ranco em 1441 (20º 46 lat. N da Mauritânia). Dois anos mais tarde fez o reconhecimento e descoberta das ilhas de Gete e Garças, ao sul do Cabo Branco e, possivelmente, a de Arguim. O seu último feito, de um dos mais significativos navegadores da época henriquina, foi a descoberta e reconhecimento da Gâmbia, onde perde a vida com mais dezoito companheiros da Casa do Infante, vítimas dos índigenas locais. Álvaro Tristão da Cunha - Navegador e escudeiro do infante e irmão de Nuno Tristão. Pedro de Elvas - funcionário do Município do Funchal, oriundo da Casa Senhorial do Infante, chega a escrivão de armas na década de 1480. Gil Fernandes - Criado do Infante Dom Henrique, desempenhou vários cargos na administração central em meados de quatrocentos na qualidade de chanceler da correição da comarca Entre Tejo e Guadiana. Mais tarde em Tânger ao serviço do Infante D. Fernando foi ferido numa expedição militar, o que voltaria a ocorrer em 1463 em Cabo Verde mas de forma mortal. Lourenço de Elvas - Navegar da Ordem de Cristo, sendo referido pela documentação como capitão de Gil Eanes desde 1446 . D. Rui Rodrigo Afonsdo de Melo - Pai do famoso alcaide de Elvas, Rui de Melo, Conde de Olivença, serviu o Infante como Governador da fortaleza de Tânger . João Rodrigues Trigueiro - Era escrivão da coroa em 1435, altura em que passa a escrivão do porto seco de Elvas, que serviu durante um breve tempo do reinado de D.Duarte sendo depois transferido para a Praça de Ceuta. Estevão Vasques Subtil- Escudeiro do Infante Dom Henrique. Álvaro Gonçalves - Era Besteiro do Couto em 1450. Mas a vila de Elvas na época quatrocentista também se encontrava na rota do gado lanígeo da Casa Senhorial do Infante que tinha o seu percurso centralizado nas seguintes localidades a partir da Serra do Caramulo, Covilhã, Montalvão, Elvas e Castela (Badajoz e arredores). Nesta perspectiva a vila de Elvas integrava-se na transumância que caracterizava a vida pastoril, no Verão o gado subia a planície e no Inverno deslocava-se para as terras altas. Em termos económicos pouco se conhece relativamente à exploração da lã, que provavelmente era utilizada para vestuário dos grupos sociais com menos posses, já que a própria da Ordem de Cristo, pelos Estatutos de 1449, consumia tecidos e panos, de origem inglesa e francesa, tal como a Nobreza europeia.Toadavia esta rota constituía uma fonte de receita considerável para a Coroa, para os municípios e para os grandes senhores laicos e eclesiásticos, que cobravam tributos pela passagem do gado nas suas propriedades, na região de Elvas as receitas eram naturalmente régias pelo simples facto de se tratar uma terra realenga. Postado por Arlindo Sena. sábado, janeiro 31, 2009
Os Elvenses ao serviço da Casa Senhorial do Infante Dom Henrique
ranco em 1441 (20º 46 lat. N da Mauritânia). Dois anos mais tarde fez o reconhecimento e descoberta das ilhas de Gete e Garças, ao sul do Cabo Branco e, possivelmente, a de Arguim. O seu último feito, de um dos mais significativos navegadores da época henriquina, foi a descoberta e reconhecimento da Gâmbia, onde perde a vida com mais dezoito companheiros da Casa do Infante, vítimas dos índigenas locais. Álvaro Tristão da Cunha - Navegador e escudeiro do infante e irmão de Nuno Tristão. Pedro de Elvas - funcionário do Município do Funchal, oriundo da Casa Senhorial do Infante, chega a escrivão de armas na década de 1480. Gil Fernandes - Criado do Infante Dom Henrique, desempenhou vários cargos na administração central em meados de quatrocentos na qualidade de chanceler da correição da comarca Entre Tejo e Guadiana. Mais tarde em Tânger ao serviço do Infante D. Fernando foi ferido numa expedição militar, o que voltaria a ocorrer em 1463 em Cabo Verde mas de forma mortal. Lourenço de Elvas - Navegar da Ordem de Cristo, sendo referido pela documentação como capitão de Gil Eanes desde 1446 . D. Rui Rodrigo Afonsdo de Melo - Pai do famoso alcaide de Elvas, Rui de Melo, Conde de Olivença, serviu o Infante como Governador da fortaleza de Tânger . João Rodrigues Trigueiro - Era escrivão da coroa em 1435, altura em