quinta-feira, Julho 01, 2010

Pompeia ....A cidade desaparecida em tempo de conhecer....

Via Sebastiana- Escavada em 1985

Corria o ano de 79 dc., quando a cidade de Pompeia foi simplesmente sepultada pelo Vesúvio. Em a meados do século XVIII, registaram-se os primeiros achados tornando-se na centúria seguinte uma estação arqueológica das mais famosas do mundo. Entre muitas dúvidas e certezas , há aspectos que as diferentes equipas da arqueologia internacional não questionam relativamente à vida quotidiana doe Pompeia, como por exemplo:


O Termopólio - Bar em Pompeia

A cultura de Bar : - Segundo estudos recentes existiam pelo menos cerca de duas centenas de cafés e bares por cada povoação ou seja um por cada sessenta habitantes. As ruas disponham de tais estabelecimentos e junto aos mesmos, era visível uma espécie de montra onde eram expostas a comida disponível. O vinho era um produto fundamental na dieta alimentar. Uma sala única, estava reservada, a ricos e pobres sem preocupações de ordem democrática, uma vez que as cozinhas eram inexistentes nas casas dos grupos populares.

O vinho: - era um dos produtos de qualidade produzidos em Pompeia, nas cercanias da cidade. Uma ânfora de vinho de Pompeia, terá chegado à Inglaterra, como oferta ou recordação, numa época em que não há indícios de um comércio florescente. Um testemunho romano da época, afirma que o consumo de precioso líquido deixava em ressaca o bebedor durante meio dia.

Via Mércúrio -Pompeia - Com as famosas passadeiras....

Sentido Único: - Em Pompeia, só algumas ruas eram de dois sentidos, a maior parte era de  um só sentido  devido as manobras que os carros puxados por parelhas de cavalos  tinham que fazer para contornar as passadeiras que cruzavam as ruas, impedindo qualquer manobra de inversão

Anfiteatro de Pompeia - 136x104 metros - Lotação para 12.000 espectadores. 
Teatro: - Pompeia contavan dois teatros e um anfiteatro . No mesmo se realizava de vez em quando espectáculos de gladiadores e caçadas de selvagens , ainda que as cabras e os javalis, fossem os protagonistas em vez dos leões como na Roma Imperial.

Higiene:- Pompeia disponha de pelo menos seis termas, algumas municipais e outras a empresas privadas. As privadas eram pertencentes às famílias dominantes, enquanto que as demais eram verdadeiros focos de infecção na medida em que o fluxo de àgua era limitada e o cloro não era utilizado no tratamento das águas.

Casa del Tremezzo di Legano ( conecida por casa dos painéis de madeira). 


A Casa de Pompeia: - De paredes exteriores lisas ,a sua organização centrípeta interior baseava-se em dois elementos: um átrio central com complúvio, debaixo do qual o implúvio, recolhia a àgua da chuva, Os quartos principais da casa dispunham-se à volta desta zona, com a luz vinda de cima. O segundo elemento consistia num jardim interior, muitas vezes rodeado por um pórtico colunado, que correspondia à zona privada de recolhimento onde os ocupantes se descontraíam numa atmosfera verdejante natural.Por vezes, um peristilo com um grupo de quartos particulares que irradiavam dele rodeava este jardim.Esta arquitectura doméstica tinha uma dupla origem cultural: o átrio é tipicamente itálico, enquanto o peristilo é grego, inspirado em larga escala nas casas de Delos. Muitas das casas prósperas da região de Pompeia seguiram esse modelo, que se desenvolveu para dar resposta a necessidades específicas. Ele resultou das exigências de uma cidade muralhada na qual o espaço é relativamente restrito. Contrariando uma crença antiga, esta fórmula não representa a casa romana típica, trata-se antes, de uma solução intermédia entre a villa dos patrícios isolados no centro do país e as casas mais humildes das insulae urbanas, como as de Roma e Óstia.

Estado das campanhas arqueológicas: Actualmente, cerca de três Km já foram escavados. O perímetro da cidade no interior das muralhas tem cerca de um quilómetro no sentido este-oeste e 750 metros na direcção norte-sul. Desde há muito tempo se identifica parte deste traçado da cidade, que reflecte a sua dupla origem. A grega, partir do século VI aC., quando os colonos gregos instalaram-se na região. Do lado leste e a norte da Via Fortuna, distingue-se a influência romana e nomeadamente de Hippodamos, visível na grelha regular das ruas que se intersectam em ângulo recto. As vias comunicações foram meticulosamente pavimentadas com grandes lajes de traquito e preparadas para escoar a àgua da chuva. À beira da rua, estabelecimentos e vendas de bebidas, alternavam com simples extensões de paredes e, aqui e ali, com loggias colunadas .São os testemunhos hoje visíveis em Pompeia.