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domingo, maio 19, 2013

Sandro Botticelli - a perfeição da pintura florentina ...


O Homem e a Medalha de Cosme Médicis (1475)



A virgem e o Menino com os seus Anjos (1480-1481).


A Primavera (pormenor) 1482.

Depois da sua aprendizagem, o florentino Sandro Botticelli (1445-1510), aprendeu a arte da pintura pelas mãos de Frei Filipo Lippi. É provável que depois de trabalhar no atelier de Andrea del Verochhio, onde também estava empregado o jovem Leonardo. Desenvolveu um estilo muito pessoal baseado no dinamismo das linhas. O movimento imaginativo da roupa, o cabelo e os contornos conferem às suas pinturas um tom elegante e no qual de destaca o aspecto decorativo de forma bem evidente, que era muito o gosto dos mecenas como era o caso dos Médicis, de quem foi um pintor favorito. Nas suas pinturas da Virgem criou um ideal feminino inconfundível: esbelta, ruiva, virginal e ligeiramente melancólica. Na representação das personagens da mitologia clássica, inaugurou toda uma série de novos temas, que influenciaram alguns artistas posteriores. A sua obra está representada por inúmeros retábulos, frescos de grande relevância, assim como retratos e cenas cosmológicas e no seu conjunto representa a perfeição do “estilo florentino”.


quinta-feira, junho 07, 2012

O conceito de Humanismo



A Virgem e o Menino e o Menino com Santa Ana, 1510, Leonardo da Vinci
(Museu do Livre Paris)

O termo “humanista” foi pela primeira vez como forma de designar os professores das artes liberais romanas (geometria, gramática, filosofia moral, retórica e poesia). A partir de então, tal termo tornou-se corrente para designar qualquer indivíduo com interesse e conhecimento pela cultura clássica e pelo valor das emoções e das relações sociais. Se inicialmente o humanismo se afirmou como um movimento literário erudito, acabou por se afirmar como um movimento centrado na busca do passado clássico e da natureza humana. O humanismo foi também responsável pela mudança do estatuto do artista, fazendo a transição entre o artificie e o artista. Outro aspecto, relevante nas representações artísticas como resultado da valorização da razão e das questões racionais, foi sem dúvida o “corte” com a concepção tradicional que valorizava fundamental a figuração das figuras divinas. De facto, os artistas começaram a representar o sagrado como pessoas vulgares, caso da Virgem, que nas obras de Leonardo da Vinci e Caravaggio eram representadas como raparigas vulgares. Os humanistas estavam cientes da importância da educação, visto estarem convencidos de que os podres racionais da mente humana podiam captar os modelos lógicos do universo. Tal raciocínio inspirou a crença de que a arte podia ser objecto de codificação em regras para efeitos de ensino, nascia assim o conceito de academia como forma de assegura a aplicação correcta das regras.         

segunda-feira, novembro 21, 2011

Renascimento: o Papa Júlio II, um "guerreiro" que também destacou-se como mecenas...

Júlio II , Rafael -1512, Galeria Nacional, Londres.  
Cúpula da Basílica de S.Pedro ( observada do exterior a partir do forum de Trajano)

A cúpula interior executada por Miguel Ângelo sobre o projecto de Bramante. 

Perspectiva parcial do tecto da Capela Sistina, de Miguel ângelo (tema - Juízo Final)