que passa a escrivão do porto seco de Elvas, que serviu durante um breve tempo do reinado de D.Duarte sendo depois transferido para a Praça de Ceuta. Estevão Vasques Subtil- Escudeiro do Infante Dom Henrique. Álvaro Gonçalves - Era Besteiro do Couto em 1450. Mas a vila de Elvas na época quatrocentista também se encontrava na rota do gado lanígeo da Casa Senhorial do Infante que tinha o seu percurso centralizado nas seguintes localidades a partir da Serra do Caramulo, Covilhã, Montalvão, Elvas e Castela (Badajoz e arredores). Nesta perspectiva a vila de Elvas integrava-se na transumância que caracterizava a vida pastoril, no Verão o gado subia a planície e no Inverno deslocava-se para as terras altas. Em termos económicos pouco se conhece relativamente à exploração da lã, que provavelmente era utilizada para vestuário dos grupos sociais com menos posses, já que a própria da Ordem de Cristo, pelos Estatutos de 1449, consumia tecidos e panos, de origem inglesa e francesa, tal como a Nobreza europeia.Toadavia esta rota constituía uma fonte de receita considerável para a Coroa, para os municípios e para os grandes senhores laicos e eclesiásticos, que cobravam tributos pela passagem do gado nas suas propriedades, na região de Elvas as receitas eram naturalmente régias pelo simples facto de se tratar uma terra realenga. Postado por Arlindo Sena. sexta-feira, janeiro 30, 2009
Um atlas carregado de interrogações
sua obra, a possível informação fornecida directamente e de forma secreta pelos portugueses como a única nação na época com conhecimentos geográficas capaz de fornecer tais elementos? Porém e com a ignorância do tempo e sem conhecimento da linha de investigação específica para esta questão, pode-se questionar onde se situam os fidalgos de Elvas, estudados sem continuidade por Duarte Leite na década de 1940, que opinava que teriam sido os primeiros portugueses a desembarcar em solo norte americano ? No silêncio das hipóteses parece pois evidente que a historiografia norteamericana aponta para o descobrimento da América antes do séc. XV e a hipótese académica de mais um feito dos portugueses parece cada vez mais evidente ? Postado por Arlindo Sena. As vanguardas históricas
anguarda deu-se a conhecer no Salão de Outono de 1905, em Paris . A designação do termo fauvismo, decorre do termo francês fauve foi utilizada pejorativamente pelo crítico de arte Louis Vauxcelles na sua apreciação às obras ali expostas, referindo-se à forma agressiva, quase selvagem, como era aplicada a cor em tons puros e directamente sobre a tela, dependente exclusivamente das emoções dos pintores. Rejeitando todas as tendências plásticas e pictóricas que os antecederam, do Impressionismo ao Simbolismo dos Nabis, os pintores fauves enalteceram o valor da cor como elemento privilegiado da composição e representação. De facto, as suas obras têm a cor como principal protagonista, usada de forma violenta, lisa e directa, sem matizes. Os seus principais representantes são Henri Matisse, André Derain, Maurice de Vlaminck e Georges Roualt. O expressionismo desenvolve-se na Alemanha na primeira década do séc. XX, em simultâneo como o Fauvismo em França. Este movimento, cujos principais precursores foram o norueguês Edvard Munch e o belga James Ensor, desenvolve-se principalmente na Alemanha. Mais do que representar o mundo exterior , as suas telas deviam converter-se na expressão sensível dos seus mais profundos sentimentos, através de cor intensas, formas violentas e piceladas bruscas, caracterizando uma pintura cheia de energia e vitalidade. Do ponto vista artístico, essas formas identificam-se ainda pelo traço desgarrado, pela utilização agressiva da cor e a distorção das figuras pretendendo trasmitir a expressão dos sentimentos próprios, a angústia existencial, a dor e as emoções subjectivas. Os principais representantes são Emil Nolde, Ernest Kirchner, Franz Marc, Auguste Franz Make, Paul Klee ou Wassily Kandinsky. O Cubismo foi a vanguarda que dominou a cena artística parisiense entre 1907 e 1914, apesar dos seus fundadores, Pablo Picasso e Georges Braque nunca terem utilizado tal expressão. As principais características deste movimento são a recusa da perspectiva e o realce das imagens bidimensionais, fragmentado as figuras em formas geométricas para depois recontruir de novo. Verifica-se o ênfase da linha e das formas planas, para permitir o espectador não obtenha um único ponto de vista, captando as múltiplas possibilidades que o objecto ou objectos representados contêm. Os artistas mais representativos foram, além de Picasso, Georges Braque, Juan Gris e Fernand Léger. Postado por Arlindo Sena. quinta-feira, janeiro 22, 2009
