.
. Afectadas pela inflação
. Centenas de milhares de agricultores foram à ruína.
.Operariado urbano e rural estava mergulhado na miséria face ao desemprego sempre em crescimento.
.Papel da Internacional:

. aproveita o ambiente catastrófico do pós-guerra.
.sindicalismo denuncia o mal do capitalismo.
. promove a união da classe operárias internacional. ( ao mesmo tempo protegia o regime URSS)
.Kominterm coordenada os Partidos comunistas no Ocidente (PSD – tendência reformista, revisionista e anarquista)
- A emergência do autoritarismo como resposta ao impacto do socialismo revolucionário.
.Avanço do bolchevismo e avanço do movimento revolucionário no Ocidente.( surto grevista na
.A fragilidade do regime parlamentar nas democracias liberais.


Lição de 26.09.2013


O Centralismo Democrático 


.Base –Sovietes – originalmente são os operários  das únicas áreas industriais: Moscovo e São Petersburgo = Após a Rev. de Outubro (incluíam os soldados e os trabalhadores rurais)
.Estabelecimento do comunismo de guerra. (p.35 C)
-Centralismo democrático – o estado e o partido confundem-se. 
.censura à imprensa /estado  autoritário o  – partido único/ ditadura do proletariado..
. democracia dos sovietes.( 1922) – U.R.S.S../consiste na centralização do poder político por via democrático/democracia dos pobres ao contrário do pluralismo democrático

A Nova Política Económica 


. vitória do exército vermelho. 
(N.E.P. 1921-1927) – programa económico para repor níveis de produtividade. 

. resolução da crise económica (face ao colapso económico produção ao nível de 1913/produção dos cereias para metade ). (Lenine desvia-se do modelo soviético e introduz  prática capitalistas – (nacionalização dos meios de produção e o comunismo de guerra , determinou a fome e a miséria) 

. intervenção nos vários sectores económicos (agricultura –mercado)  e indústria)   com alguma liberdade.(recurso temporário à coexistência com o sector privado) –capitais estrangeiros, matéria prima, máquinas)

. tendência capitalista sob o controlo do estado para assegurar a revolução.

.O N.E.P., permita que os camponeses vendessem os seus produtos no mercado livre – permitiu a restabelecimento da produção que permitiu dealbar a crise da URSS - 1924




Lição de 25.09.2013

O Processo de concretização da ditadura do Proletariado.

-Medidas imediatas da Revolução de Outubro de 1917.
. convidava os povos beligerante à negociação.( decreto de paz) entrega da Polónia, Ucrânia e Finlândia).
. nacionalização progressiva dos meios de produção (decretos da terra). (terras nacionalizadas e entregue aos camponeses e as  fábricas são tomadas pelos trabalhadores.

.liberdade das nacionalidades ( decretos das nacionalidades). – estatuto de igualdade e direito à autodeterminação).

-A conjuntura económica agravada
. agitação social. descontentamento face à apropriação dos meios de produção. (resistência dos proprietários e empresários às expropriações).
.Lenine para evitar a perda da revolução torna o partido bolchevique em comunista e decreta a ditadura do proletariado – período de governo forte, centralizado e repressivo. 
.Unidade das classes possedentes para derrubar proclamação do comunismo de guerra-
.Clima de guerra civil. (1918-1920. Os brancos = (igreja ortodoxa+burguesia+potências estrangeiras (Inglaterra,França,Estados Unidos e Japão) .Os vermelhos = bolcheviques/ vermelhos - vencedores do conflito.

Período do comunismo de guerra, estado centralizado e autoritário e apoiado por mecanismos repressivos :(avanço sobre a cidade e assassinato do czar e família real) . período de Terror  -execuções sumárias, campos de concentração, censura  (tcheca 1917 ). 

Lição de 24.09.2013


A conjuntura das Revoluções de Fevereiro e Outubro de 1917.

-Condições para a mudança de regime:  - situação favorável à difusão de sentimentos de -contestação e revolta.(miséria dos camponeses, atraso económico , oposição dos partidos constitucional-democrata, socialista revolucionário e social democrata):
- governo autocrático dos Czar e as consequências da I Guerra Mundial. 
- Desejo de reformas económicas e políticas-greves do operariado, manifestações das mulheres e dos sovietes -fracassos militar 1º guerra.


Revolução de Fevereiro de 1917

. os greves e os motins generalizam-se por toda o país.
. o operariado segue a corrente socialista
. a burguesia liberal triunfa na revolução e o czar entrega o poder.(incapaz de resolver a agitação social – a questão da guerra )
.Queda do governo provisório

Revolução de Outubro de 1917

. retirada da guerra. (paz imediata )-Março de 1918

. movimento socialismo russo intensifica a propaganda contra o poder burguês.

(queda do governo provisório)

.  sovietes e os soldados lideram o processo revolucionário.

. movimento de contestação e agitação social.

. defesa da revolução para conduzir o operariado ao poder.

. objectivo a ditadura do proletariado :- fundamental para a construção do comunismo.





Lição de 23.09.2013




Ascensão dos Estados Unidos e a interpendência económica com a Europa.


.Perdas demográficas mínimas (afastado do palco de guerra). 

. Ausência de destruição no seu território.

-Elevados empréstimos à Europa

. Possui metade dos stocks do ouro mundial. ( uma moeda forte o dólar que acabará por destronar a libra). 

.Progressos técnicos :  taylorismo e concentração das empresa . (Introduziu a linha de montagem na fábrica de acordo com o os princípios Tayloristas: em que a redução do tempo de um produto reflectia-se no seu preço que se tornava cada mais acessível)

. Intensifica o seu desenvolvimento comercial e industrial. ( porque têm um vasto mercado a sua disposição, capaz de absorver a sua produção -  durante a guerra forneceram matérias-primas, alimentos e armas  …..agora têm um excelente mercado a sua disposição).

. Prosperidade económica favoreceu o  consumo na Europa e nos Estados Unidos a partir de meados da década de 20. (rentabilização dos capitais investidos como forma de pagamento).



Síntese: em termos económicos, as consequências da guerra foram devastadoras para o velho continente, principal palco dos conflitos bélicos. As enormes perdas humanas e materiais tornaram a Europa dependente dos Estados Unidos que, passando a contar com amplo mercado consumidor que juntam ao seu já forte mercado interno, vivem, nos anos 20, tempos de grande prosperidade económica. 



Lição de 19.09.2013

As consequências da I Guerra Mundial na economia Internacional:                          

 Na Europa:

- Europa em ruínas; todo o sector produtivo atingido, solos agrícolas devastados, casas fábricas, minas destruídas tal com as vias de comunicação.
- Elevadas perdas demográficas. Mortos e estropiados de guerra, envelhecimento da mão-de-obra e predominância da mão de obra-feminina, factores que limitavam a recuperação da economia.

.Baixa produção:

.A moeda dos estados não correspondia não correspondia ao valor da moeda em circulação (Inflação).
. Agravação da inflação após a I Guerra Mundial.  
.Debilidade do sector produtivo foi atingida:  determinou o racionamento dos bens essenciais.
. os preços galoparam-se  tornam-se incomportáveis com a classe média  que depende dos rendimentos fixos.


 .Balança comercial deficitária.
. falta de equilíbrio orçamental determina novos empréstimos = endividamento.
. perda a sua a hegemonia industrial, comercial e financeira dependente dos EUA.
.Busca de estabilidade monetária ( convertibilidade em moeda de ouro –Libra em 1925).
As 

Lição de 18.09.2013


Os Objetivos da Sociedade das Nações e o insucesso da sua acção.

