terça-feira, julho 03, 2012

Os primeiros tempos da aviação em Portugal


Na época do pioneirismo da avião em Portugal...


O desafio da travessia aérea Lisboa -Rio de Janeiro


Jantar de homenagem a Gago Coutinho e Sacadura Cabral no Funchal em 22 de Março de 1922



Amaragem no Funchal dos primeiros voos da Bristh Airways para a capital madeirense

Douglas C54  decisivo na afirmação da TAP como companhia de bandeira.

sábado, junho 30, 2012

Elvas é a mais recente edificação nacional classificada pela UNESCO ...se gostou do que viu venha cá ...




A cidade de Elvas ... e os Elvenses foram hoje distinguidos pela UNESCO ....


Castelo de Elvas ( reedificado em 1226) iniciava-se a ... aventura construtiva .


Aqueduto das Amoreiras (1498 -1622) ...
D.Manuel  I preparava as condições para o nascimento de uma nova urbe nas proximidades da fronteira do Caia



O núcleo urbano ameaçado após a restauração da soberania nacional em 1640 dava lugar à sua Praça Militar que atravessou a história nacional até ao séc. XX .


Mas a defesa da Praça entreicheirada completava-se com as obras anexas ...



O Forte de Santa Luzia (1641-1642) reforçava as partes sensíveis da Praça ...


O Forte da Graça (1658-1792) completava o eixo defensivo.



A casa do Governador do Forte ou da elite aristocrática e militar de Portugal na Época Contemporânea


         As guaritas vigilantes esperam os visitantes e apelam a defesa do rico património da cidade ....Espera-se uma nova Era ... para a cidade ...num tempo de distinção que é necessário a partir de agora sobretudo consolidar e reforçar ....

As fortificações da cidade de Elvas foram classificadas, na categoria de bens culturais, ao início da tarde de hoje na 36.ª sessão do Comité do Património Mundial, que está reunido em São Petersburgo, na Rússia. O conjunto de fortificações de Elvas, cuja fundação remonta ao reinado de D. Sancho II, é considerado o maior do mundo na tipologia de fortificações abaluartadas terrestres, possuindo um perímetro de oito a dez quilómetros e uma área de 300 hectares. Incluindo todas as fortificações da cidade. A praça muralhada e as obras anexas da Praça de Elvas, que inclui os dois primeiros recintos amuralhados do período islâmico, o terceiro recinto do período medieval edificado no reinado de D. Fernando e a praça militar da época moderna, definida por um polígono irregular, com doze frentes, sete baluartes e quatro meia-baluartes. O sistema defensivo da praça forte, integra o Forte de Santa Luzia, do século XVII, e o da Graça, do século XVIII, os  três fortins do século XIX e uma das mais importantes  da obras da arquitectura civil do gótico final em Portugal   o Aqueduto da Amoreira. De realçar ainda que a classificação do conjunto monumental elvense marca o regresso das classificações abaluartadas à Europa, após as classificações das chamadas casas Vauban em França em 2010  … Por último, o reconhecimento do empenho da Câmara Municipal de Elvas, neste projecto  dinamizado pelo seu Presidente  José António Rondão de Almeida e pela Dra. Elsa Grilo ao longo de mais de uma década neste projecto, embora com maior empenho nos últimos sete anos e a certificação científica e académica do projecto nas figuras dos Prof. Doutores António Ventura e Domingos Bucho … e com os votos de felicidades a todos os elvenses nesta hora de felicidade que seja eterna e de afirmação de uma cidade com HISTÓRIA e PATRIMÓNIO que termino este supersónico post …         

Elvas integra assim a lista dos espaços nacionais que são património mundial da UNESCO:

quarta-feira, junho 20, 2012

Praias históricas portuguesas ...


Praia D. Ana no início do séc.XX ...nos anos 90 era uma das praias da moda da costa algarvia.