O pioneirismo da imprensa liberal e republicana
Visconde de Vila Nova de Gaia, etc. Por outro lado, o jornal mais tarde republicano, a Nação, publicado em Lisboa e distribuído numa das dependências da praça forte de Elvas, era conhecido por um número restrito de famílias Elvenses mais influentes na vida civil e militar, pondo em evidência ainda o carácter restrito e limitado da difusão e influência dos ideais liberais na vida civil da urbe elvense. Mas a imprensa periódica de Elvense, embora já consolidada durante o 1º Rotativismo, só conhece de facto um notável desenvolvimento, como imprensa de opinião, durante o 2º Rotativismo. Considerando que na primeira fase deste sistema político 1861-1878, apenas um jornal é identificado com a luta política: trata-se da Democracia Pacífica de 1866-1869, que mereceu as mais vivas referências de Eça de Queirós que, ao longo do ano de 1867, na revista da Imprensa do Distrito de Évora, destaca sucessivamente em cerca de onze edições este jornal Elvense que não só se revelava crítico da política de centralização da classe política de Lisboa, como denunciava e censurava a mesma, propondo novos dirigentes e aconselhando o próprio monarca a dar esse passo. Em termos ideológicos e apesar do carácter socializante que a Democracia Pacífica parece denotar em alguns artigos, parece-nos que não passou disso mesmo por três razões: A primeira, pelo facto do ideário inicial deste órgão de informação defender incialmente a implantação de um novo regime político, daí que muitas ideias proclamadas sejam de cariz republicano ou quando muito apresentarem um carácter socializante. Porém, o Dr. João Francisco Dubraz nunca se afirmou como tal, sendo conotado como um democrata liberal. A segunda, pela análise dos seus três anos de publicação que acentuam a sua prática liberal, apesar dos temas de análise crítica serem diferentes a partir de 1867, mas se a orientação do jornal difere da prática seguida desde a sua fundação, isso deve-se como já afirmámos devido à mudançs de objecto de crítica. Já não é a monarquia ou o poder Central, mas a classe política, corrupta e centralizadora, que impede o desenvolvimento do poder local e nestas circunstâncias encontramos por vezes artigos de apoio à causa real. A terceira justifica-se pela própria definição política do jornal, que na sua edição nº 205 afirma-se politicamente como Liberal Democrático, o que acontece pela primeira vez num jornal elvense, apesar dos artigos de opinião terem tradição e conotação política no jornalismo oitocentista. Mas como defendemos inicialmente, com o segundo rotativismo, a imprensa Elvense "ganha" um carácter ou cunho partidário que se revela nos periódicos locais. Assim, O Elvense, na sua longa vida 1880-1921, não só se afirma como um jornal Liberal independente, como mais tarde e seguindo sempre a linha liberalizante se afirma Republicano e Progressista, o mesmo acontecendo com o Correio Elvense (1889-1949) que acentua a sua tendência progressista de forma radical pelo menos até ao princípio do século. Aliás, a tendência para o radicalismo mantêm-se na Sentinela da Fronteira, onde este jornal independente, liberal e radical, apenas pretende demarcar-se do Elvense, através do Visconde de Alcântara, um monárquico muito considerado e apoiado pela classe política elvense em meados do séc.XIX pela sua influência na capital Portuguesa e nos meios políticos e parlamentares. Assim, as diferenças entre a Sentinela e o Elvense justificavam-se apenas no âmbito de acção desenvolvida por