Principais objetivos 
. SDN - Instituição centrada na organização geral das Nações.
. Assegurar as garantias mútuas de independência política e integridade territorial tanto dos pequenos como dos grandes estados .
.Desenvolver a cooperação entre as nações e a segurança.
. Criação de órgão de arbitragem judicial o Tribunal Permanente de Justiça Internacional .
.Salvaguardar a paz segundo as regras do Direito Internacional  .
Condições de insucesso:
. A paz não significou igualdade entre os seus membros
. Entre os seus vencedores - o descontentamento de alguns estados vencedores com os acordos de paz e o incumprimento das promessas.
. Insatisfação de vários estados relativamente às reparações de guerra. 
. Questão das minorias não foi considerada/dificuldade na aplicação do princípio das nacionalidades .
.A falta de adesão da URSS.
.As decisões e a arbitragem do Tribunal de Justiça Internacional não tinha um carácter obrigatório e a exigência a unanimidade nas decisões.
. Falta de apoio dos Estados Unidos
.Descrédito determina o seu desaparecimento em 1939 com a eclosão da 2ªGuerra Mundial

Lição de 17.09.2013

Os catorze pontos do discurso de Thomas Woodrow Wilson:

1. defesa de acordos públicos fim da diplomacia secreta; 2.liberdade dos mares; 3.eliminação de barreiras económicas entre nações; 4.limitação dos armamentos nacionais ao nível mínimo da segurança; 5.ajuste imparcial das pretensões coloniais; 6.evacuação dos exércitos estrangeiros que ocupavam a Rússia;7. restauração da independência da Bélgica; 8 e 9.restituição da Alsácia e de Lorena à França, o reajustamento das fronteiras italianas; 10.o desenvolvimento autónomo da Aústria - Hungria; 11.restauração da Roménia da Sérvia e Montenegro com acesso ao mar pela a Sérvia; 12.desenvolvimento autónomo para os povos da Turquia, sendo os estreitos “abertos permanentemente”; 13.a defesa da Polónia Independente e a 14.criação da Liga das Nações.

Em síntese : W. Wilson pretendia um paz ideal, baseada no direito dos povos a disporem de si mesmos e numa organização política mundial: a Sociedade de Nações. Esta decisão exprimia um desejo antigo da comunidade internacional no sentido de estabelecer uma instituição supranacional capaz de regular as relações entre estados e tendo como objectivos impedir a guerra, garantir a cooperação pacífica entre estados e assegurar o primado do direito internacional.

 A assinatura do armistício em 11 de Novembro de 1918, terminava o primeiro grande conflito à escala mundial e ficava aberto o caminho para os países vencedores iniciarem o processo de reordenamento do espaço europeu e do Médio Oriente e do estabelecimento de uma nova ordem internacional capaz de garantir a convivência pacífica entre povos.

O tratado de Versalhes   e a nova geografia da Europa e do Médio Oriente:
Assinado em 28 de Junho de 1919:
. Determinou novas fronteiras nos espaços ocupados pelos velhos impérios autocráticos.
. Império Russo : [ retirou-se do conflito, perdeu alguns territórios para a nova Polónia e para a Ucrânia   e perdeu influência estratégica sobre a Finlândia e assistindo à emancipação da Letónia, Estónia e Lituânia  ].
. Império Austro- Húngaro: [ determinou o aparecimento de novos estados : Áustria, Hungria e Checoslováquia].
. Império Alemão [Abandonou os territórios que passaram a integrar a Polónia e perdeu definitivamente a região da Alsácia e Lorena entregue à França, outros territórios foram incorporados em outros estados europeus].Além disso como responsável moral pelo desencadeamento da guerra, entre outras medidas estava sujeita ao pagamento de reparações de guerra, perdeu a sua capacidade militar tendo ficado desprovida da sua artilharia pesada e carros de assalto, redução do seu efectivo militar a 100.000 homens, acabava com o serviço obrigatório. Império Otomano, herdeiro do antigo Império Romano do Oriente fica confinada a Turquia. Síria e o Líbano  tornam-se protectorados da França, a Transjordânia, a Palestina e o Egipto sobre tutela britânica e na Península Arábica forma-se o reino da Árabia Saudita. Os novos estados da Europa do Sul e do Leste, converteram-se em repúblicas parlamentares assentes em democracias parlamentares.

Síntese: O fim da 1ºGuerra Mundial provocou grandes alterações no mapa político da Europa. Derrotados, os impérios autocráticos foram desmembrados pela diplomacia em Versalhes e deram lugar a novos estados que, na sua maioria se converteram em repúblicas parlamentares, segundo o princípio das nacionalidades.  
     


6.A Época da Modernidade - A Nobreza de Sangue durante o Antigo Regime em Elvas

Brasão de Armas dos Mata Sousa Coutinho

Brasão de Armas dos Vasconcelhos

Brasão dos Mata Coronel


A modernidade marcou uma nova era na sociedade elvense cujo modelo aristocrático segundo a estruturação do Antigo Regime, tornou-se visível durante o século XVII como resultante da importância de uma aristocracia de Corte, uma fidalguia que se radica na cidade e na mesma se identifica claramente alguns dos protagonistas das Linhas de Elvas. Na verdade o Alentejo era um dos principais teatros de guerra terrestre, favorecendo a aristocracia das armas. Trata-se de uma Nobreza de sangue com exclusão de alguma fidalgos originárias do Terceiro estado, como são, os casos dos Mendes e os Mata, de uma ascensão à margem dos códigos de honra da Nobreza de Portugal e que se afirmam ao longo da época Moderna , com base no seu poder económico. Mas foi sem dúvida a vida política e militar, que favoreceu a presença de aristocracia de armas, Luís Mendes de Vasconcelos, o primeiro, Conde Catanhede cobriu-se de prestígio durante o Cerco e Batalha de linhas de Elvas, mas tratava-se de um membro grupo nobiliárquico associada à corte por via dos negócios e que acabou por ter uma rápida ascensão política na vida política -administrativa por volta de 1661 quando se torna no Vedor da Fazenda do Reino. Era também a afirmação da família Menezes, titulada e cujo prestígio estava associado à presença de vários dos seus membros na vida política e institucional do Império Português, antes e depois das Linhas de Elvas, com funções por nomeação régia para funções tão variadas e específicas, como de capitães a Governadores Ultramarinos entre elas destaca-se o cargo de Vice-Rei nos confins do Império e que viu o seu património fundiário ampliar-se nos concelhos de Elvas e Alandroal nomeadamente na época contemporânea. De resto o Conde Catanhede chega ao comando supremo do exército do Alentejo ns anos decisivos da guerra face ao seu desempenho e experiência de político e gestor financeiro, capaz de organizar os meios maturais e humanos. Os Vasconcellos, que se cruzaram com os Azevedo, enquanto residentes na cidade elvense e que em períodos fundamentais para a manutenção da soberania nacional nos campos da planície, desempenharam cargos de âmbito regional, foi sem dúvida o caso de D. João Mendes de Vasconcellos, governador Militar do Alentejo quando a defesa do espaço regional se confundia com a nação em armas. A sua visão sobre a motivação das milícias na chamada guerra guerreada que tinha como objectivo o cerco temporário e o aprovisionamento das reservas alimentares, centrava-se na cobiça e na pilhagem que os soldados voluntárias podiam obter nessas acções que não tinham como objectivo a conquista do espaço. Mas no seio de uma nobreza cavalaria, distinguia-se uma mão cheia de fidalgos da Nobreza de sangue que ocuparam o cargo mais cobiçado pela fidalguia doe armas já referida em temas anteriores. Todavia, neste período que Elvas viu nascer num berço de cristãos novos, uma das mais prestigiadas famílias de Portugal os Sousa Coutinho, que na sua essência trata-se de Manuel Gomes rico mercador, que ascende a burguesia mercantil e que rapidamente entre nos circuitos comerciais dos dois Impérios Ibéricos e nessa condição o judeu elvense, relaciona-se comercialmente com as coroas ibéricas, domina a rota das especiarias e torna-se o fornecedor das especiarias e do bacalhau da Terra Nova, aos Medina del Campo que se tornam distribuidores dos produtos do velho Manuel Gomes. A União Ibérica, trouxe-lhe a honra e a fidalguia e o seu filho chega a condição de Nobre, juntando o nome de nascimento, Luís Gomes, a designação Mata Coronel. O apelido Mata, advém da compra da Quinta da Mata e Coronel, é simplesmente o título de Nobreza concedido por Filipe II. Luís Gomes mantêm os negócios do seu pai, mas agora é um banqueiro de solar e uma personalidade a quem o Tesouro Régio recorre e em 1598, adquiriu a Posta Postal pela quantia de 70.000 cruzados, tornando-se o 4º Correio Mor da História dos Correios de Portugal. Função esta que é acaba por contribuir para o enobrecimento ao mais alto nível de tal forma que a sua filha por matrimónio entre na família Sousa Coutinho e Duarte Sousa da Mata em 1679 é a chave da unidade das duas famílias de tal modo que os Correios de Portugal mantiveram-se na posse de família Elvense até 1797 ou seja durante 172 a Pasta Postal e nomeadamente a “Correspondência da Carreira da Índia” e ”Posta Privada da Coroa”, foi um monopólio de uma família originária de Elvas até ao seu regresso à Coroa. (Continua).                 