Praia da Figueirinha uma das mais populares na Península de Setúbal (1940)


Praia do Tamariz no top do Jet Set em meados do séc.XX 


Praia da Ericeira ... que ficou na História de Portugal ... como lugar de partida da Corte Real para o exílio (1910)


Praia de São Martinho em meados do séc. XX ... local de veraneio das elites nortenhas. 


Praia da Nazaré ( meados do séc.XX) - entre o lazer e a faina da pesca.

quinta-feira, junho 07, 2012

1.4 - A emergência de uma sociedade no Alentejo em formação.



Da região Entre -Douro chegaram os senhores do Alentejo. 



A nobreza da reconquista ampliou os seus poderes político militares



A colonização na época de trezentos marcou a demografia das terras de Além Tejo


A carta foral torna-se a matriz orientador dos concelhos que se foram afirmando no sul peninsular, em terras do Alentejo, apesar das especificidades locais a influência do modelo da Carta Foral de 1179, para os concelhos urbanos de Lisboa, Porto e Coimbra era evidente e de um modo particular em terrais da raia onde era necessário fortalecer posições relativamente à ameaça islâmica, como podemos comprovar pela análise dos forais de Évora, Montemor, Elvas,  Olivença, Arronches, Alter do Chão, Nisa, Crato, Tolosa e Marvão, no Alto Alentejo. Mas também mais a sul, no interior, Mértola ou no litoral, Alcácer, Alcáçovas, Aljustrel e Garvão. Mas, as cartas de foral foram também como já sabemos um incentivo à existência ou à iminente fundação de uma determinada localidade, onde não faltaram colonos da região Entre - Douro e Minho, das Beiras e até de outras nacionalidades, de facto a existência de localidades no norte do Alentejo como Montalvão, Nisa ou Tolosa, parecem demonstrar a presença de efectivos populacionais do distante reino Franco. Mas há medida que a colonização e o povoamento, como resultado de um movimento populacional visível nas terras de planície. A partir do séc. XIII contribuía decisivamente para a emergência de uma nova sociedade. De um modo geral, uma vez mais a realidade peninsular, se sobreponha à forma de organização de um estado em plena afirmação, de facto tal como na Extremadura Espanhola, a nova sociedade emergente era regulada por um conjunto de doações régias extensas às ordens religiosas, alguns senhores exteriores a essas localidades e a elas propriamente ditas. Entre os grandes senhores do Alentejo nos primeiros tempos do Alentejo, destacavam-se os Aboim, os Anes, os de Baião e os Cogonimo. Tratava-se de grandes senhores da região Entre o Cávado e o Minho, cuja sede da sua linhagem se encontrava a Norte do Douro, onde se situavam o seu principal núcleo de bens e naturalmente o seu solar. O seu apelido estava de um modo particular ligado à sua naturalidade os de Baião desde cedo grandes proprietárias agrários chegarão à Corte por força da sua política de matrimonial que os aproximou dos Sousa e cuja política de doação régia e de aquisição, permitiram a sua afirmação como grandes proprietários na faixa central com grandes domínios que se projectavam nos actuais concelhos de Évora e Beja; os Anes, concentravam os seus bens fundiários na raia do Alto Alentejo e compartilhavam a sua presença com os de Baião e com Aboim, na região central do Alto Alentejo, mas a cabeça da família, D. Estevão Anes centrava os seus réditos no aglomerado de propriedades situadas em Portalegre, Monforte, Elvas, Montemor-o-Novo, Évora, Alvito e Beja. Em contrapartida os Aboim, descem ao sul onde vai anexar à sua sumptuosa riqueza grandes latifúndios nos concelhos de Elvas, Évora, Reguengos e Portel, na altura em que o chefe de linhagem, D. João Peres de Aboim frequentava a Corte e pertencia ao núcleo de proximidade de D. Afonso III.  A estes ricos homens juntava-se o grande proprietário do Reino, o próprio rei, com os seus reguengos que a sul do território com as suas vastas propriedades, mas em percentagem nada tinha a ver com a sua fortuna agrária, quer a norte, quer ao Centro  … mesmo assim Arraiolos ; Viana do Alentejo e Beja, integravam os concelhos onde se situavam as melhores terras do património da Coroa.        