ambos enquanto claros apoiantes do Partido Progressista. Por outro lado, não podemos ignorar a luta política a nível local no interior do Partido Progressista, entre o Presidente da Câmara, Eusébio Nunes da Silva, e o Dr. João Henriques Tierno, duas figuras que não podem ser ignoradas na História Contemporânea de Elvas. E é neste sinuoso contexto que se salientam duas figuras que se revelaram daversários no campo político e companheiros na luta pelos interesses da sua Terra. Mas a violência e a propaganda republicana através da palavra torna-se evidente e definitiva nos periódicos de Elvas no último quartel de oitocentos, mas especialmente no Jornal de Manuel Araújo da Silva, Correio Elvense, que perante a questão do Ultimato Britânico classificava como vergonhosa a cedência perante os interesses britânicos, chegando a editar um suplemento sobre a mesma causa. Todavia seria o Elvense de forma subtil, após o 31 de Janeiro de 1891 que manifestava a aderência a causa republicana quando numa das suas edições classificava o símbolo da causa republicana, como uma bela canção. Postado por Arlindo Sena. sábado, janeiro 17, 2009
O Génio do Mal
terça-feira, janeiro 13, 2009
O significado do Cerco e da Batalha das Linhas de Elvas

terça-feira, dezembro 30, 2008
Elvas em 1909 no último ano da Monarquia
a taxa de natalidade e nupcialidade não ultrapassava respectivamente os 29.9 % e 0.64 %, sendo as mais baixas desde 1878. Todavia, e em sentido contrário registava-se a notável taxa de mortalidade de cerca de 14.5 %, o que não deixa de ser curioso uma vez que o início de 1909 foi marcado pela continuidade de um Inverno rigoroso iniciado em Dezembro de 1808, que praticamente terminou com um grande nevão que se abateu na cidade no dia 3 de Março, e que arruinou um grande nú
mero de pequenos proprietários que viviam da exploração da platanção de olival. Seria também o último ano em que as freguesias de S. Lourenço, S.Vicente, Aventosa e Várzea deixavam de ser consideradas como freguesias urbanas por convenção administrativa, com consequências nos efectivos da população urbana, que em 1910 não ultrapassava as 10.645 almas contra as 10.465 habitantes das freguesias rurais, marcando a ruralização do concelho iniciado com as leis cerealíferas de 1899. A vida política local estava centrada na figura do Doutor Ruy de Andrade, agrónomo e grande proprietário, mais conhecido pelo Senhor da Fonte Alva e que gerindo a vida municipal era sem dúvida a voz da monarquia portuguesa. Não é por acaso que mais tarde notabilizou-se como um dos mais notáveis parlamentares monárquicos durante a I República. Por outro lado, os aristocratas de sangue em Elvas, há muito tinham desaparecido e, com excepção de duas famílias, eram os novos proprietários e antigos rendeiros das casas aristocráticas e de alguns burgueses de Lisboa, que se dividiam nos apoios às causas monárquicas e republicanas respectivamente. O povo sereno e indiferente contava os tostões da jornada agrícola e os funcionários públicos chegavam ao centro histórico na bicicleta, fruto dos ventos do progresso e da produção em série da nova vaga industrial. 1909 foi também o último ano de uma visita real a Elvas, quando o Príncipe Filipe, nove meses antes da sua morte no regicídio acompanhado de sua mãe, visitou Elvas e do Castelo ficou maravilhado pela paisagem que daí avistou. No Verão de 1909 realizava-se o primeiro grande comício republicano em Elvas, Júlio Botelho de Alcântara presidente da Comissão Republicana de Elvas fundada em 1908, recebia duas figuras de referência do movimento republicano, João Chagas e José Relvas e que nessa passagem por solo Elvense anunciavam que vinha aí tempos de mudança. O Património, a cultura e a magia, anunciavam que vinha aí tempos de mudança. O Património, a cultura e a magia anunciavam novas preocupações e gostos. Tomás Pires conseguia concretizar os desejos dos seus velhos e queridos amigos, Torres de Carvalho e Vitorino de Almada, com a abertura ao público do Museu Arqueológico após quase duas décadas de persistências.O Dr. João Bagulho conseguia um feito notável com a