Mas à medida que o Partido Republicano, se afirmava no Distrito de Portalegre, os antigos caciques monárquicos, passavam a ser conhecidos por “adesivos” já que se tinham convertido ao republicanismo e que de resto foram determinantes para os primeiros embates do Partido Republicano. Na medida em que passados alguns meses sobre o 5 de Outubro de 1910, eram já figuras indispensáveis das comissões republicanas e das comissões políticas que se foram organizando em cada paróquia, município e distrito. Na verdade, nas cidades de Portalegre e Elvas, existiam já comissões republicanas antes da queda do regime monárquico, a mesma situação estava longe de suceder a nível das vilas, Arronches e Marvão eram as pioneiras na raia do distrito de Portalegre, numa região onde a tradição a este nível administrativa era de forte tradição monárquica como era o caso de Castelo Vide e Avis. Outras como Nisa, Crato, Monforte ou Campo Maior, a questão republicana nem se questionava tal era adversidade da sua elite local a essa causa. Em Elvas, a causa republicana, estava ligada a personalidade ímpar de Júlio Alcântara Botelho, de origem aristocrática o seu avô o Visconde de Alcântara foi durante algum tempo Governador Civil do Distrito. A sua humanidade era reconhecida pela comunidade local, de facto parte da sua fortuna foi gasta na solidariedade, mas concretamente na ajuda aos mais pobres e nesse contexto foi um verdadeiro mecenas no combate a mendicidade. Assim num centro urbano próximo dos ideais monárquicos, com apoio indiscutível de uma pequena burguesia em ascensão, o primeiro presidente da Comissão Republicana de Elvas, era nada menos que Júlio Alcântara Botelho um aristocrata que estava sensibilizada à mudança de regime. Na Vila de Arronches, se as elites agrárias na maior parte exteriores ao município eram anti-republicanas, uma parte considerável da população era favorável às novas ideias que proliferavam na vila já na década de 1880, de tal modo que em 1911, os arronchenses era o único município do Sul de Portugal, que tinha já um partido republicano local, o Centro Democrático de Arronches, que funcionava como a voz de uma população que se afirmava como anti-clerical outra característica dos pioneiros do republicanismo nos grandes centros urbanos como Lisboa e Porto. Por esta razão quando foi aprovada a Lei da Separação da Igreja e do Estado, em 1911 na vila realizou-se uma sessão extraordinária na qual o Presidente da Câmara, no seu discurso a dado momento afirmou: “Por tanto Arronches que já em 1883 bem demonstrou as suas ideias anti-religiosos e que tem sido sempre democrática e liberal, não pode ficar indiferente ante a promulgação de tal diploma, por isso convocou esta sessão para que a Comissão como representante deste povo manifesto sentir da promulgação da lei”. Mas a realidade singular de Arronches jamais se observou noutros concelhos do distrito, onde a ideia da República estava impregnada na sua população independente das comissões republicanas, determinantes na dinamização dos valores republicanos em Elvas e no Marvão que na raia precederam a vila da Arronches na causa republicana. (Continua)sábado, abril 10, 2010
IX - Terras da Raia de Portalegre: as comissões republicanas e a singularidade de Arronches
Mas à medida que o Partido Republicano, se afirmava no Distrito de Portalegre, os antigos caciques monárquicos, passavam a ser conhecidos por “adesivos” já que se tinham convertido ao republicanismo e que de resto foram determinantes para os primeiros embates do Partido Republicano. Na medida em que passados alguns meses sobre o 5 de Outubro de 1910, eram já figuras indispensáveis das comissões republicanas e das comissões políticas que se foram organizando em cada paróquia, município e distrito. Na verdade, nas cidades de Portalegre e Elvas, existiam já comissões republicanas antes da queda do regime monárquico, a mesma situação estava longe de suceder a nível das vilas, Arronches e Marvão eram as pioneiras na raia do distrito de Portalegre, numa região onde a tradição a este nível administrativa era de forte tradição monárquica como era o caso de Castelo Vide e Avis. Outras como Nisa, Crato, Monforte ou Campo Maior, a questão republicana nem se questionava tal era adversidade da sua elite local a essa causa. Em Elvas, a causa republicana, estava ligada a personalidade ímpar de Júlio Alcântara Botelho, de origem aristocrática o seu avô o Visconde de Alcântara foi durante algum tempo Governador Civil do Distrito. A sua humanidade era reconhecida pela comunidade local, de facto parte da sua fortuna foi gasta na solidariedade, mas concretamente na ajuda aos mais pobres e nesse contexto foi um verdadeiro mecenas no combate a mendicidade. Assim num centro urbano próximo dos ideais monárquicos, com apoio indiscutível de uma pequena burguesia em ascensão, o primeiro presidente da Comissão Republicana de Elvas, era nada menos que Júlio Alcântara Botelho um aristocrata que estava sensibilizada à mudança de regime. Na Vila de Arronches, se as elites agrárias na maior parte exteriores ao município eram anti-republicanas, uma parte considerável da população era favorável às novas ideias que proliferavam na vila já na década de 1880, de tal modo que em 1911, os arronchenses era o único município do Sul de Portugal, que tinha já um partido republicano local, o Centro Democrático de Arronches, que funcionava como a voz de uma população que se afirmava como anti-clerical outra característica dos pioneiros do republicanismo nos grandes centros urbanos como Lisboa e Porto. Por esta razão quando foi aprovada a Lei da Separação da Igreja e do Estado, em 1911 na vila realizou-se uma sessão extraordinária na qual o Presidente da Câmara, no seu discurso a dado momento afirmou: “Por tanto Arronches que já em 1883 bem demonstrou as suas ideias anti-religiosos e que tem sido sempre democrática e liberal, não pode ficar indiferente ante a promulgação de tal diploma, por isso convocou esta sessão para que a Comissão como representante deste povo manifesto sentir da promulgação da lei”. Mas a realidade singular de Arronches jamais se observou noutros concelhos do distrito, onde a ideia da República estava impregnada na sua população independente das comissões republicanas, determinantes na dinamização dos valores republicanos em Elvas e no Marvão que na raia precederam a vila da Arronches na causa republicana. (Continua)sexta-feira, abril 09, 2010
Eva Braun revistada por Heike Gortemark
Sabia que ?
terça-feira, abril 06, 2010
A Revista Miltitar publica artigo sobre a Praça Militar de Elvas
A Revista Militar – na sua edição nº 62 , do II século, de Março de 1910, reserva um artigo à cidade de Elvas, a prestigiada revista, fundada em 1848 e uma das mais antigas de Portugal, gozando do estatuto de Utilidade Pública, apresenta nesta edição, os seguintes artigos científicos: Editorial [General Gabriel Augusto Espírito Santo]; Portugal nas vésperas das invasões francesas no contexto geopolítico e geoestratégico [Tenente –General, Manuel Fernando Vizela Marques Cardoso]; Duas Cartas Geográficas de 1909, da autoria do Major de Cavalaria Manuel de Oliveira Gomes da Costa [Tenente Coronel João José de Sousa Cruz]; Da Guerra à paz ou a afirmação da Praça Militar de Elvas [Prof. Doutor Arlindo Pestana da Silva e Freitas Sena] ; Da importância Geopolítica e Geostratégica dos Açores no Actual Contexto Estratégico [Major Luís Carlos Falcão Escorrega] (Re)Formação do Sector de Segurança em Timor Leste [ Prof .Mestra, Mónica Ferro /Capitão Reinaldo Saraiva Carvalho] e O crescimento do Império Ateniense e o Medo Causado em Esparta: O efeito “Spill-over” da Democracia de Atenas [ Técnico Superior/Mestre em Relações Internacionais ].Além destes estudos académicos a revista apresenta ainda um capítulo de Crónicas Militares e Bibliografia, no âmbito da função militar, dirigida pelo Tenente-Coronel Miguel Silva Machado. Cenários de Hoje das Batalhas de Ontem
segunda-feira, abril 05, 2010
4.3. -Elvas Portuguesa: "Os Governadores Operacionais - 1640-1668"
quinta-feira, abril 01, 2010
quarta-feira, março 31, 2010
Museu do Louvre lidera desde 2007 o Raking dos mais visitados do Mundo.
terça-feira, março 30, 2010
Keneth Doover, o maior historiador da época clássica, já não está entre nós.
domingo, março 21, 2010
X-Terras da Raia de Portalegre: "Os tempos da iniciativa republicana".
domingo, março 14, 2010
4.3. Elvas Portuguesa - "O Tempo dos Governadores"
quinta-feira, março 11, 2010
quarta-feira, março 10, 2010
X - Terras da Raia do Distrito de Portalegre:- As figuras de influência política na época da Regeneração
sábado, fevereiro 27, 2010
4.3. ELVAS PORTUGUESA: Os novos poderes, a afirmação crescente dos Militares (1).
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
domingo, fevereiro 21, 2010
X-Terras da raia de Portalegre: A organização partidária na Monarquia Constitucional