O conceito de Humanismo



A Virgem e o Menino e o Menino com Santa Ana, 1510, Leonardo da Vinci
(Museu do Livre Paris)

O termo “humanista” foi pela primeira vez como forma de designar os professores das artes liberais romanas (geometria, gramática, filosofia moral, retórica e poesia). A partir de então, tal termo tornou-se corrente para designar qualquer indivíduo com interesse e conhecimento pela cultura clássica e pelo valor das emoções e das relações sociais. Se inicialmente o humanismo se afirmou como um movimento literário erudito, acabou por se afirmar como um movimento centrado na busca do passado clássico e da natureza humana. O humanismo foi também responsável pela mudança do estatuto do artista, fazendo a transição entre o artificie e o artista. Outro aspecto, relevante nas representações artísticas como resultado da valorização da razão e das questões racionais, foi sem dúvida o “corte” com a concepção tradicional que valorizava fundamental a figuração das figuras divinas. De facto, os artistas começaram a representar o sagrado como pessoas vulgares, caso da Virgem, que nas obras de Leonardo da Vinci e Caravaggio eram representadas como raparigas vulgares. Os humanistas estavam cientes da importância da educação, visto estarem convencidos de que os podres racionais da mente humana podiam captar os modelos lógicos do universo. Tal raciocínio inspirou a crença de que a arte podia ser objecto de codificação em regras para efeitos de ensino, nascia assim o conceito de academia como forma de assegura a aplicação correcta das regras.         

domingo, maio 27, 2012

Ponta Delgada - primeiras décadas do século XX



Praça da República


Largo da Matriz 


Aterro e Portas da cidade


Vista da cidade a partir do porto.


sábado, maio 26, 2012

1.3 - A definição do território a sul do Tejo ...




Vila Viçosa distinguia-se como um espaço fortificado de apoio à defesa da raia. 


Estremoz afirmava-se como núcleo populacional  em plena Idade Média


Noudar uma população fortificada no contexto da defesa da raia no final do séc.XIII