O Papa Júlio II, nasceu em Giuliano della Roverre em Albisola. Em 1471 foi nomeado cardeal por seu tio, o Papa Sixto IV e eleito Papa em 1503. Na sua biografia, os cerca de dez anos de pontificado estiveram marcados por uma sucessão de conflitos militares e manobras diplomáticas. Restabeleceu a autoridade nos Estados Pontifícios mediante uma fulgurante campanha em 1506, derrotando uma coligação internacional que se organizara contra Veneza em que pretendia arrebatar amplas possessões em torno de Ferrara. Mas o seu grande êxito, obteve em 1512, quando, através dos exércitos da Santa Liga, logrou impedir as ambições francesas e deu aos Estados Papais a sua máxima extensão.  Aliás, Júlio II em 1510 assumiu o comando do exército que procurou expulsar as potências estrangeiras de Itália, foi também um grande mecenas da cultura da sua época. Assim os melhores artistas italianos beneficiaram da sua protecção, a Bramante encarregou-o do grande projecto de reconstruir a Basílica de S.Pedro no Vaticano, que foi edificada durante mais de um século. Em 1508 convidou a  Roma Rafael Sanzio e encomendou a decoração dos aposentos papais e os soberbos frescos que decoram aquele espaço. A Miguel Ângelo, Júlio II confiou a decoração da capela Sistina, também no Vaticano, construída umas décadas antes, assim como um grande monumento funerário inacabado em sua memória e uma colossal estátua em bronze que ocupou uma das praças de Bolonha quando da sua conquista, que todavia não chegaria até nós. Miguel Ângelo viria a complementar os trabalhos de Bramante na Basílica de S. Pedro a partir de 1588.             



S.Pedro Patrono da Basílica

Fachada principal da Basílica de S.Pedro.


Mas sem dúvida que a intervenção de Baramante e Miguel Ângelo, foram fundamentais na edificação da "sede espiritual da cristandande", assim a Basílica de S.Pedro, edificada sobre uma igreja constantiniana, demolida em 1506. No projecto de Bramante, apresenta uma cúpula gigantesca ao centro de uma cruz grega. O mesmo sistema é repetido nos quatro cantos, formando-se assim outros cantos mais pequenos, em que se inserem as torres. O conjunto da construção forma um quadrado com pavilhões centrais. É uma adição clássica de espaços independistas, idênticos uns aos outros. A cúpula é semicircular. O projecto de Miguel Ângelo, baseia-se também na cruz grega, mas renuncia às quatro cúpulas secundárias dos braços da cruz e às torres. Os três quadrados concêntricos de Bramante são reduzidos a dois, os pilares do cruzeiro tornam-se colossais. Em contrapartida, Miguel Ângelo, procedeu ao reforço estático, pórtico de colunas nas entrada a leste, cúpula monumental de duas calotes, a nave de 255 metros e a fachada, ultrpassam já o Maneirismo anunciando o Barroco.                 

sábado, setembro 03, 2011

O renascimento em Itália: características gerais (síntese).

 Basília de S.Pedro coroada de elementos clássicos
 Interior da Basílica de S.Pedro com a sua abóbada em caixotões

S.Magiore II e a sua inseparável cúpula 

 A originalidade da Ponte Vechio
Campanário da muralha defensiva do palácio Vechio