terça-feira, outubro 12, 2010

segunda-feira, outubro 04, 2010

A experiência republicana na cidade de Elvas - 1860-1926


Os principais vultos da I República na Cidade de Elvas


António Torres de Carvalho


Júlio de Alcântara Botelho

                                                                    José Barroso
Tenente Coronel Miguel Santos
Dr. João Camoesas
Dra. Adelaide Cabede

               O debate político no burgo elvense em meados do século XIX estava praticamente determinado pelos círculos eleitorais, nomeadamente durante os ciclos eleitorais independentemente se o acto eleitoral tinha como finalidade a eleição do deputado distrital ou da vereação local. Era aliás, durante esses períodos eleitorais que os partidos locais surgiam alguns deles praticamente em função do acto eleitoral e como partido organizado durante o período da monarquia constitucional, era sem dúvida o Progressista que estava minimamente organizado e que de resto foi fundamental para as suas frequentes vitórias eleitorais na vida local durante o último quartel de novecentos.Na verdade, já em meados do século os Progressistas em Elvas distinguiam-se dos restantes núcleos que existiam no Distrito de Portalegre onde os Regeneradores eram a principal força partidária, numa época em que as organizações partidárias estavam longe de se caracterizar como partidos de militantes e os seus êxitos eleitorais dependiam sobretudo dos figuras mais influentes da localidade . O Regeneradores do ponto vista político, defensores da propriedade privada, da ordem e do progresso, contavam com alguns distintos membros da aristocracia local no seu seio, mas o seu carácter centralista não era apreciado pelos elvenses que se reviam no Partido Progressista, defensor da descentralização e de certos princípios apreciados pela elite local como o alargamento do corpo eleitoral e das reformas na instrução pública e na boa organização financeira e contabilística do estado, estas ideias estavam subjacentes na elite intelectual local, que através das folhas periódicas, explicavam a importância e o alcance de tais ideias na modernização do País. Mas de ponto vista operacional o modo de actuação não era muito distinto da forma de actuação dos Progressistas, aliás na transição para o século XX, o partido tinha-se tornado um verdadeiro feudo da família Nunes da Silva, como se comprova, na denúncia velada na edição nº33 de 1866: “Os agrupamentos políticos em Elvas, que não regulam pelo número de sujeitos que se podem permitir a honra de receber em sua casa meia dúzia de parentes e amigos, arvorando-se logo ali chefe de uma facção”.Na verdade a política partidária na cidade centrava-se não na luta política propriamente dita mas na luta pela liderança do partido a nível local, tornaram-se célebres as lutas entre Eusébio Nunes da Silva e o Dr. João Henriques Tierno, atacando-se mutuamente na imprensa periódica. De facto, o partido inicia a última década do século profundamente dividido, O Correio Elvense, fundado em 1889, pelo Dr. Tierno, era outra voz do Partido Progressista e um adversário do Progresso de Elvas, a referência da palavra dos Progressistas desde 1886. Esta data cronológica, marcou o auge dessa divisão dos progressistas elvenses como testemunhou o Prof. Doutor Frederico Laranjo, o líder regional e um dos poucos políticos do distrito que cultivava a aproximação à classe política local, como se comprova na citação de António Ventura, referente à edição nº309 do Distrito de Portalegre em, quando se lê “Quando o Partido Progressista subiu ao poder em 1886, pediu o Sr. Eusébio Nunes que fosse governo civil de Portalegre o Sr. Dr. Tierno, se não o quisesse ser o Sr. Conselheiro Temudo; para si queria o sr. Eusébio o lugar de administrador substituto do concelho de Elvas. Opôs-se o Dr. Tierno e o seu grupo à pretensão do Sr. Eusébio, e devidamente autorizado, ofereci eu ao Sr. Dr. Tierno que fosse um dos candidatos governamentais pelo círculo de Portalegre, deixando ao mesmo tempo satisfazer a pequena pretensão que seu cunhado tinha; o Sr. Dr. Tierno recusou a candidatura, continuou a opor-se à nomeação do Sr. Eusébio para administrador substituto do concelho, e eu cruzei os braços nas questões de Elvas, esperando por ocasião que fosse ou me parecesse mais própria para conciliações. Vagando no ano passado o governo civil de Portalegre, e tendo de proceder-se a eleições de deputados, propus, como meio de conciliação entre os Srs. Eusébio e Tierno, que fosse governador civil e aquele deputado; recusando o Sr. Dr. Tierno ser governador civil, propus que ambos fossem deputados, e o público sabe que nesse mesmo periódico recomendei sem preferência estas duas candidaturas e que trabalhei põe elas igualmente” . O certo é que o Partido Regenerador nunca se afirmou como alternativa aos Progressistas apesar do prestígio do Juiz de Direito Manuel Joaquim da Matta, mas apesar de tudo a divisão existente no seu seio progressista jamais se reflectiu nas urnas, onde os irmãos Nunes da Silva, obtinham a votação necessária para ganhar a Câmara. Aliás, nas legislativas de 1890, temia-se um resultado negativo em Elvas, nas eleições legislativas face a esta luta de facções no interior do partido, o candidato Carlos Lobo de Ávila que na legislatura anterior tinha sido deputado pelo Funchal, acabou por ser cilindrado pelo candidato Regenerador em quase todo o distrito mas em Elvas triunfou contra todas as expectativas da opinião público.Todavia as primeiras ideias republicanas manifestaram-se na cidade de Elvas, de forma significativa e consistente a partir, da segunda metade do séc. XIX embora sem qualquer efeito numa cidade monárquica e leal ao rei. Sendo em parte o resultado de um conjunto de uma elite intelectual que se serviu de forma estratégica da imprensa que então constituía uma novidade no burgo elvense, mas os seus objectivos políticos bem cedo se foram definindo. De facto, na década de sessenta ainda as folhas periódicas de Elvas, davam os primeiros passos, surgiam à luz do dia periódicos como a primeira folha republicana, a Democracia Pacífica (1866), que se torna através da palavra escrita , numa voz incómoda , pela forma ofensiva e radical com que analisava a monarquia e os partidos políticos que a apoiavam . A Democracia (1869), que resultava da cisão de alguns elementos fundamentais que constituíam a folha republicana anteriormente citada, mas que continuava de forma mais moderada a denunciar o regime monárquico como a causadora de todos os males nacionais. Mas os poucos republicanos da cidade, não estavam sós e se a imprensa monárquica só se torna eficaz na década de oitenta, através das reflexões e mensagens políticas, o certo é que nos clubes, os militares e um pequeno grupo emergente de proprietários agrícolas, tratavam de pôr em causa as afirmações das folhas monárquicas, nos debates nocturnos nos clubes e nas casernas militares, procurando esclarecer os seus leitores como se comprova nas seguintes afirmação sobre o conceito de propriedade: “ ... É desvirtuado e caluniado com tanta insistência o sistema republicano pelos parasitas que vegetam à sombra da instituição monárquica .... A república aceita em princípio o direito de propriedade . repelir esse direito , fora proscrever a civilização , proclamar a selvajaria . A propriedade é um mal que produz bens imensos ou bens sujeitos a originar profundos males. Obviar quanto possível os males (....) ". Porém na década de 1860, os primeiros escritos de uma imprensa inconformada com o regime, torna-se evidente na Democracia Pacífica que eram então a única voz republicana que através dos escritos de João Francisco Dubraz ( republicano e socialista ) denunciava por vezes com a violência das palavras a centralização da classe política de Lisboa , censurava a mesma e propunha a sua substituição e que fosse o monarca a dar esse passo . Aliás a incapacidade governativa como consequência do regime monárquico, era um o tema central desta pioneira folha republicana : “ Triunfa a desmoralização! Podem estar satisfeitos . Junto do Trono , no governo , na administração , na magistratura , no exército , no tesouro , no parlamento , estão bem tangíveis as causas d ´essa decadência moral , que em breve oprimirá também a terra , a propriedade , o trabalho e a vida material da nação ”. Todavia se a conjuntura política, constitui durante algum tempo o tema predominante da campanha das hostes republicanas , uma outra ganhava expressão nas folhas de Elvas , a do alargamento da instrução pública, tratava-se de garantir os meios necessários para a sobrevivência dos próprios jornais que necessitavam de leitores e sendo ao mesmo tempo um meio eficaz para o combate ao analfabetismo popular e como tal mais um argumento para a difusão do ideário republicano . Mas a década de sessenta foi apenas um mero ensaio de um incipiente movimento republicano que se tornaria mais consistente na década de 1870 e sobretudo 1880. Nesta perspectiva podemos indicar os elementos de matriz republicana que surgiam nas folhas de Elvas em especial na Democracia Pacífica na década de 1860.