conquista da leccionação do primeiro liceal de Elvas, permitindo a escolarização das classes médias que até então não tinham poder económico para sustentar a vida de um estudante na capital do distrito. Um jovem notável de Monforte, mas recém casado com uma senhora de Elvas, ganhava um prémio internacional de poesia em Salamanca. Tratava-se de António Sardinha e no Cinematógrafo de Elvas, as famílias elvenses viviam o sonho e a evasão, mostrado numa tela de 900 cm, a primeira apresentação de um filme melodramático. Um século depois , vivemos de novo com a esperança da geração de 1909, face às dificuldades e aos desafios que o novo século parece determinar ... Postado por Arlindo Sena. segunda-feira, dezembro 29, 2008
O mundo em 1909 em vésperas de 2009

sábado, dezembro 27, 2008
A Expo de 1889 e a Arte do Ferro
a, para grande desgosto dos que não suportavam a novidade de uma estrutura que não precisava de massa e que não produzia sombra, que falava em nome da utilidade e não da beleza, da ciência e não da arte, da funcionalidade e não do estilo. A exposição gerara dois frutos consumados da tecnologia moderna, não só a Torre. O arquitecto Ferdinand Dutert e o engenheiro Victor Contamin uniram-se no evento com a Sala das Máquinas, uma galeria de 420 metros de comprimento e 115 de largura coberta com uma ossatura metálica que praticamente resolvia o espaço interior como se de uma planta livre se tratasse. A cobertura, que alguns definiram como um enorme pássaro com as asas a
bertas em voo, era constituída por arcos de ferro com três articulações que evitavam os apoios intermediários e fazia com que a estrutura correspondesse ao envoltório, de maneira que a vivência interior era a de um espaço ilimitado, de carácter dinâmico, um cântico às qualidades universais da utilização do ferro, capaz de cobrir as mais insólitas galerias. E, junto à galeria, a proposta inovadora da torre, uma pirâmide curvada formada por quatro triângulos trabalhando ao mesmo tempo a tensão e a compressão, tudo assente na técnica de amarrar e ir içando elementos padronizados. Não fora o capricho do autor; os pontos de partida estavam na base do concurso, que pedia uma torre até aos 304 metros, em ferro, situada em pleno Champs de Mars. Eiffel elevou a sua experiência e conhecimento como construtor de pontes que aqui eram os pilares com apoios separados. Depois, era questão de ir soldando com nós planos e espaciais as peças pré-fabricadas para urdir a membnrana envolvente com uma técnica rápida e directa, que determinava o espaço com os próprios símbolos da construção, pois não precisava de distinção entre espaço interno e externo, fazendo desaparecer e esquecer a noção de parede de fecho. Como acontecia com o trabalho dos pintores impressionistas, com os desenhos lineares dos cartazes de publicidade, a torre traçava a sua própria figura directamente na tela dos céus de Paris, ela própria era o seu cartaz publicitário desenhando com técnica gráfica linear, um símbolo estrutural que captava de maneira imediata o tempo do presente e anunciava o futuro. Postado Arlindo Sena. Os progressistas de Elvas e a perda de influência no Distrito de Portalegre
o Partido Progressista de Portalegre o nome de Eusébio Nunes da Silva era aprovado para Administrador do Concelho enquanto que o Dr. João Tierno era um dos vários candidatos Progressistas ao lugar de Governador. Assim a " guerra" instalava-se em finais de 1889 tendo o Dr. Frederico Laranjo se deslocado a Elvas no sentido da reconciliação, mantendo a proposta de Governador Civil para Eusébio Nunes da Silva e de Deputado às Cortes pelo Distrito de Portalegre. O Correio Elvense acabou por ser o "teatro bélico" da acção política do Dr. João Tierno e adversidade entre ambos em parte reflectiu-se na derrota do Partido Progressista no Distrito nas eleições de 1890. A partir de então a perda de influência da classe política elvense no distrito foi contiuada e atingiu o auge já em plena época do regime republicano quando nos antos trinta (1930), um grupo de Elvenses gizou e propôs em termos geográficos, administrativos e políticos