A grandeza do Palácio di Priori


A villa Rotonda complemento do fausto urbano da burguesia itálica 

A arquitectura renascentista inspira-se inicialmente em modelos romanos, mas também gregos, helenísticos e bizantinos. Numa análise comparativa com a Antiguidade Clássica , observa-se que os arquitectos do renascimento, continuaram a utilizar determinadas estruturas arquitectónicas da época clássica como as ordens de coluna, as formas de frontão e de ornatos, numa composição arquitectónica pautada pela harmonia e por uma nova concepção de espaço. A forma ideal de construção sacra, segundo os grandes teóricos definia-se numa construção de planta centrada encimada por uma cúpula, se bem que a prática cultural surge a partir desses edifícios com construções axiais. A cúpula assenta geralmente sobre um tambor e é encimada por uma laterna. As paredes, que no gótico tinham sido em grande medida substituída por vitrais, passam novamente a ser fechadas. Os elementos divisórios e decorativos, que no Renascimento lombardo estavam ainda sobrecarregados de uma ornamentação exuberante, transformam-se no Alto Renascimento em formas tranquilas sem qualquer tendência de verticalismo. Predominam o rectângulo e o círculo. A nervura e o arco em ogiva são banidos. Os tectos de madeira, as abóbadas de berço e as cúpulas são divididas em caixotões. As janelas são rematadas por um arco de volta inteira no Renascimento primitivo, e no Alto Renascimento têm um remate direito (a partir de cerca de 1500), coroado por um frontão triangular ou aberto. Em vez de pilares do gótico tardio, sem base nem capitel, reaparecem as ordens de colunas clássicas: dórica, jónica, compósita, que “correspondem à medida do homem e representam a sua imagem , na euivalência base-pé, fuste- corpo e o capitel –cabeça”[H.Weigert]. A fachada torna-se também mais humana: apresenta em grau cada vez maior colunas e pilastras, silhares rústicos e pulidos, antecorpos, pórticos e ressaltos. A casa de Deus deixa de ter um carácter místico, espiritualizado e sagrado para se transformar numa realidade grandiosa. [Wilfried Koch, Renascimento e Maneirismo, p. 215 ]. As formas tardias do Renascimento italiano, posteriores a 1530, tornam-se mais pesadas; as pilastras são substituídas por meias-colunas ou colunas cilíndricas, as cornijas sobressaem muito as paredes. A decoração mais rica anuncia o Maneirismo que se aproxima. O principal arquitecto do Renascimento tardio foi Andrea Palladio, 1508-80. Este arquitecto nem sempre aplica as regras que ele próprio deduziu do estudo das construções antigas. Mas os seus esforços no sentido de uma aproximação cada vez maior das plantas das construções da Antiguidade, são visíveis na Villa Rotonda no seu sentido de simetria e das proporções harmoniosas, tornam-se um cânone clássico na época seguinte. Na arquitectura civil, todas as grandes famílias florentinas encomendaram palácios e villas com jardins no campo. Todos os palácios urbanos são autênticos bastiões, fortemente fechados no exterior, com pátios com colunas no exterior, construídos mediante arcadas e ordens clássicas, em geral mais habitáveis e flexíveis do que o que indicam os seus austeros tratamentos exteriores. A cantaria das paredes dá-lhes uma vibração especial, um carácter rugoso e áspero não isento de conotações defensivas de instabilidade. Mais tarde, cada arquitecto em cada palácio procurará a maneira de assinalar e diferenciar o carácter singular de cada novidade.

sábado, abril 30, 2011

O Renascimento Veneziano : as obras de Sansovino e Palladio


 A obra de Sansovino manifestou-se na renovação urbana de Veneza




 A colunata movimentada foi uma influência da sua formação romana


 As grandes cúpulas uma das marcas da obra de Palladio em Veneza
As últimas experiências de Palladio denunciam já as influências do Maneirismo.
Em Veneza, a experiência construtiva é resultado da sua própria história, na verdade a urbe italiana, não resultou da inspiração da Antiguidade, mas foi antes o resultado das experiências de mestres e artistas que desenvolveram a sua obra em território veneziano. Entre eles destaca-se, Andrea Sansovino, que se formara em Roma e que chega em 1527, permanecendo em Veneza cerca de quarenta anos até ao fim da sua vinda. Na sua obra é visível o processo de renovação da linguagem arquitectónica veneziana, traduzida nas severas formas classicistas de influência dos grandes mestres romanos como Bramante e Rafael, numa expressão mais dúctil, decorativa e movimentada que tão bem se expressa na cidade lagunar. Os melhores exemplos foram os edifícios edificados em volta da Praça de São Marcos, cuja fachada são modeladas através de um jogo notável e eficaz de claro-escuro, obtido através da disposição de elementos clássicos e de um notável aparato plástico. Outro mestre de relevo, Andrea della Gondola, mais conhecido por Andrea Palladio, vindo de Pádua, chega a Veneza, com a função de cinzelador em 1537, mas doze anos depois é o responsável pela reestruturação do Palácio Regione. A estrutura englobava a construção gótica anterior de dois pisos, que seria renovada segundo os princípios renascentistas. Na sua fachada, introduziu duas filas sobrepostas de arcos serlianos, rematada por uma bela balaustrada, na qual se levanta uma serie de estátuas, em correspondência com as colunas que se erguem no primeiro piso, dividindo os espaços dentro dos quais se encontram os arcos, supotados por colunas pequenas. Mas, a influência de elementos arquitectónicos de matriz romana, é evidente na utilização da janela em arco, denominada serliana, e na faixa de tríglifos e métopas que separam os dois níveis. A sua carreira em Veneza jamais seria igual quer na edificação de espaços públicos quer privados, destacando-se nesse âmbito uma série de villas por encomenda da nobreza veneziana. De resto, Andrea Palladio, fecha o ciclo das obras renascentistas em Veneza, com a edificação de três espaços religiosos, duas, San Maggiore (1556) e a do Redendor (1557), que estão localizadas nas ilhas limítrofes. Neste âmbito, destaca-se sem dúvida, a do Rendero II iniciada em 1577, de planta centrada, com Cúpula de três conchas sobre o cruzeiro. Cujo acesso se concretiza pela anexação de uma nave central com abóbadas de berço e capelas em forma de nicho. A Fachada com colunas duplas de ordem colossal no portal e no pórtico um frontão, denunciando desde logo a tendência maneirista neste espaço do Renascimento tardio.