a ) Definição de conceito de república , sindicalismo e anarquismo .
b ) Explicação do funcionamento do regime socialista .
c ) Necessidade da proclamação do regime republicano.
d ) Defesa da instrução e da moral como elementos determinantes para que os cidadãos tivessem consciência dos seus direitos e obrigações .
e ) Apologia do regime democrático , como se comprova “ A democracia na actualidade , não e somente uma ardente aspiração , não é um desejo indefinível , não é uma visão que se recorta ao longe , no plano de um horizonte longínquo . A democracia é a expressão um facto - é uma realidade . A democracia é a expressão d ´este século - é o credo da humanidade “
As décadas de 1870 e 1880, marcam o aparecimento de uma imprensa política mais representativa, por vezes os jornais como Alto Alentejo editado em 1874 , surgem como folhas independentes, mas na prática são republicanas, o mesmo acontece com a proliferação dos jornais monárquicos , estes conservem mesmo o estatuto de independentes mas na prática fazem a apologia do Rei e da Monarquia . Neste período o debate público faz-se predominantemente através da palavra escrita:
De facto a forte proliferação das folhas monárquicas que assumem a dimensão política e não a menos a noticiosa, torna-se evidente num período em que a Republica como regime já se discute nos espaços esclarecidos da elite Elvense, uma vez que a média e a pequena burguesia, enquanto a nível profissional, os militares, os tipógrafos e os lavradores , tomam posições públicas nas reuniões dos clubes recreativos , nos quartéis ou nas festas aristocráticas , dos Marqueses de Penalva , a única referência da Nobreza local . Os republicanos e monárquicos, dividem a elite que se movimenta longe dos olhares populares, mas que deixa o seu testemunho nos seus escritos, que começam a chegar às classes não privilegiadas através da leitura dos periódicos feita pelos mais esclarecidos ou escolarizados, na Biblioteca Pública recentemente aberta, levam a novidade à rua, ao café ou à taberna entre a elas, a mais conhecida o do Tomás, assim os monárquicos ou mais concretamente os Progressistas, procuravam com a mesma arma p condicionar a proliferação das ideias republicanas, ainda que a luta entre as facções monárquicas e as críticas a política centralizadora do Poder Central, são objecto temático nomeadamente na década de 1880, onde o debate político e eleitoral era motivo de grandes artigos pelos principais intelectuais da cidade. Mas a imprensa monárquica, estava longe de se afirmar como uma alternativa na luta pelo poder local através da luta partidária, verdadeiro feudo dos Progressistas, Regeneradores e Históricos - que tinham nas suas folhas periódicas a sua voz. De facto, os jornais republicanos como “ A Folha Nova” de Lisboa” que circulava em Elvas com a mesma pujança das folhas de Elvas, propagando os ideais republicanos e apologia do regime republicano , ao mesmo tempo que o Centro Republicano de Elvas constitui-se e fazia editar o Correio de Elvas (1889) , assim e no fim da década , clandestinamente ou não a República tornava-se um desejo ardente de uma minoria esclarecida da população da Praça Militar de Elvas , que reunia populares , militares , professores , tipógrafos e alguns comerciantes de posse.
A década de 1890 é marcada por uma tentativa de intensificação da campanha republicana, clandestinamente ou não, o tema da república desceu ao à rua e aos pontos de encontro da sociedade Elvense. Mas, O Centenário de Camões (1880) passou despercebido como iniciativa republicana, sendo o acontecimento aproveitado pelos Progressistas para a inauguração da Biblioteca de Elvas. Ao contrário a questão do Ultimato Inglês (1890) e a Revolta do 31 de Janeiro de 1891, tiveram o mesmo impacto que se sentiu por todo o País , no caso do Ultimato , a subscrição pública levado cabo pelos republicanos para a compra de um cruzador foi acolhida com entusiasmo e patriotismo , não significando porém uma mais valia para as hostes republicanas já que tal subscrição foi também registada por personalidades monárquicas da vida local. Outro dos acontecimentos fundamentais na história da marcha republicana para a conquista do poder político, o 31 de Janeiro de 1891, não foi recebido com entusiasmo pelos Elvenses que ficaram incrédulos pelo facto dos republicanos pegarem nas armas para depor o Rei, o que mostra que a intensificação da propaganda republicana não tinha causado ainda o mesmo impacto que se vivia noutras zonas do País. Por outro lado, a tentativa de constituição de uma loja maçónica em 1893, fiel às ideias republicanos e legalmente constituída com a denominação de Loja Maçónica dos Triângulos , apesar de autorização dada pelo Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido, o Visconde de Ouguela, não se efectivou, já que número de maçons necessários para a sua constituição não se concretizou o que se compreende numa cidade fechada, controlada militarmente e com uma elite pensante à dimensão da roda dos amigos e dos espaços de privilégio da palavra escrita e oral, várias vezes referidos. Sobre estes dois acontecimentos, o Correio Elvense, considerado independente na época na prática era uma folha Progressista, é um testemunho do comportamento colectivo de uma população uma população que revelava um forte sentido patriótico: Sobre o Ultimato lê-se “ O movimento patriótico não pára afirma-se cada vez mais forte, mais imperioso, mais dominador . A dor que sofremos com a bofetada inglesa em vez de se amortecer com o tempo aparece que argumenta de intensidade e o movimento alastra... ”. Em relação ao 31 de Janeiro de 1891 “ Repugna-nos o facto de vermos militares utilizarem as armas destinadas à defesa da pátria em benefício das suas crenças, pessoas querendo assim impor a força das ideias que julgam preferíveis”. É pois neste desencontro entre o ser monárquico ou republicano ou mesmo independente ou indiferente, que se percorre a última década do século onde os sinais de mudança por vezes pressentiam-se.Não obstante a divisão entre monárquicos e liberais a questão da descentralização político tornou-se um objectivo comum. De facto durante o período em que vigorou a monarquia constitucional, o exercício do poder local era muito limitado e a capacidade de aprovar e desenvolver projectos por parte das vereações locais estavam igualmente restringidas. A provação de qualquer projecto lei estava quase sempre condicionada pelo volume muito escasso de recursos monetários disponíveis, de tal forma que nas pequenas vilas do Alto Alentejo era normal e frequente o recurso à banca como instrumento que permitiria suportar os gastos ocasionados pela execução das obras públicas, tendo em conta de que os meios financeiros de origem estatal não eram suficientes. Outra condicionante da actividade municipal era o número reduzido de funcionários e as suas limitações para o desempenho para determinadas funções, já que de um modo geral não se tratava de pessoas dotadas com uma qualificação profissional para o exercício das mesmas. Mais grave para a concretização das realizações dos governos municipais era sem dúvida os seus orçamentos muito escassos em termos financeiros, pese a existência de alguns tribunos que podiam ser cobrados pelos municípios. O código de 1895 reconhecia a reduzida capacidade de realização dos poderes locais: “ (….) pouco ou nada têm podido fazer no que respeita a viação, instrução e beneficência, polícia, higiene e outros serviços municipais, outrora quase não existentes em muitos pontos do país (…)” . A cobrança de diversos impostos municipais era o único meio que podia utilizar a fim de equilibrar o orçamento dos Câmaras, tratava-se dos impostos directos e indirectos. Os primeiros incidiam sobre a riqueza dos proprietários de acordo, pelo menos em teoria e os segundos chamados de “real água ou real do vinho” , eram impostos que eram cobrados pela ocupação do espaço municipal nomeadamente quando da realização de feiras e mercados. Neste contexto, os subsídios oficiais, procedentes do Estado ou do próprio distrito, eram fundamentais para as aspirações da classe política elvense. Todavia tal apoio económico concedido pelo poder Central era uma realidade de carácter excepcional e dependia, na prática, da capacidade de influência das autoridades locais, ou melhor, pela maior ou menor proximidade da classe política nacional. Para tal os actos eleitorais para a designação dos Deputados às Cortes era um momento determinante para a designação de uma personalidade capaz de fazer eco das revindicações locais de resto a cidade de Elvas durante a monarquia constitucional foi quase sempre uma “baluarte” eleitoral dos partidos governamentais.Apesar de tudo, a classe política local jamais pactuou com as tentações centralistas e nomeadamente com o Código Cabralista que vigorou entre 1842 e 1878 e com a persistência da vontade do Governador Civil sobre as aspirações dos executivos municipais. Não é por acaso que os periódicos locais numa atitude formativa procuravam explicar nas suas folhas o que era a descentralização e a sua finalidade, como se lê em 1870, num periódico local na primeira semana de Abril :