uma nova circunscrição distrital que não foi aceite pelo Estado Novo. Relativamente a estas duas figuras notáveis na vida política local, duas notas: Eusébio Nunes da Silva foi o grande vulto do progresso de Elvas na transição para o século Vinte interrompendo o domínio tradicional dos Regeneradores em Elvas e dominando a vida política entre 1890 e 1900. O dr. João Tierno, destacou-se sobretudo como um respeitável humanista e médico, cuja obra foi reconhecida de forma pública pela Santa Casa da Misericórdia de Elvas em 1928. Como político participou activamente em várias folhas políticas monárquicas e republicanas num período situado entre 1880-1920, foi Administrador do Concelho de Elvas e na transição para a República foi ouvido com frequência pelos representantes do Poder Central sobre o futuro e progresso de Elvas. Postado Arlindo Sena. quarta-feira, dezembro 24, 2008
Os Magos do Oriente

Um Feliz e Santo Natal para todos VÓS
Um feliz Natal de 2009
Aos meus alunos e familiares
Aos meus colegas e amigos
A todos os Elvenses e seus familiares
Aos meus companheiros da Blogsfera.
segunda-feira, dezembro 22, 2008
O Messias segundo as fontes Romanas

domingo, dezembro 21, 2008
As Artes Menores no Ocidente Medieval
Leitura Formativa: 10º Ano de escolaridade História e Cultura das Artes - As imagens românicas cumprem duas funções básicas: uma didáctica e uma outra estética.A primeira é a mais importante, pois a segunda é-lhe totalmente inerente. A iconografia e a simbologia românticas pretendem educar ideologicamente a população, amendrontada e atemorizada por imagens cujo significado não consegue compreender . A escultura românica desenvolve-se de uma maneira particular nos portais dos edifícios religiosos, era usual representar-se o Pantocrator, geralmente acompanhado por tetramorfos ( Chama-se tetramorfos à representação simbólica dos quatro Evangelistas.S.Mateus era representado por um anjo, S. Lucas pelo Touro, S.Marcos pelo Leão e S. João pela Águia) , e no mainel figuras humanas quase isoladas. Os relevos também cobriam o lintel e as ombreiras. As arquivoltas eram geralmente reservadas a temas ornamentais, embora existem alguns exemplos com figuras. As restantes esculturas do templo, como as dos capitéis ou das absides, podiam ser simplesmente ornamentais ou representar cenas do Antigo e do Novo Testamento ou animais do bestiário, ( São figuras que personificam o mal, o pecado e o Inferno, como a serpente, o dragão ou a sereia. No entanto, algumas imagens também simbolizam o Bem, por exemplo o leão, a àguia ou a cegonha ) . A pintura apresenta fundamentalmente três tipos de suporte: mural, sobre madeira e iluminura. Em todas as manifestações predomina o tratamento linear e as cores são lisas e sem volume. As figuras são apresentadas com contornos grossos que exageram os traços e a expressão. As composições são regidas pela lei da frontalidade, ou seja, as imagens apresentam-se de frente e são estereotipadas. A ornamentação, da mesma forma que na escultura, parte principalmente de motivos geométricos e vegetais e, em muitos casos, serve para demarcar a composição. Encontramos fundamentalmente três tipos de pintura: mural, sobre madeira e a iluminura. A pintura mural era realizada no interior das igrejas, de preferência na abside central, nas cúpulas e nas paredes. A técnica mais utilizada foi a do fresco, mas foi igualmente usada a têmpera. As cores empregues eram o azul, o vermelho e o amarelo. O preto estava reservado para delinear os contornos das figuras com traço grosso. A pintura sobre madeira, desenvolveu-se na decoração de frontais de altares, pequenos retábulos e baldaquinos. A composição era geralmente realçada no centro por uma mandorla com a figura do Pantocrator ou da Virgem e do Menino. Os lados eram reservados às cenas ou personagens secundárias, compartimentando a superfície em faixas horizontais ou, por vezes, verticais. Frequentemente, as imagens secundárias eram representadas sob arcos de volta perfeita. A enquadrar a composição desenvolvia-se uma faixa decorativa como a moldura. A iluminura desenvolveu-se segundo as influências carolíngias e bizantinas e têm como função a ilustração de bíblias, breviários, missais ou livros de horas. Postado por Arlindo Sena. sábado, dezembro 20, 2008