quinta-feira, março 11, 2010

segunda-feira, maio 04, 2009

O retábulo da Sé e a obra do Maneirista Luís Morales



História Local - A história do grande retábulo da Sé de Elvas está relacionada directamente com o término das obras do referido espaço arquitectónico iniciadas em 1537, considerando que o Bispo D. António Mendes de Carvalho, pretendia coroar aquele ciclo de obras com uma peça retabular monumental, coincidindo ainda com a concessão da Bula Papal "Super Sanctas " que criava o Bispado de Elvas. Para tal e ao contrário do que passou com os mestres pedreiros das principais obras das arquitectónicas de Elvas quinhentista, o pintor escolhido para tal obra não foi um pintor da capital nem da corte régia, mas da cidade vizinha de Badajoz. O que até se compreende, uma vez que Luís Morales era já então um pintor de nomeada e com obra conhecida na região raiana, como pintor de retábulos entre eles o de Arroyo da Luz, da Igreja matriz de Alconchel ou de São Domingos de Évora. O retábulo da Sé que cobriu a Capela Mor até 1734 altura, em que é retirado quando ocorre a remodelação daquele espaço e que deu lugar a actual capela Barroca era constituída por doze painéis, três deles foram identificadas em 1944 pelo Marquês de Lozola, na sacristia da Igreja do Colégio e as outras três, identificadas pelo Prof. Dr. Victor Serrão, nas reservas do Museu Municipal em 1983. O conjunto retabular era disposto provavelmente de cima para baixo e da esquerda para a direirta da seguinte forma: Busto de Cristo ( diâmetro de 260 mm. desaparecido); Busto da Virgem (260mmm) desaparecido; numa segunda linha: Sant`Ana e São Joaquim (1970x970mm) ; Nossa Senhora da Conceição (1770x1440mm) e Anunciação (1025x1700); na terceira linha: Grupo escultórico cromado (Morte da Virgem) , tamanho não referido à luz da documentação; na quarta linha (Visitação), 1680x1630 mmm) e Adoração dos pastores (desaparecido), na quinta linha, Apresentação ao Templo (1700x1650 mm) e a Adoração aos Magos (1740x1600mm). O retábulo era rematado pela Predela Partida (desaparecidas). Das seis tábuas conhecidas, desta obra prima que custou na época ua fortuna, avaliada num valor superior a mais de 1.000 ducados, destaca-se as seguintes características: A Anunciação, representa um excelente desenho da figura da Virgem, pintada a tons magenta e violáceos, de finos cabelos louros, enquanto que o Anjo Gabriel é representado segundo as regras tradicionais; O encontro de Sant´Ana e São Joaquim na Porta Dourada, encontra-se num estado degrado e mutilado como efeito de utilizações várias; no painel a Visitação destaca-se o cromatismo quente, a qualidade superior do desenho, a expressão figurativa e a forma eficaz de representação do vestuário e dos tecidos soltos; A apresentação do Menino do Templo, segue o modelo comum nas obras de Morales onde o valor figurativo das figuras é variado do ponto vista qualitativo; O painel da Adoração aos Magos, destaca-se pelo carácter pedagógico da representação e finalmente o painel de Nossa Senhora de Assunção, que deveria coroar o retábulo e que se econtra igualmente em mau estado. Eis pois a obra monumental de um dos maiores pintores do maneirismo espanhol ou melhor o pacense Luís Morales, que deixou a sua marca em Elvas, hoje visível nos painéis da sacristia da Igreja do Salvador, a saber a Adoração aos Magos, a Visitação e a Apresentação no Templo. Postado por Arlindo Sena