“ O que é a descentralização?
É a simplificação em todos os ramos da administração pública.
É a igualdade de direitos entre a capital e a província.
É a abolição dos vínculos.
É melhorar por todos os modos a instrução pública.
É a formação dos bancos de crédito para favorecer a agricultura.
É a repressão da emigração.

Todavia, o Código Administrativo aprovado em 1886 foi um autêntico golpe às poucas funções autónomas das câmaras municipais que manifestaram o seu descontentamento face reforço dos poderes concentrados na figura do Governador Distrito . A política governamental baseada na centralização política, manteve-se com a mesma atitude de reduzir as competências dos municípios em favor do Governo Central e das Juntas administrativas até ao fim do século XIX. De tal forma, que a capacidade de execução das Câmaras Municipais estava limitada a um conjunto de obras e iniciativas muito reduzidas, tais como: construção de estradas e caminhos; assistência social; instrução pública, salubridade e pontualmente em apoios em matéria da actividade agrícola e comercial. Com a implantação da I República o sistema centralista e centralizador, que marcou os últimos anos da Monarquia Constitucional se manteve ainda durante algum tempo com base no Código Administrativo de 1896, uma vez que os republicanos enquanto oposição jamais preparam qualquer projecto de reforma do sistema administrativa, mas o debate em torno desta questão, marcaria os primeiros anos do novo regime. E foi neste contexto que devemos observar a promulgação da Lei nº88, de 7 de Agosto de 1913 que marcaria um tempo novo na Administração Local, apesar de tudo a nível das competências municipais, continuava a manter a maior parte das tarefas concedidas pelos códigos de 1878 e 1898, como sejam: as construções de estradas e a reparação de pontes, ruas e caminhos (rurais); a possibilidade de subsidiar o ensino e a educação o criação de serviços municipais, como por exemplo, o abastecimento de água a luz eléctrica que estavam associados havia algumas décadas às competências e iniciativas do poder local. Contudo surgiam uma nova competência que permitia às autoridades municipais, a capacidade de expropriar todos aqueles bens rústicos ou urbanos, que fossem julgados necessários para o serviço das populações ou melhoria dos recursos municipais.Por fim, a Lei nº 88 determinava como tarefas obrigatórias municipais a programação e execução de obras da sua competência directa, tais como a construção, reparação e conservação dos poços do concelho, a nomeação dos tribunais de primeira instância, o pagamento do custo das obras públicas, a arborização de baldios ou o custo das obras públicas, a arborização dos baldios ou os gastos ocasionais com o cemitério e restantes necessidades locais, tais como a instrução primária, os planos de vacinação ou a polícia e segurança municipal. No final do regime e face às várias reformas constitucionais era possível já definir um esboço de um orçamento de um executivo com rubricas bem definidas mas sem grande alcance de ponto de vista autonomia dos poder local face ao Poder Central:



Projecto de Orçamento municipal característico em finais da Monarquia constitucional

(1900-1910).

 
Principais tipos de medidas camarárias:

I - Correspondência: -

Cartas Régias, Oficiais e Particulares.

II – Ofícios: -

Entrada de Documentos para a Administração Pública.
Entrada de Documentos para a Administração do Concelho.
Entrada de Documentos do Governo Civil

III - Requerimentos

Subsídios particulares:
- Velhice, doença e Invalidez.

- Requerimento para Loteamentos particulares.
- Pedido de utilização de espaços municipais.