Os tempos de paz manifestavam-se no sul cristão e peninsular em terras do Alentejo e da Extremdura, depois da reconquista do território preparava-se a organização do território, a colonização era uma prioridade dos monarcas da Cristandade. No terreno, o processo de organização económica ocorria com alguma normalidade eram raros os casos de conflitos dos árabes e dos  bérberes que há optando por se fixar na península não o ofereciam resistência e a prioridade era então a transferência de efectivos para os locais de povoamento. Com efeito, a partir de meados do séc. XIII, os monarcas portugueses – D.Afonso III e D.Dinis, centram uma grande parte da sua acção política, na concessão de terras e jurisdição, a todos aqueles que tinham participado no esforço colectivo da reconquista e de um modo particular às ordens religiosas tal como acontecia na vizinha Extremadura, a concessão de cartas de foral confirmava a definição de um espaço territorial bem definido, o Alto Alentejo. O traçado definido desde a conquista de Alcácer do Sal (1217), confirmado com a afirmação do maior núcleo urbano populacional em terras de planície onde se destacava o seu primeiro núcleo urbano, devidamente protegido por uma série de castelos interiores de segunda linha que tornavam-se verdadeiros “agueiros” em tempo de crise política-militar de apoio aos castelos de primeira linha onde pontificavam os castelos da raia e principalmente o estratégico castelo da Juromenha cuja importância perdeu-se nas primeiras centúrias da Baixa Idade Média. Em terras mais a sul  a Ordem de Santiago pontificava e a sua actividade militar intensa permitiria um domínio consistente do litoral, do interior centro e das terras de “ barros”, Beja e Serpa  e partilhando a linha final da raia em partilha com os Hospitalários que se afirmavam ao longo da linha do Guadiana ainda em terras do norte alentejano. A região do Baixo Alentejo, definia-se com uma longa faixa de território com um enorme vazio demográfico e cada vez mais isolada dos centros de decisão caso particular do núcleo urbano de Beja, que perdia a sua posição estratégia nas rotas para outros centros urbanos por excelência como Mérida, Toledo e Córdova, os novos tempos era difíceis para as gentes do sul habituadas ao contacto com os progressos e a inovações da tecnologia do Islão. Em comum estruturava-se na região Alentejo, a auto-organização concelhia, com a respectiva autonomia institucional e judicial, consagrada pelos forais e pela tradição, isso não foi obstáculo para que os laços entre os concelhos e os reis fossem estabelecidos com a devida fidelidade entre poderes. De facto, o reconhecimento das cartas forais que outorgavam as liberdades  por parte dos monarcas era um elemento de coesão e cabia a cada conselho guardá-la como de um tesouro se tratasse (Rui Ramos,pp.76) . Porém o poder central estava devidamente representado pelo poder Central, o alcaide, era a autoridade máxima em termos militares , velando pela defesa e segurança das populações e a sua nomeação obedecia a critérios de confiança no seio da sua nobreza. Assim e nos primeiros momentos da nacionalidade em terras da planície o poder monárquico e os poderes concelhios seguiam um caminho comum assentes numa relação jurídica e de confiança, onde a lealdade era uma exigência, num País recentemente formado onde o Rei era o grande senhor do Estado. Se é certo que as cartas forais, foram um diploma fundamental na organização territorial, a guerra estava devidamente regulada nestes diplomas régios, a Sul do mondego e em terras do Alentejo, a guerra era então reconhecida, quer pelos que nela intervinham quer pelos que a dirigiam, como uma actividade lucrativa. Todos ganhavam com o saque e despojos, cobrando a Coroa vários tributos militares, com destaque para o quinto dos despojos. De resto, em tempo de paz no sul do território a simbologia da guerra estava presente de forma simbólica na documentação régia, o selo municipal com castelos com várias torres eram visíveis um pouco por todo o país, se havia vilas como a de Viana do Castelo que utilizava a simbologia dos senhores da guerra, já que as suas armas municipais representam os Riba de Vizela nos casos dos centros urbanos principais do Alto Alentejo, nos tempos medievais, não deixam dúvidas quando identificamos as representações equestres dos selos de Évora e de Elvas. Mas nesta época de formação do quadro institucional do estado português os forais, em terras do Alentejo seguem várias fases de institucionalização das cartas forais,  a 1ª fase -  D.Afonso II – Avis (1218);  2ª fase – D. Sancho II -  Elvas (1226); Alter do Chão e Crato (1232); 3ºfase (D.Afonso III – Avis (1254);  Arronches (1255);  Estremoz e  Alcaçovas (1258); Portalegre (1259); Terena (1262); Beringel e Portel (1262); Vila Viçosa (1270); Évora Monte e Monsaraz (1286) e 4ºfase- Ourique (1290) (Alter do Chão(1293);  Moura, Serpa e Noudar (1295, Borba (1302), Lavre (1304) e Redondo (1318) . Ou seja, a organização do território do sul de Portugal  ocorre a  ritmo considerável com  a deslocação de população do norte para sul dando origem a novas localidades um pouco por todo o Alentejo em menos de duas décadas após a definição das fronteiras nacionais.                              

quarta-feira, maio 16, 2012

Em Cannes fala-se português ...