sábado, abril 25, 2009

A irrequietude artística de Rosso Fiorentino


História e Cultura das Artes/10º ano de escolaridade - A obra maneirista de Rosso Fiorentino: - Giovanni Batista di Lacopo, conhecido por Rosso Fiorentino, foi aluno de Andrea Del Sarto e manifestou desde cedo uma vontade de independência relativamente aos módulos formais clássicos. Na Virgem com o Menino e Santos para Santa Maria Nuova, retoma o esquema do século XV do retábulo do altar, mas anula o sentido de profundidade espacial pondo no mesmo plano as figuras, caracterizadas por rostos que parecem possuídos, corpos com volumes facetados e mãos aduncas. Uma explicação ruptura dos cânones clássicos surge na Deposição de Volterra ( figura acima representada), onde Fiorentino exacerba a expressividade das figuras, sublinhando a tensão dramática do evento e organizado, em linhas quebradas e dissonantes, uma composição em que tudo vive numa dimensão não naturalista: a luz irreal, a compacta faixa de céu no fundo, as cores violentas sem efeitos de claro-escuro e as expressões caricatas dos rostos. Do mesmo período é o Anjo Músico, fragmento de um retábulo representado provavelmente uma Virgem com o Menino. Na pintura Moisés Defende as Filhas de Jetro, é óbvia a intenção de imitar os modelos de Miguel Ângelo para levar ao extremo as pesquisas formais do mestre. Antes de partir para Roma, Rosso realizou o Casamento da Virgem, obra que revela o desejo de reinterpretar a tradição clássica de Rafael e dos artistas florentinos. Postado por Arlindo Sena

sexta-feira, março 13, 2009

A Escultura do Renascimento

Miguel Ângelo, Pietá do Vaticano, 1498-1501,174 cm de altura.

Leitura Formativa - 10º Ano de escolaridade /História e Cultura das Artes - Os escultores do Renascimento Italiano manifestam nas suas criações artísticas uma notável influência das obras da Antiguidade Clássica ( Grécia e Roma). As suas obras, revelam a sua preocupação com a figura humana, principalmente masculina. O estudo da anatomia, do nú e das proporções são outros elementos que revelam preocupação dos escultores, no tratamento do equilíbrio, do movimento e do realismo. O retrato equestre é outra forma de representação recuperada da época greco-latina. Dos grandes escultores do renascimento italiano, destacam-se os mestres quinhentistas Lorenzo Ghiberti e Donatello, o primeiro realizou uma obra notável onde a mestria da arte do relevo atingiu a máxima expressão artística, nas portas do baptistério de Florença onde as cenas do Antigo e Novo Testamento que esculpiu e que expressam com exactidão a profundidade e os ambientes arquitectónicos e paisagísticos. As obras de Donatello demonstram o gosto e o interesse do escultor florentino pela anatomia e piscologias humanas. Porém para a maioria dos historiadores da arte, identificam Miguel Ângelo como provavelmente o artista mais completo do Renascimento em parceria com Leonardo da Vinci. Nas suas obras destaca-se a obsessão pela anatomia, o estudo da roupagem, do movimento da composição, à expressão das emoções e à perfeição das formas, as suas esculturas aproximam-se da excelência, sendo frequentemente inacabadas devido à impossibilidade de conseguir executar o que considerava ser a expressão da máxima arte. O expressionismo, o exagero da composição e a monumentalidade percorre os suas últimos criações já de matriz maneirista. Postado Arlindo Sena.