IV – Execuções em % e área de interesse público:

Concessões (15%); Serviços (12%) e Obras Públicas ( 38%)

Mas quando se considera as grandes obras realizadas durante a Monarquia Constitucional (1850-1910), pelos Partidos Regenerador e Progressista, na cidade de Elvas destaca-se desde logo como obras de referência, as estradas e a canalização da cidade que já integramos na caracterização da cidade, numa época em que financiamento de tais obras era um dos grandes obstáculos a acção das vereações de Câmara. De resto a comparticipação dos cidadãos nas obras públicas de pequena dimensão foi uma realidade muito comum, desde a construção de fontes por iniciativa particular à cedência de espaços privados para a realização de obras públicas como se lê em Actas de Câmara, como por exemplo: “O senhor Presidente informou a Câmara que o Senhor Conde São Martinho cedeu gratuitamente cerca de 2380 metros quadrados de terreno para a estrada municipal de Barbacena” . Na verdade quando se consulta o balanço da actividade das vereações após a conclusão de um mandato, observa-se desde logo que o mesmo se limitava a gerir as finanças públicas e a resolver questões pontuais da população, considerando a obra de José Inácio Pereira encontramos como as principais referidas pelo próprio: A conclusão do abastecimento da Fonte do Largo da Misericórdia, a limpeza integral do cano da cisterna, a criação da hospedaria militar, a limpeza periódica da cidade, a introdução de vinte lampiões a petróleo e os troços de calçada entre a Ruas dos Chilões até ao Colégio; de S. Pedro até a de Olivença e toda a rua de Olivença . Todavia não podemos deixar de referir outras obras de referência que marcaram de um modo particular o período da monarquia constitucional como a abertura da Praça Militar ao exterior com a construção do Jardim Público, que segundo Vitorino de Almada tornou-se no lugar: “O mais aprazível sítio de Elvas, que pouco a pouco vai conquistando a celebridade de um passeio de primeira ordem. Sobre o terreno que outrora cobria a sombra densa de álamos e amoreiras, e pó quase nu, estava ligada às ideias fúnebres de um cemitério, que se fundou graças ao bom gosto de uma das últimas municipalidades” . A questão da iluminação na cidade já que as vilas e aldeias do concelho de Elvas estavam simplesmente abandonadas, por falta de meios económicos o próprio Presidente da Câmara, Ezequiel Cândido de César Vasconcelhos, proponha que “ concluo que não haja iluminação nos montes de luar, excepto quando estes pelas névoas se tornem escuras ” ou seja pretendia que não se gastasse os dinheiros públicos na aquisição de azeite nos candeeiros públicos. O debate sobre a iluminação da cidade tornou-se evidente a partir das últimas décadas do século XIX, altura em que se discutia qual o tipo e o meio a adoptar. Na verdade o sistema de iluminação da cidade estava já ultrapassado pelo progresso e uma parte considerável dos candeeiros de azeite eram datados de meados do século. Esta situação fazia parte da consciência da classe política local que era frequentemente criticada pela imprensa local , todavia a prioridade dos Regeneradores e dos Progressistas, esteve centrada até a década de setenta na abertura de novas artérias e na respectiva canalização. O debate sobre a iluminação da cidade tornou-se evidente a partir das últimas décadas do século XIX, altura em que se discutia qual o tipo e o meio a adoptar. Na verdade o sistema de iluminação da cidade estava já ultrapassado pelo progresso e uma parte considerável dos candeeiros de azeite eram datados de meados do século. Esta situação fazia parte da consciência da classe política local que era frequentemente criticada pela imprensa local , todavia a prioridade dos Regeneradores e dos Progressistas, esteve centrada até a década de setenta na abertura de novas artérias e na respectiva canalização.Mas a verdade é que em vésperas da implantação da República a cidade de Elvas era monopólio do Partido Progressista que girava à volta da família Nunes da Silva, o caciquismo era a prática dominante, com base num pequeno número de lavradores e comerciantes que criara entre si uma rede de interesses bem sustentada. Na qual os comerciantes desempenhavam um papel fundamental em função do contacto diário e pautado por favores a uma população predominantemente de base rural e pobre. Essa realidade era tão evidente que ultrapassava, o balcão comercial, tal forma que “O Correio Elvense”, expressava com todo o vigor a vontade Progressista, quando em plena campanha eleitoral registava mensagens como a que agora citamos: “Não troque o voto por uma regalia presente, porque essa venda pode custar-lhe a supressão de muitos privilégios” .



A experiência republicana e o avanço das forças nacionalistas.