Marilyn Monroe (1947)  abre o festival de glamour em Cannes (foto de James V.Roy )


O as regatas tornaram Cannes conhecida antes de meados do Século XX


 O Turismo em meados do século  colocava Cannes na rota da Riviera francesa


   A marina e a avenida marginal ...irrompem o verde ... 
...de um centro urbano que continua a acolher a natureza (2009) 

A 65.ª edição do Festival de Cinema de Cannes começa esta quarta-feira, em França, à sombra da imagem iconográfica da actriz Marilyn Monroe, e a cidade transforma-se na «Meca do glamour e do cinema». É assim que a agência France Press descreve agora a cidade da costa azul francesa, porque muita coisa acontece no festival para lá das estreias mundiais.O festival, que se associa aos 50 anos da morte da actriz Marilyn Monroe, vai abrir na quarta-feira em tom de comédia, com Moonrise Kingdom, de Wes Anderson, que conta com Bruce Willis, Edward Norton, Bill Murray e Frances McDormand. Em Cannes são esperadas várias estrelas de cinema, como Brad Pitt, a propósito do filme Killing them softly, Kristen Stewart, por causa de On the road, Sean Penn, que dará um jantar a favor do Haiti, e Robert Pattinson, por Cosmopolis, de David Cronenberg. Cosmopolis, produzido por Paulo Branco, é um dos filmes aguardados no festival e, por conta dele, em Cannes, vão estar os portugueses Dead Combo, que actuarão no dia 25, na festa da estreia mundial da longa-metragem. A competir pela Palma de Ouro estão ainda vários realizadores premiados, entre os quais Michael Haneke, que apresenta Amour, com Jean-Louis Trintignant, Isabelle Huppert e Rita Blanco, no elenco, Abbas Kiarostami, Ken Loach e Cristian Mungiu. Kiarostami competirá com Like someone in love, Ken Loach, com The angel's share, e o romeno Cristian Mungiu, com Beyond the hills. A selecção motivou um grupo feminista a acusar a direcção do festival de sexismo, por não terem sido incluídas realizadoras na competição. Thierry Frémaux, da organização do festival, viu-se obrigado a justificar as escolhas e a alertar que o problema da discrepância entre homens e mulheres na realização não se resume a Cannes, mas à produção internacional no seu conjunto. O júri da secção principal será presidido pelo realizador italiano Nanni Moretti.Nesta edição, o Brasil terá uma presença reforçada com o realizador Walter Salles, na competição oficial, com o documentário A Música segundo Tom Jobim, de Nelson Pereira dos Santos, e com as participações dos realizadores Carlos Diegues, Ruy Guerra e Eduardo Coutinho.Na Quinzena dos Realizadores, evento paralelo ao festival, será exibida a curta-metragem Os vivos também choram, do realizador luso-descendente Basil da Cunha, protagonizada por José Pedro Gomes. Basil da Cunha, filho de pai português e mãe suíça, volta a ser seleccionado depois de ter participado na Quinzena dos Realizadores em 2011, com Nuvem. Na semana da crítica, outro dos eventos paralelos, o júri das curtas-metragens é presidido pelo realizador português João Pedro Rodrigues. À margem do festival, mas aproveitando todas as atenções que estarão centradas em Cannes, será exibido, na cidade, no dia 24, o filme O cônsul de Bordéus, de Francisco Manso e João Correa, sobre a vida do Aristides de Sousa Mendes.O encerramento do festival, no dia 27, será com o filme Thérèse D., do realizador francês Claude Miller, que morreu em Abril. In Diário Digital com Lusa

terça-feira, maio 15, 2012

1.2 - Os castelos em linha na raia da fronteira do Alentejo...