Os Gomes de Elvas na rota do comércio Internacional
História LocaL - De todas as famílias de matriz judaica residentes em Elvas, a que maior sucesso obteve no comércio Internacional, foi sem dúvida a família dos Gomes, cuja ascensão social e económica foi provavelmente um caso particular. Pelo menos desde 1531, que os Gomes de Elvas são referenciados no Atlântico, António Gomes o fundador desta família de mercadores com sede na praça mercantil do Funchal exportou durante essa década cerca de 51% do açucar nadeirense. O seu filho Manuel Gomes em 1548 dominava o comércio de cabotagem na ilha açoreana de S.Miguel em concorrência com outro mercador elvense, António Fernandes com matrícula comercial na Ilha Terceira e com sede em Angra do Heroísmo, disputavam as rotas inter ilhas dos cereais. Todavia, a sede da organização dos cristãos novos de Elvas situava-se na rua dos Mercadores na capital portuguesa, onde chegava com frequência a Nau Santa Maria de Santelmo, de facto as naus de Manuel Gomes não só abasteciam e transportavam o açucar madeirense para metrópele como se lê na documentação, como também faziam escala nos principais portos do norte peninsular ao serviço dos Medina Del Campo ou da Península Itálica, em carregamentos de açucar para Génova. Na década de 70 a ligação dos Gomes de Elvas, aos Ruiz del Campo e ao comércio com Castela se intensificou em termos económicos e financeiros. Em 1576, Luís Gomes , o menos importante desta família de mercadores em volume de negócios, mantém um comércio com Castela por via terrestre a partir de Badajoz; o produto era o pau do Brasil e seu irmão Manuel no mesmo ano aceita negociar com os Ruiz, mas face às dificuldades da economia castelhana impõe que o trato se faça com base na troca de panos. Ao mesmo tempo duas novas áreas de exploração económica surgem nos horizontes "empresariais" da família judaica elvense, a Terra Nova e o Oriente; no primero caso o sucesso é evidente, a documentação refere que "o rico mercador de Elvas que fornece o Bacalhau da Terra Nova para Castela por intermédio dos Ruiz é Manuel Gomes, no segundo caso o prof. Vitorino Magalhães Godinho é da opinião que os Gomes de Elvas afirmam-se como intermediários no Comércio Internacional do séc. XVI, uma vez que é Manuel Gomes quem informa as praças comerciais ocidentais sobre o preço de pimenta, cravo, canela e gengibre nos mercados orientais. Nos fins do séc. XVI, a família Gomes de Elvas era já identificada como uma família rica de mercadores cuja residência se situava nos arredores da capital do reino, a Quinta da Mata das Flores (em Loures), que associou ao nome pessoal o título de "Coronel" da Nobreza quando ascendeu à aristocracia nacional após a compra do título de correio-mor do Reino a D. Filipe II em 16 de Fevereiro de 1606 pelo valor de 70.000 cruzados. O seu Brasão representado em 2/3 com uma série de passáros identifica a Mata da sua quinta e o título de Coronel que é utilizado na sua composição nomimal a partir do séc. XVII em que os Gomes de Elvas passam a utilizar a denominação de "Mata Coronel". Postado por Arlindo Sena sexta-feira, dezembro 12, 2008
Leonardo de la Vinci, Visionário ou Louco

Hilter na Internet

http://www.digitalrailroad.net/ - " Apresenta um conjunto de fotografias inéditas obtidas pelo fotógrafo David Turner, capatadas em 1939, pelo seu pai Charles Turnes que esteve presente no Festival de Bayreuth, de homenagem a Wagner. Nesta passagem pela cidade bávara Charles Turnes conheceu o chanceler alemão e nessa qualidade visitou várias vezes o Führer na qualidade de músico, mas as mesmas foram registados por Charles Turner como agente dos serviços secretos britânicos. As últimas informações do referido espião não são registos fotográficos mas escritos e datadas uns dias antes da véspera da invasão da Polónia. As actuais fotos hoje na net estavam na posse de Charles Turner falecido em 1977. Postado por Arlindo Sena.