O século xx , quando se inicia em Elvas , a classe dirigente da cidade está em plena transição, uma nova era marcaria a primeira década do século , em termos de novos valores quer ainda em termos de organização e estratégia política . De facto na vida política, praticamente Eusébio Nunes da Silva, o velho chefe do Partido Progressista, ainda inicia a nova centúria como Presidente da Câmara (1900-1902), mas é fundamentalmente um homem do século passado, tal como o seu antigo rival Dr.José Tierno da Silva. A nível da organização política, pelo menos até Presidência de David Nunes da Silva (1902-1905), continua ter como base estratégica política a sua família aparentada, algumas famílias de lavradores e com a integração da família Tierno e com o apoio tradicional de uma dezena de comerciantes da cidade, no entanto a meio da década novos valores se foram afirmando, o Dr.António Santos Cidraes, liberal por convicção que se destaca dos demais, pela sua palavra fácil e vibrante e sobretudo pela sua formação académica. Todavia com é a chegada do seu companheiro político e amigo Doutor Ruy de Andrade, marca o regresso da “classe da lavoura” nas disputas pela liderança da Câmara de Elvas, constituindo a partir de então em termos sociológicos e políticos, uma força política de facto e não aparente se tivermos em consideração os filiados e dirigentes políticos, não só tinham melhorar preparação académica como também defendiam a modernização e o progresso da cidade. A ascensão da classe dos lavradores, que triunfa sobre a dos comerciantes no final do século XIX numa sociedade estritamente rural, não se justifica apenas pela posse da terra, mas também pela formação académica que distingue os novos lavradores como os Drs. Ruy de Andrade, António dos Santos Cidraes ou João Pinto Bagulho, cuja acção política em nome de Elvas manifestava-se directamente na acção da Câmara ou dos partidos a que pertenciam nomeadamente o Regenerador Liberal e a Concentração Liberal. Contudo, os “ doutores” como eram reconhecidos na sociedade local, mas integravam a “classe agrária”, na medida que eles próprios tornaram-se proprietários de terra, adquirindo por arrendamento algumas propriedades locais.De facto o período de vigência política de David Nunes da Silva, marcava o período de vigência dos comerciantes que se verificava desde as duas últimas do séc. XIX, em função da novidade das suas lojas, por vezes representantes pelas grandes casas comerciais da capital, como a Casa Senna e os Armazéns do Chiado. Contribuindo para a valorização e dinamização comercial com base na moeda que permitiu a circulação monetária num período em que a troca de géneros continuava ainda a resistir nas zonas agrícolas como forma de pagamento. Todavia, antes do séc. XX o vil metal já era a base da riqueza da fundiária através da venda da sua produção agrícola para os mercados regionais e nacionais, não podemos esquecer a importância da Linha de Leste no enriquecimento dos lavradores, assim tratados pela documentação oficial independentemente do seu poder de compra. A vida política local na primeira década do século seria marcada por uma acção política morna, longe da intriga local que foi característica no fim do século passado onde os Nunes da Silva e os Tiernos procuravam dominar a liderança do Partido Progressista e simultaneamente disputavam a Câmara. Porém as tensões políticas entre monárquicos e republicanos, no fim da primeira década do século voltavam a animar, depois de um período de paz (1900-1908) ou de indiferença, “ tem trazido a separação de rivalidades, mesquinhas e ambições desmedidas (...) sendo Elvas a mais importante povoação ” . Apesar de tudo, o descontentamento social tornava-se evidente na elite intelectual da cidade, que reflectia de forma periódica a realidade nacional e se os Progressistas mantinham-se vigilantes já os Republicanos tomavam livremente a palavra e o grupo próximo de António José Torres de Carvalho, proprietário, comerciante e fundador dos principais periódicos da cidade inicialmente afectos ao Partido Progressista, viviam com apreensão a forma ditatorial como João Franco dirigia o País. O seu amigo, João Camoesas trazia as últimas notícias de Lisboa e o Correio Elvense abria discretamente as suas páginas aos republicanos, que defendo as virtudes do sistema republicano, não deixavam de dar sinais de esperança aos seus leitores: “ Sente-se já, embora ainda não se veja, qualquer coisa de novo, que no nosso mundo político vai em breve aparecer” . Mas convém, lembrar que a imprensa Elvas continuava a ser controlada pelos monárquicos, mesmo o Correio Elvense só aderiu ao novo regime em 1911, mas a abertura da sua folha aos republicanos devia-se a Torres de Carvalho, que embora tendo no seu círculo de amigos a maioria das principais figuras do Partido Progressista, correspondia-se e tinha na capital laços de aproximação e amizade com republicanos como Costa Galopim, Laranjo Coelho, Morais Sarmento e Bruno Sampaio. Todavia a imprensa política em Elvas, estava como que adormecida ou desencantada com a realidade que marcava o fim do regime. O Elvense desaparecera em 1904 para reaparecer mais tarde, O Notícias de Elvas em 1906 e O Liberal estava prestes a desaparecer mas continuava a ter a crença no Liberalismo e a questão republicana, não era objecto de reflexão nas suas folhas e aos seus mentores tornaram os seus periódicos quase exclusivamente noticiosas com excepção das visitas régias que desse um acontecimento um tratamento ímpar nas folhas do seus periódicos. Com tudo, a defesa e a reflexão das ideias republicanos não era tão ofensiva como se pode comprovar por uma leitura atenta e minuciosa dos primeiros escritos sobre a virtude do sistema republicano, como se lê na Democracia (1874) e na Democracia Pacífica (1884).Apesar de tudo os Republicanos, estavam já organizados e reuniam-se regularmente, chegando a publicar um panfleto em nome das virtudes da República na Primavera de 1907, assinado por um conjunto de personalidades locais e a 9 de Janeiro no Sport Club de Elvense realiza-se a primeira conferência republicana com a intervenção de figuras republicanas do Partido Republicano Português, o Dr. Bernardino Machado e o Dr. Baltazar Teixeira, a convite do Dr. João Camoesas, que termina a sessão afirmando que a solução para a realidade portuguesa e para o seu povo, era a República. Mas a sua com existência legal, torna-se efectiva em desde 12 de Março de 1908, quando se constituiu na cidade de Elvas a primeira Comissão Republicana, sob direcção de Júlio Alcântara Botelho que era oriundo de uma família aristocrata, conservadora e que não se filiava nos ideais Progressistas, de resto o seu avó o Visconde de Alcântara tinha sido durante décadas o rosto do Partido Regenerador, figura prestigiada fora amigo pessoal de Fontes Pereira de Melo que seria determinante para a sua nomeação de Governador Civil do Distrito de Portalegre durante a fase áurea da Regeneração. A referida comissão estava assim constituída: Presidente, Júlio Alcântara Botelho, Vogais, Matias Florêncio, José Joaquim do Príncipe, Secretario: Adelino Nunes Calado Cavalo e Tesoureiro: Jaime Artur Ferreira Marques.A serenidade apesar de tudo marcava a vida quotidiana da cidade as palavras de ordem da república, não chegavam à maioria da população adversa mas sobretudo indiferente aos movimentos republicanos e monárquicos, que se organizavam e se constituíam, contudo as facções sociais mais endinheiradas ou com formação académica, ao contrário da passividade popular revelava-se activista, predominando nos seus debates o sistema político vigente mais do que o regime, ainda que no início do século os valores liberais fossem os ideais cultivados por essa elite que tanto dignificou a cidade de Elvas. Essa tendência era evidente na Concentração Liberal onde algumas das suas principais figuras acreditavam que a mudança era apenas uma questão de tempo

As elites e as forças políticas Elvenses -1908-1910



Regeneradores Liberais

José Silva Picão
Ruy de Andrade
José Torres Costa
Manuel D´Azevedo e Silva

Concentração Liberal

Dr. João Pinto Bagulho
Matias Florêncio
Manuel Joaquim Lapa
João Miguel Caldeira
Joaquim Francisco
Augusto Silva

Comissão Republicana

Dr. João Pinto Bagulho
Matias Florêncio
Manuel Joaquim Lapa
José Vicente Bravo Barroso
Joaquim José Lopes