Castelo de Niza de planta quandragular


Castelo de Vide - de primeira linha


Vila Viçosa, Castelo  - de segunda linha


Castelo de Elvas fundamental na defesa da raia 

A reconquista cristã no Alentejo desenvolvia-se ao mesmo ritmo bélico que na vizinha Extremadura espanhola, enquanto na raia de Portalegre dominavam os castelos ao serviço da coroa portuguesa, ao sul no actual distrito de Beja e ao longo da margem esquerda do Guadiana dominavam as ordens militares religiosas dos Hospitalários e de Santiago. Na verdade o grande rio do sul servia as ambições das hostes cristãs, no caso da Extremadura a incorporação dos centros urbanos do vale do Guadiana abria definitivamente uma nova etapa em que as ordens militares que foram decisivas para o domínio da região, cuja conquista do Castelo de Montemolín pela Ordem de Santiago em 1248, fundada por D. Afonso VII de Castela e com sede em Plasencia, significou o domínio da totalidade do território praticamente nas mãos das hostes cristãs. Mas este domínio que marcou os tempos medievais, assentou numa rede de castelos que se edificaram tanto no Alentejo como na Extremadura, em zonas elevadas, inacessíveis e com um forte poder de controlo e domínio, sobre as vastas planícies que os “cercavam” e que limitavam qualquer ofensiva islâmica. No território português, do norte ao sul do território alentejano, destacavam-se uma série de castelos de primeira e segunda linha, com uma série de características específicas embora obedecendo a uma gramática construtiva de fortificação, desde logo visível pelo traçado da sua planta, os rectangulares casos dos castelos de Monforte, Elvas, Campo Maior, Serpa e Mourão, os que seguiam a planta poligonal, Juromenha, Alandroal e Moura ou a exótica forma trapeziforme do castelo de Mértola. A Torre de Menagem, vigilante de planta quadrada dominavam a arte de fortificar da arma de guerra mais eficiente do período medieval que inclusivamente também pontificava nos castelos da raia da Extremadura e de um modo particular no extremo desta província. As altas torres na raia portuguesa, ultrapassavam os 30 metros na raia do Alto Alentejo, destacava-se a do castelo de Olivença (35.20 m) e de Alpalhão (32.70m). Outras torres de planta quadrangular, adossadas, eram geralmente colocadas estrategicamente ao longo do pano de muralha destinadas a diminuir os ângulos mortos de visão permitindo flanquear o adversário. Na Extremadura, as torres cilíndricas do castelo de Villagercía da Torre ou os torreões poligonais, da Torre de Menagem dos Duques de Alba, marcavam outra diferença. As semelhanças entre os castelos do Alentejo e da Extremadura, tornava-se mais evidentes relativamente aos seus panos de muralhas, cuja dimensão média ultrapassava os 200 metros e 10 metros de altura, casos dos castelos de Nisa, Castelo Vide, Niza, Elvas, Olivença, Alandroal e Monsaraz. (os maiores chegavam os 300 e cuja altura situava-se por volta de 20 metros). A paisagem acastelada, marcava as linhas de fronteira entre Portugal e Castela, face a afirmação destas unidades políticas numa época em que o adversário islâmico tinha praticamente abandonado o território nacional. Em primeiro plano, destacavam-se os castelos de primeira linha, como era os casos de Castelo Vide, Marvão, Alegrete, Arronches, Ouguela, Campo Maior, Elvas, Juromenha, Olivença, Mourão, Noudar ou Serpa, que constituíam o primeiro obstáculo ao invasor. Os de segunda linha de apoio e socorro às operações de cerco, de pequenos castelos com excepção do castelo de Beja, assim do norte para sul, na planície alentejana identificavam-se os castelos de Niza, Alpalhão, Crato, Alegrete, Arronches, Assumar, Monforte, Vieiros, Borba, Estremoz, vila Viçosa, Alandroal e Terena.  

domingo, maio 13, 2012

13 de Maio ...dias de Fé....em Fátima ....


Azinheira das aparições 


A primeira capela das aparições ...


A Basílica e capela das aparições 


O Santuário na peregrinação de 13 de Maio de 1967


Paulo VI ...o primeiro papa de Fátima .. nos 50 anos das aparições 

A vidente irmã Lúcia ...e o papa João Paulo II em  Maio de 1982

terça-feira, maio 08, 2012

Praias histórias de Portugal ....do Norte ..


Póvoa de Varzim ... em tempo de trabalho...


Espinho ... a piscina ao gosto das classes médias de meados do séc .XX.


S.Martinho do Porto ... a ida a banhos da fidalguia de sangue na tradição de finais do séc. XIX.


Nazaré ...entre a paisagem ... uma tradição ...um areal de lazer e de trabalho