Paul Gaugin
esculpir como amador, mas não tardou a contactar com o grupo de impressionistas com o qual expôs entre 1879 e 1886. Em 1885, esteve pela primeira vez em Pont-Aven, onde conheceu Émile Bernard e Laval, com qual viajou para a Martinica em 1887. Na mesma década esteve em contacto em termos artísticos de Cézanne e a Van Gohg, mas apesar dos contactos que estabeleceu, manteve durante algum tempo uma arte plana na qual se observam as influências da estampa japonesa, nas formas planas e simplificadas e no modo como as fecha com uma linha a negro, à maneira da arte vitral. Foi pintor da evasão, do recurso da vida moderna e, como consequência, da procura da pureza original no modo de vida e na pintura, que de certo modo está relacionada com a sua passagem primeiro pelo Norte de França - Bretenha -, formando o grupo de Pont-Aven. Da sua obra destaca-se entre outras - O Cristo Amarelo - da fase de Pont Aven, na qual se destaca a representação figurativa de forma simplificada, esquemática e sintética na estrutura e na cor antinaturalista. Mais tarde e num período artístico em que a sua obra representa o gosto pelos ambientes exóticos, destaca-se o tema "O que somos? De onde Vimos? Para onde Vimos", na mesma o conteúdo temático surge carregado por símbolos - Homam, animal, totem , natureza - trata-se de uma alegoria, que vai desde o nascimento à morte, o autor coloca outros tantos símbolos de interpretações múltiplas; à direita, um casal tratado com tons vermelhos diluídos; à esquerda, um deus pagão , um ícone, de cor clara e de recorte nítido; no fundo, uma naturteza rebuscada, antinaturalista, fantástica e simbólica. Principais obras e fases da obra de Paul Gaugin:- Fase de Pont Aven (simbolista e antinaturalista) - :- Visão após o Sermão; A Bela Angèle ou o O Cristo Amarelo. Na fase do exotismo ou thatiana (inspiração nas experiências tahitianas), Mulheres na Paria, Donde Vimos? Onde Estamos?Para Onde Vimos ou Duias mulheres do Thaiti. Postado por Arlindo Sena. Organização e povoamento da vila de Elvas

terça-feira, dezembro 09, 2008
Recordar o Mickey Mouse

Margarida Rasquilha, aluna do 12ºano E - Este ano celebra-se os oitenta anos da criação do ícone mais conhecido na cultura internacional. Inicialmente designado como Mortimer e imaginado por Walt Disney, foi, no entanto, Ub Iwerks que desenhou o rato Mickey Mouse. A sua estreia foi no dia dezoito de Novembro de 1928, no cinema em Nova Iorque com o primeiro filme sonorizado "Steamboat Willie". Procurando criar uma imagem mais familiar do rato, dotando-o de características humanizadas, Disney também criou a personagem de Pluto (cão do Mickey), no início da década de 40, Mickey era a personagem de animação mais popular, sendo premiado com um Óscar pelo filme "Fantasia". Excertos dos seus livros de Banda desenhada esgotavam jornais e os seus episódios enchiam cinemas, agradando a públicos de todas as idades. A popularidade atraída por Mickey levou mesmo a que a missão Aliada na Segunda Guerra Mundial fosse titularizada com o seu nome. A partir de meados da década de 50, em plena Guerra Fria, as obras policiais de Mickey conferiram-lhe um estatuto de herói apresentando-o como dectective e combatente criminal. Em Portugal as histórias do rato Mickey surgiram pela primeira vez a 21 de Novembro de 1935 numa revista intitulada "Mickey", que custava 1$50 escudos e que durou até finais de 1936. No ano de 1950 surgiu "Rato Mickey", editada pela Agência Portuguesa de Revistas; no entanto, a verdadeira massificação ocorreu nos anos 80 com histórias da autoria de desenhadores maioritariamente norte-americanas e brasileiras.