O fim da década abanava as estruturas do regime monárquico, a aristocracia de sangue praticamente tinham desaparecido e na época contemporânea não chegava a meia dúzia de família, os Pessanhas e os marqueses de Alegrete, eram as únicas famílias, monárquicas com ligação e reconhecimento real, não podemos esquecer que os seus palacetes serviram para hospedagem da Corte nas últimas viagens a Elvas. Os Progressistas, perdiam influência na vida local os Nunes da Silva e os Tierno estavam praticamente retirados na vida política, as figuras em ascensão na cidade filiavam-se nos ideais liberais eram os casos do Doutor Ruy de Andrade ou do Dr. António dos Santos Cidrais.O tempo da Monarquia Constitucional esgotava-se na manhã de 5 de Outubro de 1910, mas só em plena tarde pelas 17horas em ponto que a nova bandeira republicana era hasteado no quartel-general. Junto aos Paços do Concelho, começava a grande festa popular e cabia ao Presidente da Comissão Republicana, Júlio de Alcântara içar a nova bandeira do regime, seguindo-se do uso da palavra, de José Barroso, José Lopes e o Dr. João Camoesas que se associando, ao entusiasmo popular dirigia-se à multidão, continuava a pedir ordem e sossego, saudando de seguida os heróis de Lisboa. Entretanto os ventos da revolução de Lisboa, só chegavam às populações rurais e Vila Fernando era a primeira a aderir, a 12 de Outubro, o Padre Marques Serrão explicava as razões da mudança do regime e afirmava que “o povo é soberano” e não está “sujeito à mais leve pressão política”. O Dr. João Camoesas explicava o fim da monarquia em quatro palavras “a fraude, a corrupção, o despotismo e o saque” e anunciava as primeiras eleições para 12 de Novembro de 1910 e deixava o recado que “os caciques devem ficar calmos que vamos cumprir” Os meses finais da primeira década do século XX, ficaram marcadas pelas comemorações republicanas, que têm lugar um pouco por todo o concelho de Elvas, enquanto novas adesões à causa republicana são registadas como os professores, militares, empregados comerciais, funcionários públicos, farmacêuticos, mas também alguns lavradores e comerciantes que umas semanas antes eram reconhecidos monárquicos convictos.Em termos políticos a vida política local nos primeiros anos do novo regime tornou-se um feudo Partido Republicano Português, mais tarde Democrático,Mas seria durante a Grande Guerra, que uma nova tendência começava a se manifestar em certos círculos mais fechados, a nacionalista que incluía um conjunto de personalidades que tinham uma influência notável nas junto populações vizinhas (casos de Santa Eulália e Barbacena, onde radicava a base económica dos notáveis de Elvas, Arronches e Campo Maior) e que estariam na base das pretensões monárquicas e nacionalistas através da forte personalidade do Dr. António Sardinha. Esta figura política, que se tornou como uma referência da política nacional num breve espaço de tempo, tinha na sua Quinta do Bispo o seu espaço de reflexão, a mesma era propriedade de sua mulher oriunda da família Nunes da Silva, que durante quase duas décadas representou os interesses Progressistas e que agora estava retirada da política mas continuava fiel aos ideais monárquicos. António Sardinha, Bacharel em direito e que inicialmente militara as fileiras republicanas e questionando a instabilidade político-partidária que marcava a prática governativa do novo regime, defendia a necessidade de restaurar a monarquia. E nesse contexto defendia o regresso à “tradição portuguesa” um das ideias fundamentais do Integralismo Lusitano, doutrina política que não aceitava a ideologia republicana, que se opunha ao liberalismo político e económico e ao ideário da Revolução Francesa ou de outros processos revolucionários derivadas da mesma, segundo Oliveira Marques: “…os integralistas erguiam-se contra o individualismo e a soberania popular, com as suas expressões políticas práticas de monarquia constitucional ou de república ”. De facto o seu projecto político integralista, que tinha em Alberto Monsaraz, Hipólito Raposo e Pequito Rebelo, entre outros, estava enunciado logo na primeira edição da revista Nação Portuguesa, voz dos integralistas editada a 8 de Abril como se comprova quando se lê que a “ (…) actividade e propaganda em prol de uma Monarquia tradicional, servirá para reunir à volta de uma aspiração honesta e consciente à dedicação daqueles que, já decrescentes da mentira democrática - parlamentar”. O perigo do cientificíssimo, do ateísmo e das doutrinas que tendiam a negar a existência de Deus, a religião e todos os princípios absolutos. Se é certo, que as ideias integralistas não foram objecto de atenção relevante em terras do Alentejo, o poeta de Monforte como era conhecido nos círculos culturais, procurava dar conhecer a sua mensagem integralista, inclusivamente no semanário “A Fronteira” de matriz republicana e onde escreviam com regularidade os seus principais adversários. Mas nas eleições de 1915, apesar do descrédito do regime denunciado pelo Dr. António Sardinha e pelos sectores mais conservadores e radicais do regime no regime, o P.R.P.-Partido Democrático obtinha o maior número de deputados e em Elvas. O novo Partido Evolucionista, resultante das dissidências do Partido Democrático, elegia em Elvas um deputado o Dr. Vasconcelos de Sá, mas a questão de regime jamais foi uma questão no debate eleitoral como pretendia o integralista elvense. As constantes mudanças de governo, sete entre 1915-1917 e a sua incapacidade de resolver as crises sócio - económicas, tinham consequências nefastas nas bases de apoio no Partido Democrático no Distrito de Portalegre . As críticas ao rumo do Partido eram visíveis na imprensa regional e António Sardinha, aproveitava a situação para afirmar que o governo republicano nem sequer servia os interesses dos republicanos, referindo-se à política de Pimenta de Castro “Dissolveu o parlamento, perseguiu os republicanos, escorraçou-os das corporações administrativas dos governos civis e administração do concelho” . Em 5 de Dezembro de 1917, iniciava-se uma nova experiência de matriz nacionalista após o Golpe de Estado, com o Doutor Major Sidónio Pais a impor a sua autoridade que com a excepção da Vila de Arronches era apreciada em todo o distrito como comprova as notícias das suas visitas às cidades e vilas da região. Os integralistas da região saudavam a política do novo Presidente da República, António Sardinha escrevia que a política de Sidónio Pais era na realidade a aplicação do ideal integralista e Alfredo Pimenta seu companheiro, aconselhava-o mais moderação, deixando claro que: Não tenhamos ilusões – escrevia em 1918 – nem esquecimentos; a situação do sr. Sidónio Pais não é eterna e, quando findar, ou regressa Afonso Costa (símbolo da República) ou temos uma monarquia .
Na verdade os tempos da chamada “República Nova” animavam o poeta de Monforte, na medida em que o sistema político português embora republicano na prática mais parecia uma monarquia. E na sua visita à cidade Elvas, António Sardinha tecia os mais rasgados elogios, acompanhando o Presidente da República no discurso que proferiu perante uma multidão que se encontrava na Praça da República “Não sirvo apenas para ser o guarda temporário do País, mas sê.lo-ei por tempo ilimitado, como presidente enquanto o Parlamento o marcar e como Português até à morte”. A figura do Doutor Major Sidónio Pais, tornava-se uma esperança para o futuro do País, os apoios claros e personalizados eram registados na imprensa local, os integralistas e monárquicos, estavam rendidos à figura carismática e aos objectivos imediatos do Sidonismo e mas também algumas figuras liberais como era do Dr. António Cidrais, personalidade íntegra e admirada na cidade. Mas a Fronteira, periódico republicano não perdoava tal apoio à causa Sidonismo e lembrava o seu currículo político “ Foi franquista e a monarquia desapareceram. O seu republicanismo de há um mês levou-o para o Partido Sidonista. É caso para assustar os seus correligionários e os próprios republicanos, dado a superstições” . As dificuldades económicas e sociais que surgiram na Europa como consequência directa da I Grande Mundial foram aproveitadas, por Sidónio Pais que intervinha de forma carinhosa em numerosos actos de caridade devidamente publicitados e apoiados pela Igreja. Nos meios populares a sua figura era “consagrada”, a sopa dos pobres financiada pelo Estado, nas cidades e vilas dos distritos, onde a fome, a miséria e desemprego, era notável num período de crise económica contribuiu para a sua enorme popularidade.Nos anos seguintes muitas das personagens que aderiram a República e sobretudo os militares estacionados em Elvas mais do que a liberdade queriam sobretudo a Ordem e a Disciplina.   


















sexta-feira, outubro 01, 2010

As novas classificações de Unesco aprovadas na reunião de Brasília.


    
A cidade episcopal de Albi


Atol de Bikini


O Caminho real de Terra Adentro (México)


Bazar (mercado) de Tabriz (Irão)


Praça de São Crisovão (Brasil)


Cidade Histórica de Yangdong

A UNESCO, na sua última reunião celebrada na capital brasileira, Brasília aprovou nada menos de vinte um novos lugares, com a classificação de Património Mundial. Os novos sítios culturais distinguidos, voltam a classificar algum Património situado na Europa embora uma vez mais, beneficiou as paisagens e espaços arquitectónicos fora da Europa. Nas seguintes categorias:


Novos sítios culturais:

At Turaid a Ad Dir’iyah ( Arábia Saudita); A Praça de São Cristovão (Brasil): Os sítios presidais (Austrália); As aldeias históricas de Hahoe e Yandong (Coreia do Sul): Os monumentos de Dengfen (China), A cidade episcopal de Albi (França), os Canais do Século XVI del Singelgracht (Holanda); o Observatório meteorológico de Jantar Mantar (Índia); o conjunto arquitectónico de Khanegah e o Santuário de Jeque Safi Dine n Arbabil , assim como o bazar histórico de Tabriz (Irão), Os restos do bosque e crateras das provas nucleares realizadas no atalho de Bikini (Ilhas Marshall), o Caminho Real de Terra Adentro (México); asCovas pré-históricas de Yagul y Mitla nos vales de Oxaca (México) ; o sítio proto-urbano de Sarazm (Turquistão) e a cidade imperial de Thang Long-Hanoi (Vietman.

Novos sítios naturais:



Danxia (China); Os Circos e escarpas da Ilha Reunião (França), a zona protegida das Ilhas Fénix (Kiribati), a meseta de Putorana (Rússia) e as ilhas naturais centrais do Seri Lanka. A localidade de Papah Naumoku que já estava classificada como passou a ter dupla classificação.



Novos espaços patrimoniais:



O parque norte americano de Evergales, a Catedral de Bagradi e o Mosteiro de Ghelati na Geórgia, os Bosques de Atsinanana de Madagastar e as tumbas ugandesas dos reias de Buganda. O comité desclassificou nesta sessão as Ilhas Galápos. Finalmente o Comité de PM-UNESCO, deverá reunir para novas classificações em Junho de 2011 no Bahreim.