quinta-feira, fevereiro 18, 2010
Sabia que ....?

quarta-feira, fevereiro 17, 2010
O pensamento do Dia....

terça-feira, fevereiro 16, 2010
O Pensamento do Dia...
4.3 -Elvas Portuguesa: Os novos poderes: O Poder Espiritual

domingo, fevereiro 07, 2010
O pensamento do Dia...
X-Terras da Raia de Portalegre: Introdução à vida política.

domingo, janeiro 31, 2010
O Pensamento do Dia...

Grande arte é saber corrigir a tempo, oportunamente, abrindo uma porta; sem esmagar a pessoa mas ajudando a superar o erro. Quem sabe fazer esta distinção não deve ter medo de ter opinião nem cai na ratoeira de se calar dizendo que é tolerante. A tolerância é com as pessoas, não com os actos. Vasco Pinto Magalhães, Padre Católico.
Os Dias da Nossa Civilização...

sexta-feira, janeiro 29, 2010
O pensamento do dia ...

quinta-feira, janeiro 28, 2010
Publicações: Dentro de horas a apresentação da Elvas Caia....

domingo, janeiro 24, 2010
4.2.- Elvas Portuguesa:- II. A Demografia na modernidade

O pensamento do Dia...

quarta-feira, janeiro 20, 2010
IX-Terras da Raia de Portalegre - A ascensão dos proprietários da Vila de Campo Maior - 1850-1930

domingo, janeiro 17, 2010
O Pensamento do Dia...

A esperança de felicidade concebida por cada povo e as crenças que constituem a sua fórmula representam sempre o factor da sua pujança. O seu ideal nasce, cresce e morre com ele, e, qualquer que seja, dota de grande força o povo que o aceita. Essa força é tal que o ideal actua, mesmo quando promete pouca coisa. Compreende-se o mártir, para quem a fogueira simbolizava a porta do céu; mas, que proveito podiam retirar das suas cavalgadas através do mundo um legionário romano e um soldado de Napoleão? A morte ou ferimentos. O seu ideal coletivo era, entretanto, bastante forte para velar todos os sofrimentos. Considerarem-se heróis dessas grandes epopéias era para eles um ideal de felicidade, um paraíso, presente divinamente encantador. Uma nação sem ideal desaparece rapidamente da história. Gustave Le Bon, psicólogo e filosófo






















Todos os homens se devem deixar matar pelas suas 

